RSS Blog do Oscar :: Oscar GasparVoce está exibindo um feed que apresenta conteúdo atualizado com freqüencia.http://www.blogdooscar.com.br/pt-brhttp://www.blogdooscar.com.br/img/index_r3_c1.jpgBlog do Oscar :: Oscar Gasparhttp://www.blogdooscar.com.br/<![CDATA[A mídia "faz média" com a classe média]]>
A começar por esse estúpido ‘jargão’ que estabelece, de pronto, uma ressalva ao se referir a “garotos de classe média” . Ao ‘sugerir’ que por ser de “classe média” ( aliás, uma velharia ‘sociológica’ tão desgastada quanto esquerda e direita na política) não deveriam estar metidos em tais “deslizes” , a mídia já dá a esses jovens facínoras, na verdade, um desconto para a dúvida. Ou, no mínimo, uma margem de confiança credita a suas famílias “classe média”.

Claudinéia Rodrigues Mendes, a garota apanhada em seu ponto de trabalho (sim, esse negócio de ‘garota de programa’ é outra expressão preconceituosa da mídia ‘classe média’ para disfarçar que a prostituição é, sim, único meio de vida de muitos que não tiveram, não têm e não terão nenhuma outra chance) por três bandidos jovens e bem nutridos, foi imediatamente batizada de “Néia”. Sim, simplesmente “Néia” ou ainda pior quando escrevem ou falam Claudinéia, “a Néia” . O máximo que lhe concedem é o favor de não chamá-la de prostituta, mas de ‘garota de programa’.

Quanto aos assassinos, esses têm nome, sobrenome e “pais constrangidos e sobressaltados” com a atitude “absolutamente inesperada” de seus rebentos. Não que os pais devam responder pelos crimes de seus filhos. Mas certamente falharam em algum momento. E, se são ‘classe média’, não foi propriamente porque não deram comida, roupa e escola para seus ‘herdeiros’ – não lhes deram algo mais essencial: amor, afeição, educação, repreensão não hora certa etc etc.

Já com relação a Claudinéia Rodrigues Mendes, seja lá o que sua mãe não tenha lhe dado no momento exato – roupa, comida, afeto, educação escolar ou algo assim – certamente terá sido porque isso sempre lhe faltou. E agora faltará mais ainda, já que a mãe de Claudinéia “herdou” três netos, cujo sustento a filha tirava das ruas de onde foi tirada por três bandidos ‘classe média’.]]>
2009-08-20 13:58:34alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=21
<![CDATA[Bom dia para começar]]>
Depois de tantas idas e vindas, ponho o bloco na rua a bordo desse blog, justamente numa ‘sexta,13’. Coincidência, é claro. Sem desafio nem temor aos tremores que essa coincidência de calendário desperta nos mais supersticiosos.

No creo em brujas, pero...

Creio mesmo é no apoio objetivo e na solidariedade profissional e humana de amigos de sempre. Como Lucimar Couto e Ariosto Barbieri. Sem eles, não teria posto o blog na rua.

Henrique Medeiros, Chico Maia, Zé Roberto Santos, Wilson Nascimento Pereira também estão entre aqueles a quem serei sempre agradecido pelo apoio e o estímulo.

No mais, meus caros, vou procurar dignificar esse espaço e merecer o carinho de sua atenção. Como diriam os locutores de rádio dos velhos e bons tempos.




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2009-11-13 11:47:49alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=31
<![CDATA[Blecaute, Itaipu e choque elétrico]]>


Até agora ninguém do governo convenceu ninguém. Nem mesmo aliados que conhecem do setor. O senador Delcídio Amaral, por exemplo, que tem toda uma carreira profissional no setor energético, é um homem educado e tal. Por isso, talvez, não tenham mandado para o raio que o parta aquela versão apocalíptica de raios em seqüência.



Mas, atenção. O colossal curto circuito teve o efeito de monumental tratamento de choque para despertar algumas mentes sobre um tema que parecia ter definitivamente “esquecido’, embora muito recente.



O Paraguai, também dono de Itaipu, ficou também às escuras. Lá como cá, o blecaute deve ter oferecido a contrapartida da pausa para a reflexão.



Por isso, nos próximos dias vamos ouvir falar muito sobre a recente renegociação dão preço que o Brasil paga ao Paraguai pela energia que compra da parte guarani de Itaipu.



Há indícios de que a generosidade do Brasil na renegociação com o Paraguai teria sido turbinada por caudalosas ‘comissões’ e ‘incentivos’ capazes de fazer Solano Lopez e o nosso Caxias fazerem uma aliança fantasma para cobrar, com muito energia, ética e decência. Ou seria ética e decência com energia.



O blecaute pode ter sido um desastre para negociadores informais do remendo malfeito no Tratado de Itaipu.



Não desligue o interruptor.


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2009-11-13 11:42:29alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=30
<![CDATA[Remover o monstrengo]]> Não precisa ser arquiteto, urbanista ou coisa afim, para avaliar que a transferência do ‘camelódromo’ para o escabroso edifício – ‘reconstruído’, claro – onde hoje funciona a rodoviária projeta-se como promissora alternativa.
Em primeiro lugar, a idéia de demolir o ‘monstrengo’ arquitetônico – do que mais se poderia chamar um ‘microondas’ gigantesco, com jeito de arapuca ou casa de pombo? – para expandir o corredor cultural na área central, vale por si mesma.
Em segundo lugar, a transferência dos ‘importadores’ para o prédio da atual rodoviária pode transformar o que é hoje um gigantesco pardieiro em centro comercial importante. Com grande contribuição para a ‘regeneração’ urbanística, econômica e social do centro de Campo Grande.
Aliás, foi exatamente o que fez a cidade de São Paulo há algumas décadas, quando tirou a rodoviária do velho prédio próximo à Estação da Luz. O shopping popular instalado ali deu outros ares à região. E funciona até hoje.
E, pelo jeito, a rejeição inicial dos comelôs já foi demolida na primeira reunião com Nelsinho Trad. Afinal, não é sempre que camelô pode virar lojista em shopping de importados.
Quanto á nova rodoviária, é bom que o prefeito agilize as condições para pô-la em funcionamento. A “explicação” que andou circulando por aí, de que a administração municipal não iniciaria a operação do novo terminal antes janeiro por temer que o grande fluxo, com as viagens de fim de ano, pudesse complicar as coisas, é mais confissão do que justificativa.



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2009-11-14 12:05:36alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=35
<![CDATA[Cabral é só Madonna]]> Era como se a cidade do Rio não fosse a capital do Estado do Rio e Sérgio Cabral não tivesse absolutamente nada ver com a situação caótica de milhares de famílias – muitas desabrigadas, expostas a riscos de epidemias, sem água ou comida.
Às 20h14, o G-1, portal de notícias da Globo, informava que a popstar chegara ao Morro Santa Marta, em Botafogo, por volta das 18h30, acompanhada do governador Sério Cabral, para conhecer o projeto ‘Ação Social pela Música do Brasil’.
O mesmo G-1 dava conta, às 20h58, que já eram quatro os municípios em situação de emergência e que quase três mil pessoas estavam desabrigadas ou desalojadas. Ao todo, 35 mil pessoas teriam sido afetadas pelas chuvas no Estado do Rio. Só no município de Belford Roxo, a Prefeitura registrou 14 desabamentos e 27 deslizamentos de terra.
Por mais que seu governo estivesse agindo, é inadmissível do ponto de vista ético – e uma inominável estupidez político-eleitoral, claro – que o governador de um Estado atingindo por calamidade natural dessa magnitude possa simplesmente “esquecer” a desgraça de milhares de patrícios para paparicar a popstar.
Pândego Cabral. Para não dizer mais, em respeito aos navegantes.

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2009-11-14 11:51:39alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=34
<![CDATA[Crônica da morte autoanunciada]]> A informação está no Comunique-se – www.comunique-se.com.br – de longe o mais importante portal sobre jornalismo e comunicação, mas ignorado, infelizmente, pela maioria dos jornalistas e ‘comunicólogos’ , seja lá o que esse barbarismo pós-moderno queira dizer.
Voltemos ao ‘Monitor Campista’. Primeira redação da América do Sul a contar com luz elétrica, o jornal foi fundado em 4 de abril de 1834 e é propriedade dos Diários Associados – ou do que resta do império de comunicação criado pelo controvertido e extraordinário Assis Chateaubriand. Que, aliás, fundou em Campo Grande o Diário da Serra, por muitos anos o mais importante jornal da região.
O emblemático ‘Monitor Campista’, com morte anunciada para este domingo em suas próprias páginas – amarga ironia – vai desaparecer principalmente porque a Prefeitura de Campos deixou de publicar o Diário Oficial do Município no jornal, como fazia ao longo dos últimos cem anos.
A causa da morte do centenário do quase bicentenário ‘Monitor Campista’ é a que tem vitimado centenas de veículos impressos – dependência umbilical de dinheiro público. Que, aliás, corta dos dois lados.
Quando a verba pública é a principal fonte de financiamento, é quase certo que a independência editorial em relação aos poderosos de plantão, já era. Quando essa fonte, mesmo que lícita e limpa, seca, provoca a morte do veículo por inanição.




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2009-11-14 11:44:41alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=33
<![CDATA[Lévi-Strauss e nossa ignorância]]> Considerado um dos mais importantes intelectuais do século 20, o antropólogo Claude Lévi-Strauss morreu em Paris no dia 31 de outubro, aos cem anos.
Criador do estruturalismo, Lévi-Strauss influenciou de maneira decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura.
Enquanto a imprensa mundial, universidades e academias dos quatro cantos do planeta reverenciam a memória desse extraordinário cientista social, em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o mais rotundo e patético silêncio.
Com a honrosa – e ainda assim muito discreta – da UFMS, cuja biblioteca central vai inaugurar um espaço/tempo cultural (‘Encontros de A a Z’) com um debate sobre o filme ‘Saudades do Brasil’, de Maria Maia, nem pio nem sussurro da ‘intelectualidade’ e, claro, menos ainda de nossa esclarecida classe política.
Sempre prontos a votar ‘moção de pesar’ por qualquer defunto que deixe como herança pelo menos um potencial voto de parente, e a batizar rua, estrada, escola ou banheiro público com o nome de qualquer ‘liderança’ que bata as botas, óbvio que nossos deputados e vereadores em geral não teriam tempo – tempo e cultura ou nem tempo nem cultura, diriam os estruturalistas – para desconfiar sobre o que teríamos nós a ver com esse velhinho de cem anos chamado Claude Lévi-Strauss.
Pois bem. Entre os anos de 1935 e 1939, Lévi-Strauss, um dentre os vários intelectuais europeus trazidos para a então ainda embrionária Universidade de São Paulo (USP) visitou (estudou) as tribos Caduveu, Bororo, Nambikwara, Mundé e Carajá, todas em território do então uno Mato Grosso.
Realizadas com as dificuldades facilmente imagináveis para aquela época, das pesquisas e reflexões dessa longa viagem de observação e convívio com nossos indígenas – documentados com milhares de fotos – despontariam as referências para a própria teoria do Estruturalismo, e apontamentos essenciais para o livro ‘Tristes Trópicos’, considerado sua obra-prima.
Atenção, senhoras e senhores senadores, deputados, vereadores, governador, prefeitos, professores universitários, notáveis acadêmicos imortais estaduais e municipais (ai): Claude Levi-Strauss pôs o Mato Grosso de então – e, portanto, também Mato Grosso do Sul – no mapa da Antropologia, da ciência social, nos anos trinta do século 20.
O silêncio oficial – decorrente da ignorância – em torno da vida e obra de um intelectual, cuja extraordinária relevância mundial foi em parte construída com pesquisas que realizou em nosso Estado, denuncia a nossa indigência intelectual.
Tem mais. Até logo.


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2009-11-15 11:01:39alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=36
<![CDATA[A Graça, o púlpito e a urna]]> Devidamente inscrito no PDT sul-mato-grossense, em tempo e hora regimentais para disputar a próxima eleição, David Soares dirige cultos aos domingos no novo templo da IIGD da Av. Calógeras, em Campo Grande. As incursões evangelizadoras por cidades do interior têm atraído bom público.
Ainda preliminares, as conversas apontariam hoje para a candidatura de David Soares como suplente de Delcídio Amaral na disputa pela renovação de seu mandato de senador. Essa alternativa dá como certa a composição PDT-PT, causa de recente racha do partido trabalhista, que acabou expurgando o grupo que pretendia apoiar o PMDB de Puccinelli.
Ainda na última quinta-feira, David Soares, acompanhado de diretores de suas emissoras em Campo Grande, participou do jantar promovido para arrecadar dinheiro para a campanha de Zeca do PT ao governo do Estado.
Aviso aos navegantes: muito além de seu carisma pessoal e da força da Igreja da Graça que possa eventualmente ser traduzida em votos, David Soares leva a tiracolo o peso nada desprezível de três emissoras de tevê: TV Guanandi (rede Bandeirantes) e TV Campo Grande (SBT) na Capital, e RIT (Rede Internacional de Televisão, da própria igreja) em Dourados.

