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Estréio neste espaço com um aviso aos navegantes: acho que o tal de politicamente correto é a mais descarada proteção dos mofinos. Que têm medo de chamar – ou xingar – as pessoas e as coisas pelo nome que elas merecem.
Com a falsa ferramenta do politicamente correto, políticos de terceira, ambientalistas de quinta e ‘lideranças’ sociais, empresariais e religiosas despudoradas fazem pose de gente fina em público e são verdadeiros asnos selvagens com mulher (ou marido), filhos, empregados etc.

Falar nisso, quando vejo alguém se referir a sua empregada doméstica como “minha secretária”, desconfio logo. É quase certo que trate a pobre como escrava. Ou, na “melhor” das hipóteses, finge que ela não existe. E, claro, deve tratar a secretária – se é que tem uma no escritório ou na repartição pública onde ‘pontifica’ – como acha que deve tratar a empregada doméstica.

Dito isso, como sou bióloga, dou nome aos bichos sem concessão ao falso pudor: detesto o ‘ambientalismo’ babaca de urbanóides que não diferenciam lobo guará de preá, condenam queimadas aspirando o fumacê de incendiários baseados. E, com ou sem maconha, são incapazes de diferenciar um bioma de um mioma.

Portanto, não esperem que eu use este meu espaço – falar nisso, espaço virtual é espaço ou metáfora (dios mio, será que caiu o acento?) de espaço? – para defesa intransigente do ‘verde’, dos tais ‘ecossistemas’ e afins. Não quero incendiar o que resta desse trágico planeta, mas também não tenho saco – alguém aí pode me indicar um equivalente feminino – para besteiras como a contribuição do pum do boi para o cataclismo final da Terra.

Pois não é que ex-colega de faculdade resolveu fazer sua tese de mestrado sobre o pum do boi pantaneiro e a camada de ozônio? E pelos números que ela levanta pra cotejar perdas e ganhos, está perto de provar que o melhor para o planeta será ‘despovoar’ o Pantanal de bovinos. Se não for exatamente melhor para o futuro do planeta, certamente o será para os europeus, com sua pecuária de luxo – bois e vacas deles não fazem pum? –, mamando em subsídios financiados a peso de ouro. Ouro que, aliás, eles saquearam de ‘nuestra américa’.

Pois bem, esta minha ‘coluna’ passeará sobre essas questões mais ou menos ambientais. E pelo meu rápido perfil, vocês já devem atinar que prefiro ambientes mais aconchegantes.

Sou uma entusiasta amante da Natureza – já namorei em cada recanto natural que vocês nem fazem idéia. Por isso mesmo, detesto os ‘ecologieiros radicais’. Eles se recusam a transar na grama para não agredir o “bioma”. Por isso dão sopa pro mioma.

Até a próxima.]]>
2009-11-12 15:40:37alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=26
<![CDATA[Consciência gay, parada negra]]> Não vejo nenhuma graça em discutir raça. Ainda mais depois que me disseram que todos nós brasileiros temos um pé na senzala. E olha que quem disse isso foi o sábio e nunca dantes imitado sociólogo – como político é outra coisa – na história deste país, Fernando Henrique Cardoso que, sabe-se agora, coerente com sua sociologia, fez um filho numa empregada negra. Como não tinha mais senzala, FHC pôs o pé letrado na cozinha.
E digo isso, não para fazer média ou parecer politicamente correta. É que, de férias em Campo Grande, me preparei na sexta-feira para embalar em ventos e ventos pelo Dia da Consciência Negra.
Pra começar, já me decepcionei ao saber que em Campo Grande o dia não é feriado. Isso, sim, para mim é preconceito ou confissão de crime racial. Se não comemora oficialmente o Dia da Consciência Negra, ou renega a importância da negritude, dos afrodescendentes (será que não ficaria melhor a gente chamar de ‘afroascendentes’? Vai que acusam a gente de dizer que os negros estão caindo, descendo...) ou sugere, veladamente, que não tem nada a ver com negro, que aqui não há consciência negra.
Pois não é o mais estanho estava por vir. Sai à tarde e me deparei com a alegria esfuziante de uma ‘Parada Gay’. Antes de entender direito, supus que aquela fosse a mais multirracial manifestação de afrodescendentes do planeta.
Me esbaldei na festa, mas acho que perdi muito tempo explicando para algumas mulheres que meu negócio é homem. E, ai-ai-ai, ouvindo de alguns belos e másculos tipos que tentei capturar, que o negócio deles é o mesmo meu.
Da ressaca, já me curei. Mas continuo não entendendo porque em Campo Grande a Parada Gay sai no Dia da Consciência Negra. Tá certo que tem aquela coisa de Zumbi dos Palmares ser muito homo, de entidades máximas de ritos africanos serem bissexuais, etc e tal. Mas me parece que essa coincidência promovida em Campo Grande tem algo mais a dizer.
Não sou analista, como meu colega lacaniano P. Dante Scot, menos ainda antropólogo, como Samir Mullah N’mbo, mas como bióloga especialista em meio ambiente, acho que há uma superpopulação de indivíduas (sim, no feminino, vamos respeitar a individualidade deles... delas? Sei lá) de uma mesma espécie em Campo Grande.
Ainda que nesse caso não haja risco de cruzamento entre indivíduo(a) da mesma espécie, o recente convite do meu colega e ministro do Meio Ambiente Carlos Minc (isso é uma sigla, não um nome) para que o governador Puccinelli saía do armário, pode não ser significativo do ponto de vista estatístico. Mas é decisivo do ponto de vista simbólico.
Acho que na próxima eu falo de ecologia e meio ambiente.
E tome polca.