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2009-11-16 00:01:27alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=38
<![CDATA[Breve crônica de mal crônico]]> *Alguns desses ‘arautos da dignidade’ amealharam fortunas no pasto sem aramado da corrupção, vendendo ‘promoção’ ou comercializando ‘proteção’ aos ‘capatazes’ do poder.
*A crônica escabrosa desse mercado sujo tem lances sórdidos mesmo em história tão curta como a de Mato Grosso do Sul.
*E olhem, caros navegantes, que não se fala aqui da ‘baixa’ corrupção, daqueles chantagistas tão manjados, que tomam dinheirinho de políticos com crimes (eleitorais ou não) em cartório, de empresários sonegadores e de falsários notórios.
*Está-se falando aqui dos que grandes gatos pardos, nutridos por décadas com a corrupção do andar de cima, às vezes disfarçada sob formas ‘legais’ de concessões e empreitas que fazem mais voltas que rios pantaneiros até chegar à conta do destinatário.
*Portanto, desconfiem, caros navegantes, de muita pose ou firula. Discursar em praça pública contra a corrupção é fácil. E ajuda a não ter que explicar o milagre da multiplicação.]]>
2009-11-17 15:52:03alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=41
<![CDATA[Garcia Neto e o MS]]> Importante liderança política do então Mato Grosso uno, nas décadas de 1960-70, Garcia Neto, sergipano de nascimento, teve papel proeminente nos momentos inaugurais da história política de Mato Grosso do Sul. Ainda que via da negação: bateu-se até o último momento contra a divisão que resultaria no novo estado.
Vencido pelo ‘argumento’ do poder ilimitado de Geisel – que se inspirava em boa parte no guru ‘revolucionário’ Golbery do Couto e Silva, autor do importante livro ‘Geopolítica do Brasil’, que tratava, também, da redivisão territorial do país) – Garcia Neto não esperou no governo pela criação de Mato Grosso do Sul. Deixou o lugar para seu vice, o corumbaense Cássio Leite de Barros, que, é claro, era um entusiasta da criação do novo Estado.)
Os sul-mato-grossenses, contudo, não devem ver Garcia Neto apenas como um antidivisionista empedernido ou um ‘nortista’ radical. Como governador, era natural que não quisesse ver o Estado sob sua direção ser partido ao meio.
Saiu do governo antes, mas Mato Grosso não conseguiu se eleger senador em 1978, vaga que perdeu para Benedito Canellas.


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2009-11-17 08:15:43alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=39
<![CDATA[PTtecos & PTlecos]]> Todos sabem que André Puccinelli move céus, terras e infernos na tentativa de impedir que Zeca do PT dispute com ele o governo do Estado.
Pois não é de ver que, quando o bornal de pedras de Puccinelli parece ter se esvaziado ou seu estilingue se esgarçado, sempre surge um petista de carteirinha – e às vezes até com mandato – para ‘ressuscitar’ o tal do debate. E, claro, dar gás e voz para a versão de Puccinelli.
Do sempre ponderado José Genoino, para cima, para baixo e para os lados há sempre algum petista disposto na reaquecer a conversa sobre... Deixa pra lá, para não reprisar o assunto.
Mas alguém tem de avisar o pessoal para não requentar o café do André toda hora. Ele sabe fazer isso sozinho.
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2009-11-18 15:18:29alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=45
<![CDATA[Fósforo e gasolina]]> André Puccinelli com Roberto Requião no mesmo espaço geográfico de um Estado – não exageremos, de uma cidade – significa sério risco de algum destempero verbal com alto teor de explosão.
Hoje, na pose para foto oficial da reunião do Codesul, Requião, o incendiário, ainda riscou um palito. Mas André, por um desses inexplicáveis milagres, não inflamou.
Marco Eusébio conta em seu blog que o governador sul-mato-grossense engoliu a provocação do colega sobre a possibilidade de desfilar na parada gay estadual, para desafiar o ministro Carlos Minc. Que em recente ‘bate-boca’ (como em todo bate-boca, ambos perderam a razão, se é que alguém tinha, nesse caso) aconselhou André Puccinelli a “sair do armário”.
Requião, cujo maior ídolo político é o venezuelano Hugo Chavez, que já apareceu na tevê comendo mamona diante de um incrédulo Lula, não tem limites para seus rompantes.
A assessoria de André, que nesse quesito não deve nada ao paranaense, deveria preservar uma distância mínima de mil quilômetros entre os dois.
O desafio maior é que André Puccinelli tem interesses – muitos interesses, dizem – em Curitiba, cidade onde estudou e tem raízes profundas de uma árvore com muitos galhos.




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2009-11-18 15:07:51alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=44
<![CDATA[Bandeiras sem banda]]> Antigamente, a Bandeira do Brasil, dos Estados e do Município, se houvesse - eu nasci num lugar que não tinha bandeira até dez anos atrás - erm reverenciadas em seu dia com fanfarras e bandas. Hoje ninguém nem olha de banda pras coitadas.
Animadas por teóricos de uma pretensiosa objetividade – salve o grande Nelson Rodrigues com seu brado cortante contra os “idiotas da objetividade” – as escolas deixaram de ensinar os valores básicos de cidadania, como respeitar os símbolos pátrios e reverenciar sua história.
Hoje, não só a maioria dos estudantes, mas também dos professores, não sabe balbuciar mais que dois três versos esparsos do Hino Nacional. E, nesse caso, não adianta pedir “ajuda aos universitários”: eles não aprenderam quando crianças ou adolescentes, portanto são, salvo exceções, ‘analfabetos cívicos’.
Os mesmos “idiotas da objetividade” de mestre Nelson Rodrigues dizem que a ditadura militar matou o ensino dos valores cívicos ao confundi-los com o culto, nas escolas, ao próprio regime.
Isso em parte é verdade. Mas em décadas de plena democracia não tivemos competência nem disposição para retomar o ensino dos valores básicos de cidadania.
Aliás, foi preciso que Madonna viesse nos dar uma lição de moral e cívica.
Ou não foi a popstar que, emocionada diante do singelo donativo de sete milhões de dólares com que Eike Batista oxigenou sua ‘causa social’, defendeu o ensino, nas escolas, de princípios e valores cidadãos?
E por falar no esquecido ‘Dia da Bandeira’, quando é que algum deputado terá disposição cívica para propor uma lei que autorize a gente a “desvirar” a bandeira de Mato Grosso do Sul?
Na eufórica pressa de ‘inaugurar’ o Estado, ninguém se deu conta de que o imenso campo azul, ou seja, o céu onde ‘brilha’ a estrela de Mato Grosso do Sul, repousa no plano inferior, enquanto o verde, que certamente representa a Natureza, Pantanal e nossas riquezas agrícolas, está no planto superior. No mínimo um paradoxo semiótico (essa doeu, mas vamos lá...)
Corrigir esse escorregão de representação ‘geográfica’ não agrediria a memória do Estado, não diminuiria o respeito aos criadores do símbolo maior e, claro, conferiria uma coerência estética e, digamos, bom senso ele.

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2009-11-19 10:23:00alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=46
<![CDATA[Blog mina o castrismo]]> Dissidente do caquético – mas ainda e desde sempre violento e repressor – regime instalado por Fidel Castro na Ilha, Yaoni Sánchez faz o impossível para escapar às armadilhas e aos obstáculos que a ditadura lhe impõe.
Contra tudo e todos (da senil gerontocracia cubana), ela consegue colocar na web o que muitos consideram o melhor e mais cortante (porque coerente) jornalismo de denúncia contra o castrismo decadente e desdentado, mas ainda mordendo doído nos sonhos de democracia do povo cubano.
Há poucos dias, Yoani Sánchez foi seqüestrada e espancada por brutamontes da ditadura castrista quando se dirigia a uma das raríssimas manifestações mais ou menos contra o governo em Havana.
Libertada horas depois, longe da manifestação e em estado tão lastimável que ficou imobilizada por vários e ainda anda apoiada em muletas, Yoani Sánchez não se calou.
Como reconhecimento a sua determinação de servir à causa da liberdade, mesmo quando isso lhe custa por em risco a própria vida, a blogueira já ganhou vários dos principais prêmios internacionais de organizações internacionais. É claro que o governo cubano – que muitos intelectualóides brasileiros ainda insistem em defender – não permite que ela vá receber esses prêmios.
Por isso, na semana passada, quando o presidente americano Barack Obama respondeu às perguntas que Yoani Sánchez lhe enviara, o universo do jornalismo, especialmente a blogosfera, entrou em êxtase perene. Transformado em ferramenta contra a ditadura e a repressão, um ‘simples’ blog pode apressar a volta da democracia a Cuba.
Em tempo: o general-irmão que sucedeu Fidel no governo – no pior estilo das ditaduras ‘familiares’ – não respondeu, é claro, as perguntas que Yoani Sanches enviou também a ele.

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2009-11-21 12:35:11alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=49
<![CDATA[O PT e seus fantasmas]]> O PT precisa, antes de tudo, espantar seus próprios fantasmas. Um deles, aliás, atende pelo nome ‘Jairão’ e, como toda assombração que se preza, só aparece em de tempos em tempos. Para não queimar a ‘imagem’. No caso em questão, o ‘bicho’ troca o período de lua cheia pelo das eleições internas do PT.
Fantasmas assim, ingênuos e ‘aparecidos’, podem até se tornar inocentes úteis, ectoplasmas a serviço da esperteza de terceiros. Mas raramente oferecem perigo real.
Já as desconfianças mútuas de líderes com assento e mando na cúpula do partido, essas sim podem drenar forças e detonar projetos.
Como se já não bastassem fantasmagorias ‘externas’, como essa estranha ‘poção’ que Puccinelli estaria fervendo em diabólicas panelas para detonar as pretensões de Zeca do PT já nas eleições internas do partido.
Aliás, notas e falas petistas sobre a estranha manipulação atribuída a Puccinelli foram tão ou mais cifradas e misteriosas – por ‘esperteza’ ou falta de jeito – que a motivação da alegada maquinação.
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2009-11-21 12:32:10alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=48
<![CDATA[Corumbá e as armas do tráfico]]> “Não existe policiamento na fronteira Brasil-Bolívia na região de Corumbá, cidade considerada pela Secretaria de Segurança do Rio a porta de entrada de parte dos armamentos em poder do tráfico em favelas”, diz o texto, acrescentando que, em oito dias, os jornalistas atravessaram vinte vezes a fronteira, sem qualquer abordagem policial.
Aliás, no único dia em que a reportagem viu policiamento ostensivo na fronteira foi a 10/11, quando o Exército fez uma operação nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia. E sabem o que o Exército apreendeu na região de Corumbá? Cinquenta quilos de banana. Não bananas de dinamite, a fruta mesmo. Que foi devolvida ao boliviano ‘contrabandista’.
A reportagem informa que metralhadoras ponto 30 e fuzis, “que podem ter derrubado um helicóptero no Rio em outubro, entram por Corumbá”, que desde 2007, 4º metralhadoras, quatro com brasão da Bolívia, foram achadas com traficantes cariocas.
Pescadores inativos devido à piracema, período em que a pesca fica proibida, cobrariam R$ 150,00 pela travessia entre um e outro país. Sem perguntas sobre o que transportam, claro.
O que incomoda é que só quem ‘fala’ na reportagem é a Secretaria de Segurança do Rio. Nem um ‘pio’ das autoridades policiais ou políticas de Mato Grosso do Sul.
Se não foram procuradas para uma reportagem sobre assunto tão grave envolvendo o Estado, devem protestar junto ao jornal e dar a sua versão. Se foram procuradas e não falaram, faltaram ao dever de explicar como se deixou o Estado chegar a essa condição de porteira aberta livre para entrada de armamentos.
Esse assunto ainda vai render.


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2009-11-22 12:02:22alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=53
<![CDATA[A rodoviária ‘atolou’???]]> São tantas dúvidas e suspeitas levantadas sobre, digamos, aspectos funcionais da nova rodoviária de Campo Grande, inaugurada com festança e muita propaganda, e imediatamente “congelada”, que o prefeito Nelsinho Trad deve uma explicação ao pessoal que lhe deu o mandato e bancou a obra – essa espécie híbrida, chamada eleitor-contribuinte.
Já dizia a malandragem da velha guarda que tudo na vida é passageiro, exceto motorista e cobrador. Contudo, e embora rodoviária tenha tudo a ver com passageiro, Nelsinho Trad não deve apostar que essas suspeitas, ainda que não se sustentem, sejam “passageiras”.
Sem informação oficial, especulações ou boatos ganham status de verdade. Uma delas: o novo terminal não teria espaço suficiente para manobras de ônibus em horários de pico de chegadas e partidas e – isso, seria o fim – plataformas de embarque/desembarque não teriam sequer altura para receber alguns ônibus de “três andares”.
A empresa concessionária, que construiu o terminal e vai explorá-lo, diz que só a Prefeitura trata do assunto. Na Prefeitura, o máximo que se pode saber é que só o prefeito Nelsinho Trad fala ou autoriza alguém a falar.
Se fosse uma estação ferroviária, a valeria como verdade a frase feita: ‘Tem boi na linha.’
Inaugurar uma obra inacabada é das coisas mais comuns em administração pública – desde que obedecidos dois pressupostos, conexos ou isolados: fim de mandato e disputa eleitoral.
Só que Nelsinho Trad entregou a nova rodoviária há poucos dias, quase um ano depois de renovar seu mandato com folga, e a um ano das eleições em que só concorrerá se deixar a Prefeitura para concorrer a uma vaga no Congresso.
Por que inauguraria uma obra que, ao não funcionar prontamente, lhe traria desgaste? Como, aliás, está trazendo.
Aliás, dizem que o ‘passageiro’ mais incomodado dessa história é André Puccinelli. Um fiasco que dificultasse a partida do ônibus eleitoral da reeleição da plataforma da rodoviária da Capital transformaria Puccinelli em ensandecido “passageiro da agonia”.
Por hoje, basta disso. Vai que a gente perde o ônibus, o rumo da prosa e, no caso, perde o rumo da própria rodoviária.

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2009-11-22 10:31:40alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=52
<![CDATA[O adeus a Garcia Neto]]> Ainda que os muitos e merecidos necrológios rezem que Garcia Neto foi o “último governador de Mato Grosso uno”, ou seja, do período pré-criação de Mato Grosso do Sul, esse posto – seja lá que importância histórica tenha – foi do corumbaense Cássio Leite de Barros que, vice, assumiu o governo quando Garcia se afastou para concorrer ao Senado.
De todo modo, Garcia Neto foi o ‘governador da divisão’, ainda que pela negação, pois se bateu enquanto pode contra o desmembramento de Mato Grosso.
Tive o duro privilégio de ‘conviver’ com Garcia Neto – ele governador do Estado, com toda a força que esse posto lhe assegurava com respaldo do regime militar, e eu, correspondente do jornal ‘O Estado de S. Paulo’ e colaborador frequente de Veja.
Mesmo com alguns jornais, como o ‘Estadão’, sob censura, a abertura já dava seus primeiros sinais. Denunciei, com companheiros do JB e da Folha de S. Paulo, irregularidades e nepotismo no governo Garcia Neto, e fiz para Veja a matéria em que cunhamos o neologismo ‘oligarcia’, para denunciar a família do governador na administração.
Agora, o outro lado: Garcia Neto, ainda que muitas vezes se enfurecesse com essas e outras matérias, nunca deixou de me receber – e tratar com leveza e respeito – em seu gabinete ou em sua casa. Era um democrata, com todas as contradições e paradoxos que a democracia abriga.


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2009-11-22 10:25:43alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=51
<![CDATA[O ciclo virtuoso do PT]]> Proclamada como um ‘fato político marcante’, a adesão de um ex-adversário – ou seja, de alguém que desembarca da carruagem de André Puccinelli –, nesta segunda-feira (21/11), bem poderá ser a seqüência de um ‘ciclo virtuoso’ petista, instalado nos últimos dias. E que incluiu práticas frutíferas de exorcismo contra fantasmas internos, além de constatar atribulações nada desprezíveis no lado adversário.
Não há como negar que a vitória de Leonardo Duarte sobre Ary Raghiant Neto foi, no mínimo, uma má aposta do grupo de Puccinelli. Ou uma ‘derrota flagrante’ do governador, como dizem os petistas.
Na sequência surgem boatos de que Puccinelli, seu fiel escudeiro e presidente da Assembléia Jerson Domingos, mais os notórios ‘feiticeiros’ de sempre, preparavam uma ‘poção’ para melar o projeto de Zeca do PT com uma manobra nas eleições internas. Os ‘macumbeiros’ teriam falado demais, comemorado antes da hora, e a coisa gorou, “faiooouuuu”.
Ontem, ao votar em companhia da ministra Dilma Rousseff, na verdade o presidente Lula reconheceu que as realidades estaduais não podem ser ignoradas. Na prática, fez um discurso para agradar os aliados do PMDB, ‘criticando’ os que petistas que “olham para o próprio umbigo”, mas já avisou que pouco pode fazer. E que a ministra Dilma Rousseff pode ter dois ou mais palanques apoiando-a. Para bom entendedor, meia palavra basta.
Lula ‘batizou’, Dilma ‘crismou’. Ao ‘defender’ o compromisso com os aliados, a futura candidata à sucessão de Lula ressalvou que não poderia ser “fundamentalista”, pois é preciso "levar em conta as realidades locais, porque os interesses locais são legítimos".
Alguém aí acha que Lula vai exigir de Zeca do PT que desista de disputar o governo do Estado, em nome da aliança com o PMDB?



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2009-11-23 09:48:57alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=54
<![CDATA[A bomba e o traque]]> Se alguém achou que o tom de mistério – a prenunciar uma retumbante bomba a destruir as hostes adversárias – resultaria, ao ser desvendado, numa jogada eleitoral capaz de abater o moral (atenção: “o” moral, não “a” moral, que essa... deixa pra lá) dos adversários, então ‘achou’ muito mal.
Ainda que a visita tenha algum simbolismo, não passa disso. Ver Zeca, Delcídio, Dagoberto Nogueira e Paulo Duarte ao lado de Lúdio Coelho é algo interessante como ‘curiosidade’. Mas parece uma fotomontagem – são tempos e ‘genes’ políticos diferentes.
Caso não tivesse sido anunciado com aquele típico ‘mistério’ político que é o pretenso estopim do alarde, o encontro talvez tivesse maior repercussão.
Lúdio Coelho recebeu a ‘comitiva’ como bom anfitrião recebe visitas, conversou de política e de representatividade do setor rural. Tudo muito bom, tudo muito bem.
Só uma coisa: o PT não precisava ter criado o tal ministério prenunciando uma ‘revolução’ que não houve.
Em termos de ‘factóide’, houve no mínimo, um esforço comovente para um ‘empate técnico’ com o governador André Puccinelli & coadjuvantes, que dias antes ‘vazaram’ que suas artes e astúcias já teriam ‘melado’ as eleições internas do PT e que a candidatura de Zeca já tinha sido implodida.
Como se vê, falta de criatividade política não é privilégio de partido ‘a’ ou de sigla ‘b’.
Afinal, anunciar “surpresa” que não surpreendente tem, como efeito imediato, desencanto ou frustração.


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2009-11-24 10:47:39alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=56
<![CDATA[Putsgrila, Puccinelli]]> Não é a primeira nem a décima vez que Puccinelli se enfurece ante manifestações que teria obrigação de encarar como ‘ossos do ofício’ de alguém que se dispôs a exercer mandato popular. Preocupa, contudo, a frequência e o grau de virulência com que o governador tem reagido ao que classifica como “provocações petistas”.
Sem contar que várias fontes insuspeitas asseguram que o PT não inspirou nem estimulou o episódio de Paranaíba, ainda que se tratasse de uma clara ‘provocação’ partidária, tudo que Puccinelli NÃO deveria fazer era morder a isca, comprar a briga.
Manter a altiva ponderação, atributo essencial do governante, impõe-se a quem não confunde exercício do poder com exibição de poder.
“Carranca não é austeridade”. Se a memória decrépita não me engana, a frase é do então senador Paulo Brossard, referindo-se à cara feia de Geisel – e, o que é essencial, foi dita quando a ditadura, embora envergonhada, ainda estava em pleno ‘vigor’ e rigor. Destempero não é sinônimo de autoridade. Alguém deve dizer isso ao governador.
Aliás, o melancólico episódio de Paranaíba expôs, em tons graves, exatamente como o descontrole de quem deve mandar com moderação redunda em flagrante – e justificada – desobediência. Policiais ignoraram ordens do governador para que prendesse as pessoas que protestavam de forma pacífica.
Comandante-em-chefe das forças policiais do Estado, o chefe do Executivo – Puccinelli ou qualquer outro – em tese não pode ter ordens questionadas por seus comandados. Contudo, ao, digamos, ordenamento legal, sobrepõe-se o princípio da legitimidade ou mesmo da razoabilidade.
Felizmente – inclusive para o próprio governador, para seu perfil político e até para sua performance eleitoral – os policiais desobedeceram ordens do chefe, pela boa e singela razão de que ninguém estava afrontando a lei ou ordem. Nem ofendendo a autoridade de sua excelência. Que bem poderia condecorar aqueles policiais, não por bravura ou heroísmo. Mas por... Desobediência – sábia e oportuna.
Ainda que os policiais tenham agido – ou melhor, deixado de agir – não propriamente inspirados na virtude da tolerância e da justiça, mas no esperto instinto de sobrevivência (“o governador manda prender e vai embora, a gente prende e fica aqui...”), fizeram por Puccinelli o que todo o baboso círculo de puxa-sacos nunca fez.
A sucessão de incidentes protagonizados por André Puccinelli, da qual o confronto ‘sexual’ com o ministro Carlos Minc foi ‘apenas’ o mais midiático, deixa no ar a suspeita de que o governador atravessa um momento de forte instabilidade emocional.
Se não tiver amigos confiáveis, com independência e coragem para ajudá-lo, vai continuar chamando a polícia. E sendo ignorado por ela.
Seria só cômico. Não fosse dramaticamente trágico.

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Drops de troco: Dia desses, em uma solenidade no interior, alguém de mau gosto – e sempre há alguém com péssimo senso de oportunidade – retomou com o ‘desassunto’ do entrevero com Carlos Minc. Resposta ‘descontraída’, absolutamente ‘casual’ de Puccinelli: “Não tenho nada contra veado, não. Tanto que tenho dois no meu governo, um homem e uma mulher...” E nada mais disse nem lhe foi perguntado. Até porque os babosos circundantes estavam ocupados em rir da magistral sacada do chefe.