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2009-11-21 18:31:06alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=50
<![CDATA[Queria André com Minc em Compenhague]]> Depois de minha ‘apresentação’, andei meio em ponto morto, no chamado ‘banho-maria’, meio bamba das pernas e da cabeça, desconcertada. Pois esperava que meus primeiros ‘posts’ fossem ter uma repercussão retumbante. E não houve nenhuma repercussão. Humildemente confesso que me faltou humildade para enfrentar essa situação humilhante.
Agora, como boa bióloga, refiz os sistemas imunológicos e parto pra luta com uma breve passada sobre Copenhague. Melhor dizendo, sobre as expectativas da 15ª Conferência do Clima, que a ONU promove na capital da Dinamarca, de 7 a 18 deste dezembro.
Pra começo de conversa, não espero muito, ou melhor, não espero NADA de uma conferência que tem três ou quatro nomes: além desse aí de cima, vem mais ‘COP 15’, ‘Cúpula do Clima’ e por aí afora. E a inflação de países, paisecos, republiquetas e ilhotas que se ‘autodecantam’ como nações – são 192 delegações –, todos na mesma festança climática, só pode resultar em enorme ‘poluição mental’. E, é claro, agravar ainda mais o desastre ambiental em curso.
Conferência do Clima, COP 15 ou 15ª. Conferência das Partes da UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, no grande ‘piquenique verde’ planetário de Copenhague só vai faltar mesmo o tão esperado encontro entre Puccinelli e Minc, já que ninguém falou sobre a ida do sempre contido governador sul-mato-grossense à Dinamarca. Uma pena, pois já que ‘rolou um clima’ entre as duas figuras, nada mais natural que o desfecho do caso se desse na Conferência Climática.
‘Donatário’, como Puccinelli, de meia capitania do Pantanal, seu colega Blairo Maggi, de Mato Grosso, que tem também um bom naco da Amazônia real e uma enorme faixa da Amazônia Legal (um artifício vergonhoso, herança da ditadura, para financiar com dinheiro público a devastação inclusive de cerrados), será ‘figurante de destaque’ em Copenhague, decantam seus assessores.
Até ‘ontem’ tido como um dos maiores devastadores de cerrados e florestas – ‘rei da moto-serra’, ‘moto-serra de ouro’ etc foram ‘honrarias’ com que organizações ambientais sérias o distinguiram – o pândego Blairo Maggi é também um mistério de reversão de imagem na mídia: de destruidor de florestas passou ser ‘celebrado’ como um ‘governador verde’ – talvez à custa de muitas ‘verdinhas’... Mas esse é assunto para outro comentário.
Eu gostaria muito de estar em Copenhague. Não que acredite que dessa torre de babel possa surgir algo a favor do clima. Mas, sim, porque com tanta gente sem ter muito o que fazer, mas posando de defensores do futuro do planeta, essa conferência climática é propícia para rolar climas os mais excitantes.
Nota da Autora: não viajei a Copenhague porque nenhuma instituição – de respeito ou não, não sou tão exigente assim – ambiental, governamental, comercial etc quis patrocinar minha viagem em troca de matérias amplamente favoráveis a seus negócios e interesses.
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2009-12-07 09:58:34alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=74