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2009-11-25 00:59:36alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=57
<![CDATA[Adubo e ponderação]]> A afoita esperteza com que lideranças locais se apressaram em anunciar como certa e definitiva a instalação, em Mato Grosso do Sul, da estratégica fábrica de fertilizantes da Petrobrás, pode resultar em melancólica frustração.
É claro que o simples vislumbre de que o Estado pode receber investimentos diretos em torno de R$ 3,5 bilhões em planta industrial que vai produzir insumos decisivos para setor fundamental da economia nacional. Nesse sentido, estaria justificada a indiscrição do governador André Puccinelli, que se antecipou ao governo federal e à própria Petrobrás, gerando um mal-estar que ainda não passou.
Decisão desse porte, ainda mais em se tratando de uma empresa com o tamanho, a competência técnica e a responsabilidade estratégica da Petrobras – além, é lógico, de seus compromissos com os acionistas – não é baseada em ‘relações políticas’.
Por isso, o senador Delcídio Amaral, que é da área e já foi diretor da Petrobras e ministro de Minas e Energia, trata de ligar o conector do bom senso, avisando, inclusive, que avaliações ainda estão sendo feitas pela empresa. Afinal, estamos falando de um projeto que assinalará para futuro previsível o fim da dependência do Brasil em relação a insumos essenciais para produção de adubos.
Já o governador Puccinelli, cujo entusiasmo, nesse caso até ‘justifica’ ter ‘cantando antes de botar o ovo’, como dizem no interior, agora não pode e querer ganhar no grito, dizendo que se a fábrica não vier para Mato Grosso do Sul terá sido “mesquinharia”.
Vamos com jeito. Todos nós queremos essa monumental fábrica de adubos, de empregos e de renda. Vamos, portanto, adubar nossa esperança com moderação.
Já a disputa entre administrações municipais para sediar a fábrica, que nem sequer tem instalação assegurada em Mato Grosso do Sul, chega a ser tragicômica. E, claro, antropofágica. “Tudo nos pertence, só que não existe”, disse um dia o sábio Paulo Francis, a propósito do ufanismo brasileiro.
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2009-11-26 10:05:26alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=59
<![CDATA[Desastre Futebol Clube]]> Fundador e presidente do Grupo Zahran – que, além da distribuidora de gás que patrocina o Santos e vende gás para grande parte do Brasil, é dono da Rede Matogrossense que, com seis emissoras em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, tem o monopólio do sinal da Globo nos dois estados – Ueze Zahran, um gentil e altivo cavalheiro sempre, foi saudado com prolongada e fragorosa vaia.
Sem a habilidade – ou cara-de-pau – dos políticos, que tiram de letra ou desviam de ‘chaleira’ a mais ‘calorosa’ vaia, Ueze Zahran ficou paralisado com os xingamentos da torcida, incendiada por um poderoso bicombustível: seu time acabava de ser desmoralizado pela equipe patrocinada por Zahran, cuja rede de tevê é acusada pelos cuiabanos de ter defendido Campo Grande como subsede da Copa durante a disputa conhecida como ‘Guerra de 2014’.
Com um punhado de assessores, Zahran procurou o amparo do prefeito Wilson Santos que, dizem, tinha ‘adivinhado’ (ah, a intuição dos políticos!!!) a vaia e estava a uma boa distância, disfarçado entre repórteres.
O pior – nada é tão ruim que não possa piorar – viria depois. Não mais de uma centena de torcedores teriam vaiado ‘seo’ Ueze Zahran. Contudo, seu staff em Cuiabá resolveu ‘dar o troco’ ao Grupo Gazeta – detentor de rádios, emissora de tevê e jornal em Cuiabá, concorrente no segmento de comunicação, acusado de ‘inventar’ o apoio do grupo Zahran a Campo Grande.
E o troco, senhoras e senhores telespectadores – ou melhor, navegantes deste tragicômico blog – viria sob a forma de uma ‘nota editorial’ narrando a vaia em repetidas leituras nos horários de pico de audiência das emissoras ‘globais’ em Mato Grosso.
Entenderam? Não mais de trezentos vaiaram ou assistiram ao vivo à vaia. Os ‘assessores’ de ‘seo’ Ueze contaram para todo Mato Grosso repetidas vezes. E ainda promoveram o concorrente, ‘acusando-o’ de mobilizar os mal-educados ‘mixtenses’ e de passar à opinião publica que o Grupo Zahran não queria Cuiabá na Copa ou vice-versa. O Grupo Gazeta gostou demais da divulgação, claro.
Quanto ao prefeito Wilson Santos, só se encontraria com Ueze Zahran dias depois, em São Paulo. Assumiu o compromisso de conseguir uma retratação da torcida oficial do Mixto.
No mais, com um staf com essa habilidade, Ueze Zahran não precisa de torcida adversária para levar bola nas costas, ‘elástico’, drible-da-vaca etc e tal.
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2009-11-28 18:00:51alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=62
<![CDATA[Obrigado, Marco Eusébio]]> Companheiro de viagem em boas e desafiadoras jornadas pela mídia impressa, Marco Eusébio agora mostra também na web seu fino faro e seu texto preciso e criativo. Coisa de jornalista competente. Que ele é desde sempre.
Aliás, ao me dar carona, no último dia 25, em seu espaço virtual que se firma como dos melhores e mais acessados blogs do Estado, Marco Eusébio “só” confirma a tese de que o fermento da generosidade ou da solidariedade profissional é a competência.
Competente, Marco Eusébio sabe que pode ajudar a divulgar os amigos da área. Isso só vai reforçar sua audiência qualificada.
Brigadim, amigo.
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2009-11-28 13:04:52alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=61
<![CDATA[O que decidiu Delcídio?]]> Não estive na tal entrevista, mas como não vi nenhum desmentido posterior de Delcídio, suponho que os jornais ‘traduziram’ o que ele disse.
Daí, então, dá para se deduzir que o senador entrou para o time de artilheiros petistas que chutam contra o próprio gol.
Ora, se há poucos dias o próprio presidente Lula admitiu, na prática, que em alguns estados a candidata Dilma Rousseff terá dois palanques porque PT e PMDB terão candidatos próprios a governador, e se o novo presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, acabara de dizer que em Mato Grosso do Sul a aliança não deveria se reproduzir, o que será que faltaria para “convencer” (tomo de empréstimo o sugestivo conceito expresso por jornal de reportou a entrevista de Delcídio) sua excelência?
Talvez empolgados ou inibidos pela sóbria elegância com que Delcídio Amaral desempenha suas performances midiáticas, nenhum coleguinha dessa mesma mídia tenha se ‘exposto’ a perguntar-lhe por que ele literalmente desautorizava a reunião de cúpula PT-PMDB, realizada em Brasília na quinta-feira? O “argumento” de que “a política é muito dinâmica (grifo do blog) e muita conversa ainda vai rolar até sair uma decisão definitiva(...)” é de uma superficialidade comovente.
O que dá à entrevista de Delcídio Amaral um inescapável tom de ‘samba do crioulo doido’(a bênção, Stanislaw Ponte Preta) é que ela (a entrevista), além de esvaziar a importância da reunião da direção dos dois partidos – “tudo o que falaram foi sobre (?) hipóteses (...)” –, de ‘esquecer’ que publicamente Lula e Dilma já admitiram que há estados onde o casamento é improvável ( mas nem por isso o mundo se acaba ), entrega a bola, o apito, as camisas e o gelol ao governador André Puccinelli.
- Será que já perguntaram para o lateral esquerdo se ele aceita? – indagou Delcídio Amaral, a propósito da possibilidade de dois palanques para Dilma em Mato Grosso do Sul. Sabe quem é o ‘lateral esquerdo’ de Delcídio? André Puccinelli, claro. Pelo menos segundo a versão do jornal, que ninguém questionou.
Ora, é de uma obviedade ululante (nada a ver com Lula): será que precisa perguntar a André para saber a resposta que ele já deu mil vezes. Se for por aí, melhor ter a, digamos, coragem de dizer que o PT é André desde criancinha.
Agora uma ressalva ‘geofutebolística’: “lateral-esquerdo”, o governador André Puccinelli?? Com essa leveza e esse ‘fino trato’ que dá à bola e aos adversários – aliás, dizem que ele não dá bola nem ‘pros’ companheiros – fica melhor escalá-lo de ‘becão rompedor’, talvez lateral “direito” e direto da canela ao pescoço.
O texto que me serve de base ainda tem outros ‘pontos cinzentos’ que tornam a entrevista de Delcídio Amaral emblemática do que é, em todos os sentidos, uma não-entevista. “Mesmo sinalizando, nas entrelinhas (como é que alguém sinaliza nas entrelinhas é coisa que um dia saberemos), a possibilidade de aliança entre PT e PMDB em Mato Grosso do Sul, o senador fez questão de ressaltar (...) que o fato de ele achar que a decisão da cúpula dos dois partidos seja precipitada, não significa que ele seja favorável à união dos dois rivais”, diz o texto introdutório à uma conclusão de-fi-ni-ti-va de Delcidio Amaral:
- Não estou defendendo nada (grifo do blog) só estou dizendo que a decisão da cúpula do partido é muito simplista para acreditarmos – sentencia o senador.
Ora, se não é para defender NADA, por que é que chama uma coletiva tendo como mote o tema crucial da política estadual? Até porque, quando não se defende NADA, deixa-se à distinta platéia o direito de supor que se defende TUDO.
Por fim, depois de dizer que a decisão da cúpula PT-PMDB não mereceria crédito por ser “muito simplista” – a história universal está cheia de decisões simples que salvaram nações – o senador Delcídio Amaral lembraria que o PT tem candidato próprio em Mato Grosso do Sul: “O Zeca é nosso candidato e a eleição interna do partido (...) fortaleceu ainda mais esse cenário.”
Ora, supõe-se que o “cenário” a que se refere Delcídio seja exatamente o cenário de dois palanques, de que tratou a cúpula dos dois partidos em reunião cujo resultado ele classifica de não-confiável porque simplista.
“E foi proclamada a escravidão (...)”,como diria o célebre verso do já citado ‘Samba do Crioulo Doido’, do providencial Stanislaw Ponte Preta.

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2009-11-28 13:01:37alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=60
<![CDATA[O Governador e o pó]]> Nesse caso, o jornalista resolveu dar um basta ao aprendiz de ditador. Que mal ensaiou a brincadeirinha pré-coletiva e recebeu de bate-pronto:
- Governador, o senhor cheira também de manhã?
- Como é que é, seo moleque?
- O senhor também cheira de manhã? – alterou levemente a pergunta.
Longo e tenso silêncio na sala de imprensa, o tiranete de província, olhos esbugalhados e ricto de alucinado, não engolia a provocação.
‘Cheirar’ tinha, naquela época, o mesmo sentido ‘direto’ de agora: o de cheirar pó, cocaína.
- Você está afirmando que eu cheiro em outras horas do dia e quer saber se eu faço isso TAMBÉM de manhã, seo canalha atrevido? Ou esse ‘também’ é para me juntar a outros que cheiram a qualquer hora? - vociferou o governador.
- Esse negócio de horário e companhia é com o senhor – devolveu o repórter, com a dose ironia possível naquele momento. E, é claro, já pronto para sair dali preso.
O incidente ali terminou, milagrosamente, sem a prisão do coleguinha. Com a ditadura ‘brochando’ – será que o antônimo de ‘desabrochar’ é ‘brochar’? Que língua, a nossa!!! – a coisa foi parar nos tribunais, com interminável discussão ‘semântica’ em torno do “também”.
Meu amigo jornalista sustentava que, em ambas perguntas, apesar de formulações diferentes, teria indagado se o governador se incluía entre os que cheiravam. Simples assim.
Com o arrastar do processo, a ditadura retraiu-se de gagá para caquética. O professor Pasquale ainda devia estar aprendendo Português com alguma desalmada professora que lhe infundiu esse ar esnobe com que nos esfrega na cara todo dia a nossa ignorância, o Silvio Santos também não instalara os mentecaptos universitários para se pedir ‘auxílio’ – e, por isso, anos depois o processo foi arquivado.
Dizem que o governador cheirava mesmo.
E esse coleguinha, cara-de-pau, só por isso pleiteou e conseguiu ‘anistia política’. Depois foi devidamente indenizado.
Ele também cheirava ‘bem’. Se é que ‘bem’ pode significar ‘muito’.
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2009-11-29 12:32:18alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=64
<![CDATA[Estranhas entranhas dos TCEs]]> Com os TCEs deverão ser contempladas com um olhar mais atento também as assembléias legislativas, a que os tribunais deveriam (devem, pela letra da Constituição, mas não o fazem, por outras razões que as reportagens esclarecerão) estar subordinados, como órgãos de assessoramento legislativo.
No caso específico do TCE de Mato Grosso do Sul, um dos pontos que mais instigam a curiosidade jornalística – e do STJ, do Ministério Público Federal, dizem – é o ‘parâmetro’ (ou falta de) de avaliação que sempre confere uma generosa ‘nota cem’ ao desempenho mensal dos senhores conselheiros, independentemente de quantos processos eles relatem ou julguem no mês.
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2009-11-29 12:01:06alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=63
<![CDATA[DROPS DE TROCO]]> *A MORTE, em circunstâncias estranhas, da médica Neide Mota, com registro cassado pelo CRM e denunciada por prática de aborto ‘no atacado’ em clínica que manteve por muitos anos no centro da Capital, exige apuração muito criteriosa.
Ainda que haja indícios apontando para suicídio, a polícia deve levar a sério o tal jargão de que ‘nenhuma hipótese deve ser descartada’.
Afinal, se alguém praticou um crime – não cabe discutir agora aspectos éticos e legais do aborto – em lugar de local amplamente conhecido e de ‘notória’ fama nessa prática, certamente que alguém ou alguns do ‘andar de cima’, com força e poder, lhe dava proteção, ainda que ‘indireta’.
Como deveria ir a júri popular, certamente Neide Mota falaria ali mais do que já havia falado.
Mortos não falam, claro. Mas, às vezes, deixam pistas e indícios de gritante eloquência.

* TODA AÇÃO política que exija explicação ou justificativa posterior deve ser tida, no mínimo, como inábil. E tem bom potencial para se tornar desastrosa.

* COM A EXIBIÇÃO do documentário ‘Claude Lévi-Strauss: Saudades do Brasil’, seguida de debate, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) dá partida, às 10 horas desta segunda-feira, ao projeto ‘Encontros de A a Z’, que mensalmente reunirá público interessado em assuntos das mais diversas áreas do conhecimento.
O ‘Encontro’ de estréia, que terá debate com participação dos antropólogos Álvaro Banducci e Hilário Urquiza, professores da UFMS, tem toque de homenagem a Lévi-Strauss, recentemente falecido na França. E a quem Mato Grosso do Sul deve muitíssimo.


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2009-11-30 09:27:02alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=65
<![CDATA[Fantasmas na TV]]> Com uma ou outra exceção de emissora que não ‘canibaliza’ sua programação, o que se vê em Campo Grande, especialmente entre o meio da manhã e o início da tarde, é uma perversão do que seja televisão pública, concessão estatal.
E ‘perversão’ é a palavra. Afinal, ‘arrendar’ horários sob o único ‘critério’ mercantil é perverter a essência de um meio de comunicação que, como concessão pública, deveria se prestar à comunicação e entretenimento, e se remunerar com a venda de publicidade. Não pela via do ‘loteamento’ de horários, que deveriam ser ocupados pela programação que um dia a ‘concessionária’ prometeu veicular.
Manipulações políticas afrontosas, interesses eleitoreiros descarados e até outros ‘patrocínios’ de natureza mais heterodoxa – ou seria ‘homodoxa’? – promovem a ‘comunicadores’ seres tão desprovidos de inteligência quanto deserdados de qualquer cacoete para a ‘profissão’ em que pegam carona.
Dona de duas emissoras – a TV Guanandi e a TV Campo Grande –, a Igreja Internacional da Graça de Deus tem se mostrado de um ‘ecumenismo’ comovente na promoção desse balcão de compra & venda de horários para os ‘mascates’ da anticomunicação.
Alguém aí pode me explicar – a não ser com o ‘protecionismo’ debochado do governador André Puccinelli – como um tal de “Wanderley Cabeludo’ pode manter-se à frente de um ‘programa’ de tevê? Ou como é que uma mulher respeitável, empresária rural de projeção – e, circunstancialmente, titular de uma secretaria importante no Governo estadual – se submete ao ridículo de se travestir de apresentadora de televisão com uma ‘performance’ comovedoramente anêmica?
Nesse caso da secretária-apresentadora Teresa Cristina Correa da Costa Dias, há ainda outros agravantes: a) ela é paga (se acha que ganha pouco, é outra coisa) com dinheiro público para dirigir uma secretaria em tempo integral; b) seus patrocinadores, por razões óbvias, não podem (não poderiam) ter qualquer relação de negócios com o governo; c) o Executivo estadual, a quem ela, secretária-apresentadora, serve como funcionária pública temporária, é um dos grandes ‘provedores’ de receita publicitária da emissora onde ela ‘trabalha’. O que ‘sugere’, no mínimo, uma relação perigosa.
No mais, é de se esperar que esse mercado persa que retalhou a programação das emissoras locais – especialmente das duas citadas – acabe rendendo muita audiência. No Ministério Público e, mais à frente, no Judiciário.
E tome polca.
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2009-12-01 09:53:10alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=67
<![CDATA[O reverso da versão]]> Como observou o deputado Paulo Duarte (PT) no bom blog de Marco Eusébio, pode ser que a ‘sugestão’ para autorizar o STJ não passe de jogo para a torcida, enquanto nos bastidores a ordem para a submissa base aliada – com folgada maioria – seja para barrar a licença.
Essa ‘coragem cívica’, estampada no documento em que encaminha a chamada defesa prévia à Assembléia, não bate com o discurso de Puccinelli em torno do ‘dolaroso’ (atenção: DO-LA-RO-SO mesmo) caso. Que ele diz ser assunto “requentado”.
Agora, se de fato foi um ‘cochilo’ das estâncias jurídicas do Governo – obviamente assessoradas por bons e caros causídicos – ao omitir um decisivo ‘não’ antes de ‘autorizar’, aí, sim, se poderia falar de ‘castigo galopante’.

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2009-12-03 11:11:20alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=70
<![CDATA[Pesquisa & performance]]> Diretor técnico do instituto vai dar explicações sobre os processos internos que dão suporte a pesquisa dessa natureza. A aula, digamos, de ‘metodologia estatística’ pode despertar muito interesse para todos nós ‘leitos & troianos’. Mas, dizem petistas & aliados, ambos do andar de cima e que já viram os números, o que vai balançar a estruturas é exatamente a performance de Zeca do PT – em múltiplos e diversos cenários.

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2009-12-03 11:05:46alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=69
<![CDATA[Princípe Artuzi, o bárbaro]]> Valendo-se da famigerada ‘lei de imprensa’, Artuzi foi ao Judiciário para enquadrar o jornalista por crimes de calúnia, injúria e difamação. E ainda pretendia ‘limpar’ do blog valfridosilva.com tudo que considerava ofensivo a sua magnífica e exponencial alteza real. Claro que o juiz não concedeu ao ‘príncipe’ o desejo de seu arbítrio.
Pelo que propalam o ‘monarca’ – se conseguir ler isso, dizem, ele vai pensar que está sendo xingado de ‘bicicreta’... Monarck, ainda existe? – e seus súditos e conselheiros, Artuzi ‘apenas’ começou por Valfrido Silva sua ofensiva contra a parte da imprensa que não lhe é dócil.
Como diria o irreverente sábio Paulo Francis, “ignorância entronizada em indignação moral é extremamente agressiva.”
Com a expressão de solidariedade a Valfrido Silva, o compromisso de voltar ao assunto, apontando a perversa ‘geografia’ do autoritarismo em que foi cevada a ‘personalidade’ do obtuso prefeito Ari Artuzi. Na Assembléia, onde era UM voto como o de qualquer outro deputado, recebeu ‘indulgência plena’ – de um reluzente utilitário logo de cara – que o ‘isentou’, até preventivamente, por muitas e sujas travessuras.
Essa relação perversa se reproduz agora na mão inversa. Melhor dizendo, “na contramão”.
E tome polca.


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2009-12-04 11:05:05alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=73
<![CDATA[Cidade poderia ser aldeia]]> Embora o local, na verdade um grande e privilegiado ‘mirante’ da cidade, receba bom público nos fins de tarde e multidões nos fins de semana, de vez em sempre tem boa parte ocupada por ‘feirões’ de automóveis. É a flagrante ocupação de espaços públicos por negócios privados, como já se disse aqui.
Com a ‘cidade natalina’ e seus complementos, a administração municipal valoriza a área e oferece à população um aparato urbano de cartão postal – ainda que naturalmente temporário.
Só uma perguntinha de curioso: que paisagem urbana – aldeia, cidade ou país – a cidade cenográfica natalina reproduz? Finlândia, Noruega, Nicarágua ou Caarapó?
Ainda que me digam que é fácil dar ‘idéias’ para projetos executados, que tal se em vez de ‘replicar’ uma paisagem urbana ‘civilizada’, a gente tivesse ali uma grande e bela aldeia cenográfica, com ‘atos natalinos’ encenando o nascimento de Cristo numa ‘taba’ multiétnica?
Além de justa homenagem aos ‘donos da terra’ e ‘patronos’ do Parque, certamente Campo Grande ganharia grandes espaços na mídia.
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2009-12-04 10:39:16alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=72
<![CDATA[Antes tarde...Será?]]> Agora mesmo, a prefeita Simone Tebet celebra o anúncio de mais duas grandes plantas industriais na cidade – uma siderúrgica e uma ‘papeleira’, atraída pelas grandes florestas plantadas.
Para os países desenvolvidos “era industrial” já ficou para trás com sua poluição e seus empregos ‘de segunda’. Para as nações ainda em processo que especialistas chamam de ‘desenvolvimento tardio’ (eufemismo para ATRASO mesmo), como é o caso do Brasil, expansão industrial ainda é motivo de motivo de comemoração. Aaaaiiiiinnnnda!!!
Nos países desenvolvidos, as sirenes das fábricas são cada vez mais escassas – não por conta da poluição sonora, mas porque as chaminés e a exploração de matérias primas –que de fato poluem e exaurem o planeta – foram exportados para países periféricos, onde a mão-de-obra é farta e ‘barata’, e a defesa dos recursos naturais ainda é frouxa.
x-x-x-x-
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2009-12-04 10:31:23alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=71
<![CDATA[Mãos de Tesoura no TC]]> Empenhado em ‘mostrar serviço’, o novo conselheiro, divulgou uma performance ‘hercúlea’: deu parecer – com voto monocrático, pessoal – em mais de seiscentos processos em pouquíssimos dias, e divulgou o feito como algo ‘nunca dantes ocorrido’ naquela corte.
Só que as decisões – ou votos, na linguagem jurídica – exaradas aos borbotões estão sendo consideradas superficiais, algumas com apenas duas ou três linhas de argumentação. E, portanto, facilmente reformadas em etapas ou instâncias posteriores.
Só que, até lá, além de eventuais prejuízos – ou benefícios indevidos, a depender de cada decisão – aos agentes públicos responsáveis pelos atos agora avaliados, o ilustre conselheiro Waldir Neves tem sob seu absoluto juízo, o poder de ‘arbitro’ sobre um montante que chega a mais de R$ 30 milhões, segundo técnicos do TC.
Ao divulgar sua duvidosa performance, Waldir Neves passou a idéia de que seus colegas são ‘inoperantes’. Sem contar que já foi devidamente ‘enquadrado’ por emitir juízos diretos sobre critérios e métodos de administração da Corte, inclusive com avaliações nada lisonjeiras sobre o presidente Cícero de Souza. Que, dizem, não tem estopim.
O blog volta ao tema.
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2009-12-07 10:07:42alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=76
<![CDATA[O pano e o pânico]]> Com a devastadora exposição, aparentemente interminável, da farta distribuição do dinheiro que abastecia a maquina da corrupção movimentada pelo governo do Distrito Federal, tudo gravado por Durval Barbosa, políticos, empresários e ‘jornalistas’ entram em pânico só de supor que o ‘congênere’ sul-mato-grossense do ex-secretário de Relações Institucionais do GDF tenha sido, como este, ‘convencido’ a gravar episódios tipo ‘vale a pena ver de novo’.
Os muitos fregueses de caderneta – entre fornecedores e clientes, ou abastecedores e ‘tomadores’ – percorrem mensalmente os caminhos que levam a um endereço que homenageia importante avenida nova-iorquina. Ali, recepção ou distribuição tem a ‘leveza’ de um tecido antigo e singelo.
Como se vê, nesse difuso universo ‘paralelo’, por vezes as coincidências ou ironias ajudam a abrir caminhos que dão em portas com reforço ‘extra’.
E tome polca.






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2009-12-07 10:05:51alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=75
<![CDATA[Cruzamentos perigosos]]> A ‘simples’ menção de que nos arquivos apreendidos com diretores da gigante Camargo Correa estão listadas dezenas – ou centenas, sabe-se lá –, de políticos de um estoque sortido de partidos, faz tremer até mesmo ‘províncias’ políticas mais periféricas, como é o caso de Mato Grosso do Sul.
Jornalista baseado em Brasília a serviço de jornal carioca disse ao blog a lista – a que teve acesso – traz pelo menos cinco nomes de políticos dos dois Matos Grosso.
Enquanto investigam as ‘grandes vias’– obras de metrô, aeroportos, rodoanéis (ou rodoalianças???) e afins – PF e MPF podem estimular o MPE a investigar, nos estados, a reprodução – às vezes gritantemente desproporcional – desses mesmos ‘desvios’, ‘dutos’, ‘recortes’ e outras ‘obras de arte’. Como a ligação direta – a desfaçatez do disfarce é uma afronta sensatez – de funcionários graduados de governos com empreiteiras contratadas por esses mesmos governos.
A ‘certeza’ da impunidade permite promiscuidades afrontosas.

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2009-12-08 10:59:25alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=77
<![CDATA[Drops de troco]]> •Como o ‘tatuzão’, aparentemente lento, mas ‘profundamente’ eficaz, a investigação passaria por rincões onde a Camargo Correa não tem grandes obras, mas opera plantas industriais. Como as fábricas de cimento que mantém aqui – Bodoquena – e em Nobres, Mato Grosso.
•A mesma fonte ‘terceirizada’ do blog, citada ontem no post ‘Cruzamentos perigosos’ , informa que alguns políticos listados podem ser, segundo a própria PF, ‘recebedores’ de doações ‘lícitas’.
•Pode ser. Mas a proximidade léxico-morfológica (ai ai ai !!!) entre ‘lícita’ e ‘licitação’ aponta para o iminente risco de promiscuidade.
•Enquanto isso, as línguas cortantes dos críticos contumazes do notável prefeito douradense Ari Artuzi destilam por aí que o homem ficou todo feliz ao ser convidado para ir a Belém (PA) participar de um desses manjadíssimos seminários de urbanismo, gestão municipal etc e tal.
•Dizem os venenosos que ninguém tira de Artuzi o entusiasmo infantil (é mesmo?) com a perspectiva de conhecer a ‘cidade do menino Jesus’. Ainda mais assim, nessa época de Natal.

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2009-12-09 10:12:18alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=78
<![CDATA[Deu vaca. Avacalhou]]> Subsidiada pelos cofres do Legislativo, a quase totalidade da mídia ‘engole’ a convincente e sólida explicação do presidente da Casa, deputado Jerson Domingos, de que jamais soube da prática bicheira em seus territórios.
Se não sabe o que ocorre nos bastidores do Poder que preside, Jerson Domingos não está à altura de suas funções. Se, como até os mais ingênuos supõem, ele disse não saber o que sabia, então seria uma questão de dupla quebra de decoro parlamentar.
Alguém aí faz uma fezinha, mesmo que mínima, na apuração desse caso? Vamos abrir o jogo: nesse caso, os bichos abandonaram em massa o zoológico. Nem zebra ficou.
Aliás, dizem que até bugios, preás, pacas e quatis deixaram as matas do Parque dos Poderes em tumultuada debandada. Para não comprometer o Poder Legislativo e seu austero presidente.
Deu vaca. Avacalhou.


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2009-12-14 14:38:59alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=81
<![CDATA[Canhões natalinos]]> Tanques de guerra com seus canhões em riste (é isso?) são ‘decorados’ com centenas de lâmpadas, numa controvertida reverência aos sentimentos de Paz e Harmonia que o Natal inspira.
Só mesmo um arraigado ‘espírito de caserna’ pode levar alguém a supor que tanques e carros de combate podem ser mobilizados em celebração natalina.
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2009-12-14 14:36:59alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=80
<![CDATA[O terminal interminável]]> Enquanto obras de ‘adaptação’, remendos e puxadinhos são feitos, oposição e Ministério Público – que, em tese, deve fiscalizar a correta aplicação do dinheiro público – não dão sequer uma piscadela em direção ao tal do terminal.
Falar nisso, terminal mesmo é o estado de (des)ânimo do contribuinte ante o descaso em sequência.
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2009-12-14 14:35:10alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=79
<![CDATA[Zebra no zoo: peru pia]]> Até os bugios do Parque dos Poderes sabem das relações empresariais de sua excelência. Além do que, dado a rompantes autoritários, Domingos tem o ‘perfil’ próprio de quem não permite que ocupem seu território com algo que ele desconheça.
A menos que outros coadjuvantes com papel importante na gestão daquela ‘augusta’ Casa de Leis, tenham autorizado o ‘apontador’ a operar o ‘zoo’ por ali. A lista de ‘suspeitos’ poderia ser, então, encabeçada pelo deputado Ary Rigo, primeiro-secretário do ‘estabelecimento’, responsável pela administração de suas finanças. Mas dizem que o único ‘jogo do bicho’ que Rigo de fato conhece são as manhas e manias de seu vasto plantel bovino.
Vai daí que, uma vez que gabinete também forneceu, por pura generosidade, o crachá usado pelo o ‘cambista’ para operar seu ‘birô’ de apostas na Assembléia, o deputado-presidente Gerson Domingos não tem como transferir responsabilidades.
Agora, chamar o senhorzinho aquele flagrado em plena ‘apostasia’ – ‘apostasia’ não é o ato de promover apostas, ilustre Jerson Domingos? – de bicheiro é uma dupla e gritante impropriedade.
Primeiro porque agride os ‘bichanos’ ou ‘tigres’ que comandam a jogatina aqui e alhures – e que não delegam essa ‘honraria’ a ninguém. Menos ainda a um mísero cambista.
Em segundo lugar, porque ao dar tamanho a quem não tem – o pobre homem nunca chegará a bicheiro nem que a vaca tussa de primeiro ao quinto todos os dias da semana durante um ano inteiro – a pouca imprensa que trata do caso trata gatinho mirrado como tigre. Sejamos direto: se a jogatina é ilegal, para quem trabalha o pobre o homem que tinha licença e crachá para fazer sua ‘apostasia’ na Assembléia?
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2009-12-15 12:03:46alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=83
<![CDATA[Silêncio na mata]]> Mais deslocado que coelho em território de águia, o presidente da Casa, deputado Jerson Domingos, que para o ‘Fantástico’ ensaiou ‘enorme surpresa’ ante a denúncia, é sofrível artista. Encenou pessimamente, tanto a ‘surpresa’ quanto à promessa de providências.
Ministério Público e Deops prometem investigações rigorosas.
Não é por nada, não. Mas nem os mais crédulos apostariam seus tostões no palpite de resultado objetivo, concreto, dessas tais investigações.
O mais desolador, porém, é ‘retumbante’ silêncio dos senhores deputados. De nenhum deles ouviu-se o menor pio – o ‘dialeto’ do zôo vem a propósito – em defesa da honorabilidade da Casa ou da honra do Legislativo que integram.
Nenhum dos ilustres parlamentares foi à tribuna, ainda que apenas para jogar para a distinta platéia, cobrar explicações, exigir investigações. Ninguém se preocupou com a ‘imagem’ do Legislativo, ou seja, com sua própria imagem.
‘Explicações’ para esse silêncio ‘obsequioso’? Dizem que a mais ‘convincente’ – para os silenciosos deputados, claro – é uma ‘fezinha’ mensal em que quase (?) todos poriam a mão, e que contraria a lei fundamental do jogo do bicho – a de que ‘vale o que está escrito’.
Simples assim: em nome do ‘bicho’, a gente não fala de jogo do bicho.
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2009-12-16 10:21:20alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=84
<![CDATA[Fora de hora]]> Aliás, tem causado certo desconforto entre seus pares do MP, a frequência com que o procurador-geral aparece na imprensa, sob os mais diferentes pretextos, e até mesmo em situações em que o risco de exposição indevida da instituição é iminente.
Nesse caso da prática da zooteca informal na Casa de Leis – ou seria da ‘mãe joana’, já que nenhum de seus 24 ilustres habitantes titulares teria visto qualquer bicho penoso, bípede ou quadrúpede por ali??? – a atuação ‘espontânea’ de Miguel Vieira da Silva foi, no mínimo, extemporânea. O recuo que se seguiu, comenta-se nos bastidores, expôs o MP a um desgaste desnecessário. E perfeitamente evitável.

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2009-12-18 09:56:34alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=86
<![CDATA[Zeca do PT e Zé Alencar]]> Conversa política com fins eleitorais, obviamente. Pelo menos oficialmente não há qualquer informação sobre resultados da audiência.
Zeca do PT também tinha conversa agendada com assessr ministerial de alto escalão, com raízes no Centro-Oeste e vinculado a partido distante, pelo menos em tese, do PT.
Falar nisso, Zeca do PT tem dito a pessoas próximas que não foi ‘avisado’ por Delcídio Amaral de que o ministro David Soares, filho do missionário RR Soares, foi filiado ao PDT de Mato Grosso do Sul exatamente para ser suplente de Delcídio.
Zeca não registra descontentamento com a tática. Apenas sublinha que não sabia dela.

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2009-12-18 09:50:20alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=85
<![CDATA[Crime e omissão política]]> Esse grave tema está diretamente associado à lavagem de dinheiro, que interessa, e muito, aos agentes do terrorismo internacional que, reais ou fictícios em território sul-americano, tanto atemorizam os Estados Unidos. Justificadamente, aliás.
Pois bem. Enquanto isso, em termos internos, como já observou o blog, não há o menor vislumbre de articulação política interna, entre estados brasileiros a quem deveria interessar, diretamente, a ruptura dessa via de mão dupla do crime.
Governos dos estados do Rio e de São Paulo acusam Mato Grosso do Sul e Mato Grosso de serem ‘fronteiras escancaradas’, responsabilizando-os pelo ‘abastecimento’ do tráfico e pelo escoamento de carros roubados. Paraná, que também tem fronteiras ‘livres’ com o Paraguai, nem se toca e também acusa os dois Mato Grosso.
O que não se entende é porque nenhuma liderança política, especialmente desses dois estados acusados, não propôs a instituição de um bloco que reúna representantes dessas cinco unidades federadas, mais a Polícia Federal, o Ministério Público, universidades e organizações civis, para um grande e articulado debate do tema.
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2009-12-21 10:53:46alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=89
<![CDATA[Lixo: destino anunciado]]> Depois que a distorcida iniciativa do então prefeito André Puccinelli, resultou no escândalo batizado de ‘lixogate’, as sobras e refugos de nosso cotidiano seguiram tendo, por anos, o destino de sempre – os lixões.
Esses lixões sempre foram tidos como ‘tumores urbanos’ de grande potencial de degeneração do seu entorno – tanto do ponto de vista ambiental quanto humano e social.
Os lixões degradam não só o ambiente onde se instalam, comprometendo-o por décadas mesmo depois de ‘desativados’. Degradam também pessoas, os desvalidos das periferias, que tiram dali dos restos desprezados pela cidade o que supõem ser seu sustento. E que, na verdade, lhes roubam boa parte da vida, seja pela contaminação direta através de restos consumidos, seja pela humilhação do trabalho degradante, que lhes tiram o pouquinho quase nada de sua auto-estima.
Na rota do ambientalmente correto e do socialmente mais ou menos – ‘mais ou menos’ já merece um ‘bom’, nesse caso – há dois caminhos para acabar com essa vergonha exposta: a primeira é dar destinação correta ao lixo produzido agora, através de práticas como coleta seletiva e encaminhamento a estruturas de processamento imediato. A segunda, e também inadiável, é transformar os ‘aterros sanitários’ – onde abandonamos, em ‘covas rasas’, mal disfarçadas, os restos apodrecidos de nossos desperdícios – em fontes de energia e adubo orgânico.
Não há mais ‘espaço’ moral – nem físico – para os famigerados ‘lixões’, para os tais ‘aterros sanitários’, que podem ser tudo, menos ‘sanitários’.
Há muita e diversificada tecnologia para se acabar com a vergonha que é esse ‘passivo ambiental’ acumulado pela maioria das cidades brasileiras. Basta vontade política e, sobretudo, pressão social.
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2009-12-21 10:51:55alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=88
<![CDATA[A praça é do povo]]> O blog, que já denunciou o mau uso daqueles arredores do Parque das Nações Indígenas por ‘feirões’ de automóveis – vergonhoso uso privado de espaços públicos – agora reconhece na iniciativa natalina uma destinação correta e altamente estimulante da mesma área.
Ver como a cidade se mobiliza em torno de eventos e iniciativas como esse, certamente estimula o poder público a fazer bom uso daqueles espaços durante todo o ano.
E, por falar nisso, já passou da hora de se promover uma justa homenagem ao ex-governador Pedro Pedrossian, criador dessa extraordinária maravilha urbana formada pelos dois magníficos parques – Parque dos Poderes e Parque das Nações Indígenas.
Como Pedrossian não concorre mais com os ‘poderosos’ de plantão, esses bem que poderiam reconhecer publicamente os méritos de um governante que teve visão e coragem para dar à cidade uma das maiores e mais bem articuladas áreas verdes urbanas do País.

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2009-12-21 10:47:20alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=87
<![CDATA[Recortar e colar]]> Melhor dizendo, o ‘mensalão do DEM’ operado pelo aplicado José Roberto Arruda, no Distrito Federal, expôs, só agora, essas diligentes empresas de suporte tecnológico. Que, na verdade, há tempos têm sido ‘pontes’ seguras para ‘alternativas’ de tráfego do dinheiro público para bolsos privados. Sem a contrapartida do serviço prestado.
Em Mato Grosso do Sul, várias dessas empresas, algumas delas propriedades ‘indiretas’ de líderes políticos – que nem sequer passam à porta, por motivos óbvios – tem despertado atenção de autoridades federais. Até pela ‘capilaridade’ com que se expandem no Estado, tocadas pelos ‘ventos favoráveis’ de vitórias eleitorais idem.
Outra ‘mamata’ na área de prestação de serviços públicos em municípios do interior é, dizem os ‘especialistas’, o transporte escolar.
Municípios com extensão geográfica, grande população escolar na área rural e, especialmente, caixa robusto, como é o caso de Dourados, seriam verdadeiros ‘eldorados’.
O blog volta logo aos complexos sistemas de informática e aos atoleiros dos ônibus escolares nas terras vermelhas.
E tome polca.



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2009-12-22 09:38:05alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=90
<![CDATA[O Dizionário do Artuzi]]> E quem é que vai contrariar um líder com esse poder de convencimento, capaz de fazer ‘calar’ – por astúcia eleitoral e conveniência política, claro – velhas raposas, como os deputados Ary Rigo e Londres Machado.
O blog vai focar, em ‘postagens’ dos próximos dias, as gravíssimas distorções e perversões que podem ser – e são – camufladas pela manipulação da ignorância e da insensatez como máscara.
Prefeito da segunda mais importante cidade do Estado, é bem provável que o patrimônio intelectual de Ari Artuzi seja realmente escasso. Mas o ‘QI’ daqueles que usam esse ‘perplexo útil’ em benefício de suas espertezas, esse é, no mínimo, um pouco acima do normal dos comuns mortais.
Por ora, vamos apenas a dois ‘verbetes’:
VERBETE: verba pequena, grana reduzida, mixaria contabilizada ou não.
CONTABILIDADE: habilidade em contar pro nosso lado; tanto em relação a dinheiro quanto no que se refere à competência de contar direito a história que convença os ‘homens’ de que somos todos gente boa.


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2009-12-23 10:00:01alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=91
<![CDATA[Drops de troco]]> Como os fiéis navegantes, também aguardo com ansiedade.
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2009-12-28 11:43:24alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=115
<![CDATA[Dizionário do Artuzi]]> ANEL VIÁRIO: alianças trocadas entre o prefeito e o governador Puccinelli, para celebrar a promessa de liberação de verba que vem via ‘Diário’. Oficial, é claro.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: Prosa demorada para anotar tudo que a gente não pode fazer em dez anos, mas jura que vai fazer em três.
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2009-12-28 11:42:03alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=114
<![CDATA[Licitação e tradição]]> Confrontados, em particular, com a lista de empresas classificadas para tocar obras que absorverão dezenas de R$ milhões – todas elas com óbvias e evidentes relações com quem contrata e paga – responsáveis públicos pela execução dos contratos sustentam um argumento indefensável para, digamos, critério de desempate em favor das ‘vencedoras’ – a ‘tradição’, ou seja, o ‘tempo de estrada’. Algo assim como diziam nossos avós, para justificar alguma concessão ou favor: “Já comemos muito sal juntos...”
Se “tradição” fosse critério para classificar empreiteiras em disputa por obras públicas, a ‘Noé Engenharia Naval’ ganharia a construção de todos os estaleiros da Petrobras.
Já aqui em terras guaicurus, caciques com cacife para gerenciar dinheiros públicos, brandem a ‘tradição’ como handicap de empreiteiras – e fazem isso com a ‘leveza’ de quem não diferencia ‘consórcio’ de ‘famiglia’ .
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2009-12-28 11:40:43alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=113
<![CDATA[Natal selvagem]]> Todo ano é a mesma coisa: quando levas de prisioneiros deixam as prisões para “passar o natal com seus familiares”, já se sabe que, sem contar aqueles que não retornam, boa parte deles vai aproveitar as ‘férias’ para novos crimes.
É urgente um debate nacional sobre esse tal de indulto natalino. Ainda que seja um direito assegurado em lei e, em última instância, até uma concessão humanitária do Estado, então que se criem mecanismos mais rigorosos para a ‘regalia’.
Além da necessidade de avaliar com maior rigor aspectos como ‘bom comportamento’, ‘progressão’ e outros ‘parâmetros’ subjetivos, a legislação se ‘renovar’ minimamente, fixando a obrigatoriedade de pulseiras ou tornozeleiras eletrônicas, para monitorar a circulação dos ‘indultados’.
A ‘simples’ constatação de estar sendo monitorado já anularia – ou, pelo menos, reduziria em muito – o impulso (ou o instinto?) para a prática criminosa.
Contudo, para a família da garota, arrancada às mãos de sua tia e barbarizada por um monstro que veio de longe, assim como para incontáveis outras famílias e vítimas dessa onda de crimes que o tal ‘indulto de natal’ sopra como tsunami todos os anos, tudo isso, agora, não passa de mistificação, de conversa fiada. Lamentavelmente.

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2009-12-28 11:30:47alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=112
<![CDATA[Do tráfego ao tráfico de influência]]> A tal ‘tradição’, que não consta dos editais, é usada como argumento para ‘sugerir’ que pretensas concorrentes saiam da estrada, destravem o tráfego – que aí vira tráfico... de influência – e abram caminho para quem tem pedigree.
‘Maquinado’ em laboratórios de acesso restrito e portas fortificadas, esse criterioso critério – deve ser algo que mistura sangue (calma, refiro-me á consanguinidade, não a vendeta), contraparentesco e outras afinidades – bem que poderia ser ‘patenteado’ por seus criativos inventores.
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2009-12-29 13:45:06alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=118
<![CDATA[O buraco é mais embaixo]]> A imensa fratura exposta deixa claro que, mesmo vias estratégicas, como é o caso da Ceará, não merecem os devidos cuidados.
Recentemente a Ceará recebeu uma reluzente sinalização horizontal. Com tanta preocupação as tintas e vernizes que adornaram o chão da avenida, ninguém se lembrou de olhar pros lados e reforçar escoras, muros de arrimo, taludes ou coisas assim.
Aliás, moradores de conjunto de pequenos edifícios ‘estrategicamente’ localizados nas vizinhanças da imensa voçoroca, deve olhar com crescente preocupação para as nuvens carregadas e para a movimentação de máquinas e homens que tentam fechar a bocarra que, à ‘insegura’ distancia, os ameaça.
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2009-12-29 13:43:14alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=117
<![CDATA[Deu no Estadão]]>
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou abertura de processo administrativo disciplinar para investigar a atuação de um procurador e cinco promotores de Justiça de Mato Grosso do Sul responsáveis por investigação contra o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. A decisão foi publicada ontem no Diário de Justiça da União. O CNMP fixou prazo de 120 dias para que a Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado promova "adequada apuração dos fatos".
O conselho acolheu representação da defesa de Zeca do PT. O advogado do ex-governador, Newley Amarilla, atribui aos promotores "abusos e ilegalidades".
O procurador de Justiça Marcos Antônio Martins Sottoriva e os promotores Robalinho da Silva, Marcos Fernandes Sisti, Clóvis Amauri Smaniotto, Silvio Amaral Nogueira de Lima e Jiskia Sandri Trentin esmiuçaram a administração do petista e o denunciaram à Justiça por peculato e como suposto chefe de um esquema de caixa 2 que teria provocado desvio de R$ 30 milhões em verbas de publicidade durante os dois mandatos de seu governo (1999/2006).
Duas ações penais contra Zeca do PT foram arquivadas pelo Tribunal de Justiça do Estado. O Ministério Público recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para a subprocuradora-geral da República Áurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre, ficou demonstrada a legitimidade do Ministério Público para investigação criminal, "não havendo nulidade a ensejar o trancamento da ação penal". Antes que a defesa fosse ao CNMP, a Corregedoria do Ministério Público concluiu que os promotores agiram no estrito cumprimento do dever legal, sem excessos e abusos.

"A decisão do Conselho Nacional do Ministério Público é um marco na discussão do papel investigatório criminal do Ministério Público e na midiatização dessas investigações", declarou Amarilla. "Essa discussão interessa ao País porque tem a ver com a impunidade. Quanta investigação não é feita tendo em mira mais a repercussão que terá na mídia e menos a busca da verdade real? Quanta investigação não se desenvolve sem qualquer indício contra o investigado, mas segue adiante mesmo assim, apenas em razão do interesse midiático na figura do investigado? Quantos não têm sua vida arrasada após investigações de tal jaez, de nada adiantando a futura demonstração de sua inocência? Qual a responsabilidade do Ministério Público na derrubada de reputações em razão de meras conjecturas?"
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2009-12-29 13:41:41alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=116
<![CDATA[Dinheiro demais, juizo de menos]]> Foi nessa disparatada disputa pelos louvores mais babosos ao chefe que um dos membros da ‘sub-trindade’ que gravita ao redor de Puccinelli trombeteou que o governo do Estado teria nada menos que R$ 2,4 bilhões de reais ‘aplicados, rendendo juros’. O dinheiro, disse o entusiasmado secretário, aguardaria a hora de ser investido em obras. Que hora? O ano eleitoral de 2010, é óbvio.
Só que, excitado com a louvação ao chefe, o secretário não se deu conta de que Governo, qualquer governo, não deve ter caderneta de poupança à custa de adiar investimentos. ‘Fazer caixa’ na administração de um estado como Mato Grosso do Sul, com tamanho déficit de investimentos públicos, é incompetência ou ‘maldade’ – segurar recursos e adiar obras ou programas sociais é ‘punir’ a população.
Agora, a oposição, através do deputado estadual Paulo Duarte (PT) quer saber onde está aplicada a dinheirama. E, com isso, colher todas as informações ‘complementares’ sobre o tamanho e o destino da remuneração do investimento ilegal.
Pelo lado do governo, ninguém toca no tema. Contudo, desde que pôs seu galo para cantar em ‘louvor do chefe’, anunciando o gordo caixa de R$ 2,4 bilhões “aplicados e rendendo juros", o secretário recolheu-se em ‘silêncio obsequioso’. Certamente imposto pelo chefe.
Voltemos ao começo: água demais mata a planta.
E tome polca.

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2009-12-30 11:00:49alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=119
<![CDATA[O pesadelo de Nelsinho Trad]]> Posto no estaleiro por uma hérnia de disco que o privou das peladas que movimentam os gramados municipais nos festejos de fim de ano, Nélson Trad Filho tem outros fantasmas – aliás, bem reais – a atormentar seu começo de 2010.
Sem contar a impertinente – e impenitente – insistência com que o governador André Puccinelli ‘sugere’ (com aquele jeito ‘suave’ puccinelliano, que transforma qualquer sugestão em imposição) que deixe a Prefeitura para se candidatar ao Senado, Nelsinho Trad tem outros tétricos pesadelos – de que não pode fugir com a mesma ‘facilidade’ com que tenta descartar a ‘sugestão’ de André.
No pior desses pesadelos, dizem, o prefeito, ainda amarrado pela hérnia de disco, vê a boca descomunal da cratera da Avenida Ceará se escancarar, com volúpia diabólica, para engoli-lo junto com boa parte da cidade. Amarrado pelas dores lancinantes na coluna, Nelsinho Trad ainda assim corre o quanto pode, enquanto ouve seu secretário de Infraestrutura, João Antônio De Marco, bradar, já engolido pela garganta do dragão, que nada se pode fazer enquanto a chuva não parar.
Quando, em seu pesadelo, Nelsinho Trad olha pra cima para conferir se vem mais chuva, vê uma nuvem negra...de Aedes aegypti. O prefeito calcula – como em qualquer pesadelo, catástrofe pouca é bobagem – que a nuvem tenha potencial para chover ‘mosquito da dengue’ por quarenta dias e quarenta noites sobre Campo Grande. Os primeiros ‘anjos negros da febre mortífera’ se aproximam exatamente dele, prefeito, impotente diante do mortífero ataque aéreo.
Como na vida real, também nos pesadelos, quando tudo parece definitivamente perdido... ainda pode piorar.
Empurrado de volta para as proximidades da garganta do dragão da maldade, Nelsinho se dá conta de que a cratera já engoliu seu secretário De Marco, e ameaça tragar meia cidade. Olha para o alto a fim de invocar a piedade divina e eis que dentre as nuvens desponta, poderoso e altaneiro, o governador André Puccinelli que, de um só sopro com poder de tufão, joga todos os bilhões de mosquitos na estratosfera.
- Posso fechar agora essa diabólica voçoroca, mas também posso fazer a mosquitada voltar de um só sopro – brada o governador, que agora Nelsinho Trad, talvez influenciado pelas ilustrações dos velhos catecismos, confunde com o próprio Criador. “Só depende de você: sai ao Senado na minha chapa ou não?”
Desesperado com a catástrofe que brota do seio da terra e se derrama do céu em nuvens mortíferas, Nelsinho Trad tenta um gesto brusco de protesto, mas a hérnia de disco – dramaticamente real, apesar de inserida no pesadelo – o golpeia com uma fisgada lancinante.
- Eu saio, eu saio, eu saio – vocifera o prefeito que, banhado em suor, acorda ainda em tempo de ouvir a própria promessa desesperada.
- O que foi isso, meu bem? – pergunta a primeira-dama, arrancada em meio a um sonho bom pelos gritos do marido.
- Um pesadelo dos diabos – responde Nelsinho Trad.
Em seguida, lembrando da visão de um André Puccinelli com poderes divinos – e, vai se lá saber, dentre eles a onisciência – modera o tom: “Um pesadelo brabo, mas apareceu um anjo bom e...”
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2010-01-04 12:20:02alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=122
<![CDATA[Oceano, um mar de competência]]> Resta agora ao blogueiro que vos fala corresponder à ferramenta que tem. E, mais ainda, responder, minimamente que seja, às expectativas dos que navegam por aqui em busca de uma avaliação crítica ou de um olhar mais irônico sobre o cotidiano.

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2010-01-04 12:17:42alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=121
<![CDATA[Grande 2010 aos navegantes]]> Falar em ‘navegantes’ e ‘nau’, me ocorre que alguém já disse que “em alto mar não existe ateu”. Basta uma onda mais avultada, uma tempestade no horizonte do mar-sem-fim, e o mais ferrenho ateu já engata um “ai, meu Deus...”
Por essa e por todas as outras, que Deus nos inspire e guarde a todos – crentes de fé ou de ocasião, ateus convictos ou de fantasia, agnósticos, crédulos etc – neste ano de 2010.
Com Copa do Mundo e eleições quase gerais – quando é que vamos ajustar o calendário para sintonizar também as eleições municipais? – este ano vai passar voando. Talvez exatamente por isso a gente precise, mais do que nunca, da presença constante de Deus.
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2010-01-04 12:15:54alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=120
<![CDATA[Drops de troco]]> Os gostosamente chamados ‘altos da Afonso Pena’ devem mesmo ser destinados, em sua totalidade e permanentemente, ao usufruto da população.

x-x-x-
Falar em ‘altos da Afonso Pena’, não dá pra deixar de dizer: como é que uma das mais belas avenidas deste país tem uma arquitetura tão devastadoramente feia?
Com duas ou três honrosas exceções, os prédios – especialmente os residenciais – construídos nas últimas décadas ao longo da Afonso Pena são de um acachapante pobreza arquitetônica.
De caixotes de vidro e concreto a extravagâncias angulosas e pesadas, os prédios da Afonso Pena parecem feitos sob encomenda...para ‘matar’ a avenida.
Esses mostrengos ‘escondem’ raras e belas casas residenciais – algumas adaptadas com algum bom gosto para atividades comerciais – e projetam a sombra de sua feiúra sobre o verde esfuziante da avenida, cuja beleza nem mesmo essa ‘desarquitetura’ consegue roubar.

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2010-01-05 10:47:11alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=125
<![CDATA[A Prefeitura vai ao Parque?]]> Ali a municipalidade tem um área relativamente extensa: parte antes sub-ocupada por uma associação de funcionários e, talvez por isso, retomada; outra ocupada pelo ‘Centro de Triagem do Migrante’ (Cetremi – “ocê tremi só de chegá perto”, dizem ressabiadas 'aves de arribação' obrigadas a se abrigarem ali), que bem pode ‘migrar’ para área menos nobre.
Embora ainda não haja confirmação oficial, o blog tem de fonte segura que a nova sede da Prefeitura da Capital começa a ser a construída ali ainda no primeiro trimestre deste 2010.
E mais: numa área privada na mesma região, entre o Parque dos Poderes e a via de saída para Três Lagoas, seria construído um shopping center. Os dois projetos – o público e o privado – seriam implantados simultaneamente, dizem.
Pelo sim, pelo não, enquanto não vem a confirmação oficial desses investimentos com potencial para redirecionar parte da expansão da cidade para região leste, os negócios com imóveis naquela área estão suspensos e, claro, proprietários sob justificado suspense.
Mais detalhes, em breve, neste local. Como dizem as placas que anunciam novos empreendimentos imobiliários.
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2010-01-05 10:44:50alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=124
<![CDATA[Fiscalizar a renúncia fiscal]]> Lá, como aqui, a ‘generosidade’ com que a administração estadual abre os dutos do dinheiro público – via renúncia fiscal, mas também através da oferta de infraestrutura e outras ‘comodidades’ – para irrigar empresas, sob o flácido argumento de geração de empregos, tem componentes de escândalo.
No vizinho-irmão do norte, informam auditores do TCE, a renúncia fiscal promovida pelo governo de Blairo Maggi – mas patrocinada, de fato, pelo contribuinte que paga imposto, pois daí é que se cobre o rombo deixado pela ‘generosidade’ da renúncia – chegou a R$ 1,08 bilhão em 2008. O equivalente, dizem, ao orçamento da Educação. E superior ao gastos previstos para Saúde e Segurança Pública.
O relatório dos auditores do TCE para a Assembléia aponta resultados vexatórios para o desenvolvimentismo capenga de Blairo Maggi: os setores mais aquinhoados com os tais incentivos fiscais são a industria de transformação e a agropecuária. Esta gerou apenas 16% dos novos empregos em 2008, em Mato Grosso. Já a indústria de transformação produziu escassos 32 novos postos de trabalho. Sem contar que apenas quatro empresas abocanharam a gorda fatia de 20% dos R$ 450 milhões em incentivos concedidos via Secretaria da Indústria, Comércio, Minas e Energia.
Existem, é claro, muitos argumentos em favor dos incentivos fiscais. Mas, como lá em Mato Grosso, aqui também merecem discussão pública e maior controle essas magnânimas benesses com que governo do Estado e prefeituras se desdobram em ‘gentilezas’ de milhões de reais, sacados no ‘mercado futuro’ – ou melhor, ‘capados’ ao futuro, já que impostos que bancariam escolas, hospitais, estradas etc deixarão de ser pagos – em nome da geração de empregos e de agregação de valor à produção estadual.
A política de estímulo à industrialização via incentivo fiscal bem que poderia ser um dos tons temas da campanha eleitoral deste ano, em Mato Grosso do Sul. Afinal, o ‘incentivo’ para os grandes empresários é a renúncia do poder público à obrigação de cobrar o que lhe é devido. Em duplo prejuízo do cidadão comum – que paga seu impostinho e ainda se priva dos serviços que o imposto dos grandes financiaria, se entrasse no caixa do governo.
E olha que não estamos falando nas mil mumunhas, maracutaias e manipulações que os tais incentivos fiscais promovem no subsolo dessas generosidades de mandatários de plantão e ‘subsidiários’.
E tome polca.

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2010-01-07 09:52:32alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=126
<![CDATA[Os tentáculos do dragão da Ceará]]> Falou-se, inicialmente, em algo em torno de R$ 2 milhões para fechar a bocarra da voçoroca. Ocorre que, agora, já se falam em obras viárias importantes como ‘complemento’ ou ‘consequência’ da recuperação da avenida. Só não se disse – talvez ninguém tenha perguntado – até agora é se essas obras viárias também são consideradas ‘emergenciais’ e, portanto, estariam no pacote da dispensa de licitação.
Mesmo que essas obras sejam estratégicas para a configuração de um novo subsistema viário naquela área de Campo Grande, ‘anexá-las’ na emergência do fechamento da cratera da Avenida Ceará seria forçar a barra.
Até porque, se do ponto de vista legal e ético ficaria difícil uma justificativa, da perspectiva do planejamento urbano a coisa ficaria ainda pior: como é que uma obra estratégica só foi ‘lembrada’ quando a erosão engoliu a avenida?
E tome polca.


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2010-01-08 10:28:19alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=128
<![CDATA[Pios cínicos do passarinho]]> Enquanto isso, me divirto com breves e instigantes passeios sobre os ‘microblogs’ de certas ‘personagens’ com alguma influência – real ou autopresumida.
Nas brevíssimas mensagens o cinismo se expõe de forma escancarada: fulanos desejam ‘bom dia’, ‘boa tarde’, ‘boa noite’, ‘bons sonhos’ e ‘tudo mais de bom’ a figuras para as quais, na vida real, desejam, no mínimo, um câncer de próstata.
Assim, tenho que o twitter, além de ótima ferramenta de interação entre indivíduos é, também, um instrumento de ‘entregação’ de personalidades e condutas. E, claro, também de manipulação e de autopromoção. Indivíduos bonzinhos ‘tuitando’ são, às vezes, figuras repulsivas no mundo real.
Melhor para o mundo real, pois o tuiteiro, por mais ‘artista’ e virtual que seja, tem de se mostrar tal como é no mundo real, mesmo que seja para o seu pequeno círculo.
Mas isso é assunto para teses acadêmicas – que em breve estarão na praça esmiuçando mais esse extraordinário fenômeno da Internet.
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2010-01-08 10:26:35alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=127
<![CDATA[A magia do Descalvado]]> Tombada, a sede da ‘Descalvado’ é dos espaços históricos mais importantes do Centro-Oeste, pois une patrimônio arquitetônico, que consubstancia o apogeu do ciclo econômico da pecuária, e sítio arqueológico que testemunha a ocupação original por povos primitivos que dominavam a vasta planície alagável.
Isso sem falar da beleza majestosa do rio Paraguai, descortinando numa curva onda a ‘câmera lenta’ das águas parece preparar a surpresa da cena-cenário seguinte: o conjunto de construções seculares, incluindo a casa-sede construída com material importante da Bélgica. – ali, entre fins do século XIX e até a década de 30 do século passado matavam-se trinta mil reses por ano, e a linha industrial tinha tal sofisticação para a época, que a carne, cozida e enlatada, saia dali para a Europa e Estados Unidos.
O ‘potentado’, que já teve área de mais de 200 mil hectares, hoje está ‘reduzido’ a singelos 20 mil hectares, mas o que interessa mesmo e a sede majestosa, que vem sendo restaurada por um empresário do setor de turismo, que vai transformá-la, em breve, em ‘eco lodge’ – uma pousada como base de um roteiro que vai unir sofisticação e aventura no coração de uma das regiões mais exuberantes do Pantanal.
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2010-01-14 11:05:48alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=131
<![CDATA[Um debate pornográfico]]> O prefeito Nelsinho Trad teria mais que vetar mesmo o projeto – que a Câmara transformou em lei – de seu primo e presidente da Câmara, Paulo Siufi, que enveredaria até para a censura à publicidade, vez que vetaria também a publicidade considerada libidinosa, licenciosa, pornográfica e sabe-se lá mais o que.
Pelo que se vê na mídia, é bem provável que Siufi já não conte com votos suficientes para derrubar o anunciado veto do prefeito a seu venerando projeto-quase-lei.
E, aqui pra nós, o veto cristalizado – que significaria a ‘morte’ dessa idéia ‘barlouca’ – misto de barroca, pela notória antiguidade ‘conceitual’; e louca, pela pretensão de regular hábitos, costumes etc e tal com uma simples “penada legalista” – seria o que de melhor ou menos ruim poderia acontecer. Tanto para o criativo Siufi quanto para todos nós, campo-grandenses de direito ou de adoção.
Transformado em lei, o tal projeto das calcinhas enfrentaria uma batalha legal com as agências de propaganda & empresas que investem milhões para promover seus produtos. Como tem, naturalmente, acesso a todas as mídias, imaginemos como as agências reforçariam a imagem de retrógrada de nosso Paulo Siufi. E, com isso, carimbariam Campo Grande como ícone do atraso. Chega de folclore.
O conservadorismo usado como ‘arma’ política pode ser tremendamente nocivo. Especialmente para os que o impunham como se fossem guardiões da moral coletiva.
Ou, como diria Paulo Francis – a citação é a mesma de alguns dias atrás, mas vale a pena: “Ignorância entronizada em indignação moral é extremamente agressiva.”
E tome polca.
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2010-01-14 11:03:55alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=130
<![CDATA[Verba e contenção verbal]]> A pessoas mais próximas e correligionários mais confiáveis, a senadora tucana tem dito que só não abre o verbo para respostas duras ao discurso impiedosamente autoritário de Puccinelli porque teme o troco em forma de boicote ao pagamento de obras que a empreiteira de seus familiares já fez para o governo do Estado.
Se não usa o verbo com medo do corte da verba, é fácil supor que Marisa Serrano só tomará atitude prática quando não tiver mais saída. Ou, digamos, quando não tiver outro recurso – no sentido óbvio de alternativa e não de ‘money’, caros navegantes.
No mais, pode ser que outros habitantes do ninho tucano, aqui e nas árvores maiores de São Paulo, Minas, Brasília etc, que não têm parentes empreiteiros e, portanto, não têm obrigação de manter o ‘silêncio obsequioso’, comprometam o ‘muralismo’ (nada a ver como moralismo, mas com muro mesmo, onde os tucanos sempre pousam com firmeza) preventivo de Marisa Serrano.


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2010-01-14 11:01:00alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=129
<![CDATA[Dragão de Trad quer comer área de lazer]]> Para conter a fome do bicho, a prefeitura de Campo Grande promete desapropriar nada menos que um naco da área de lazer de um conjunto de prédios de classe média alta.
Incorporadores – que ainda completam a construção de um dos últimos blocos do conjunto – e moradores do conjunto de prédios por certo estão muito felizes com essa possibilidade de renunciar ao lazer em benefício da coletividade. E expressam de forma pouco lisonjeira sua ‘gratidão’ ao prefeito Nelsinho Trad e sua equipe.
Especialmente porque há técnicos independentes assegurando que a fera engolidora da avenida Ceará é filhote direto e dileto da recente obra que drenou águas pluviais desde as proximidades da avenida Coronel Antonino até o baixadão agora corroído pela voçoroca.
A coleta de águas pluviais de uma grande área urbana, e sua canalização para os baixios das proximidades do cruzamento das avenidas Afonso Pena e Ceará, teriam levado à exaustão o sistema de escoamento quando as chuvas são mais intensas ou prolongadas.
Aliás, há informações sobre um movimento de mobilização ‘silenciosa’ para ir à Justiça cobrar explicações da Prefeitura sobre a drenagem e sobre os gastos para fechar a ‘boca do dragão’.
Há ainda quem pretenda questionar, judicialmente inclusive, caso o prefeito Nelsinho Trad decida dar a obras viárias complementares a mesma característica ‘emergencial’, com que carimbou aquelas destinadas a fechar a ‘boca do dragão’.
Obras emergenciais dispensam licitação, por razões óbvias.
E tome polca.

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2010-01-15 15:00:17alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=132
<![CDATA[O blog se acha...]]> Por alguma razão, só mais de uma semana alguns veículos entraram no assunto. O próprio prefeito Nelsinho Trad, dizem, reconheceu que o blog tem boas fontes. O que equivale, claro, a confirmação oficial da notícia. Para bom leitor, pingo é letra, diz a sabedoria popular.
Para refrescar a memória dos navegantes sem tempo de clicar em nossos arquivos, breve trecho do ‘furo’ do dia 5:
“Embora ainda não haja confirmação oficial, o blog tem de fonte segura que a nova sede da Prefeitura da Capital começa a ser a construída ali ainda no primeiro trimestre deste 2010.
“E mais: numa área privada na mesma região, entre o Parque dos Poderes e a via de saída para Três Lagoas, seria construído um shopping center. Os dois projetos – o público e o privado – seriam implantados simultaneamente, dizem.”
A conferir.

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2010-01-18 10:55:38alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=134
<![CDATA[Liberdade, liberdade]]> Desde que, em abril de 2008, a Colônia Penal de Campo Grande foi desclassificada por parlamentares da CPI dos Presídios como um “chiqueiro”, “pardieiro” etc e tal, esses presos que tinham algumas regalias foram “premiados” (punidos é termo) com a transferência para o presídio de máxima segurança.
Dentre outros, os presos em questão teriam assegurado o direito ao trabalho, o que reflete na redução da pena e em remuneração. Sem esse direito garantido, recorreram à justiça através da Defensoria Pública. Sem outra alternativa, já que o governo do Estado não tem como lhes garantir prisão correspondente ao seu regime prisional, os trezentos detentos conseguiram do Judiciário o direito à liberdade.
O que parece um absoluto disparate ou uma afronta ao bom senso é, na verdade, o estrito cumprimento da lei.
Que está fora da lei, no caso, é o Poder Executivo, o governo, que não tem espaço para abrigar o presos que estão sob sua responsabilidade.
De qualquer forma, a se confirmar a libertação de três centenas de presidiários, exatamente por falta de prisão adequada, Mato Grosso do Sul entrará para a triste crônica da incúria administrativa.
O Judiciário, no caso, cumpre seu papel institucional. E ponto.

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2010-01-18 10:52:38alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=133
<![CDATA[O escorregão de Picarelli]]> Contudo, não me furtaria a breve sobrevôo sobre caso, com a ressalva de que não boto nenhum reparo à decisão de jornalistas & afins que deram atenção e espaço ao deslize do nobre parlamentar.
Para blindar – e brindar – com alguma poesia o tormentoso tema do delito parlamentar, ancoro o direito de meter minha torta colher no assunto em dois versos do célebre poema ‘Irapuru’ – hoje ele grafaria ‘Uirapuru’ – de Humberto de Campos: “(...) O que mais no fenômeno me espanta/É ainda existir um pássaro no mundo/que fique a escutar quando outro canta!”*
Pois bem. Ainda que muitos me ‘desqueiram’ como velho anu depenado ou débil sanhaço, sem sanha e sem aço, tento cantar pra não ceder ao silêncio.
E se alguém teve saco ou pena – ou saco de pena, que é o mesmo que travesseiro – para chegar até aqui, então desçamos aos infernos para onde nos arrasta o torpe crime de Picarelli: permitir que um sacrílego assessor divulgasse no site puro da sacrossanta Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul a sua estréia noutro canal.
Nada contra que a imprensa tenha apontado o lapso ou desvio. Está no seu papel.
Agora, aqui pra nós e para todas as torcidas: perto das licenças, licenciosidades, transvios, desvios e manuseios financeiros, éticos e afins, que a honorífica Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, através de seus sucessivos sumos-sacerdotes, cardeais e até sacristãos, pratica com religiosa freqüência, erigir em delito o desvio de Picarelli teria sido, no mínimo, de uma estonteante hipocrisia. Tanto que a direção da Casa, valendo-se do providencial e prolongado recesso, fechou-se em obsequioso silêncio.
Falar do uso de meios – ou recursos – públicos no interesse privado em relação a esse caso de Picarelli é, no que diz respeito a hábitos e costumes da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, de uma desfaçatez oceânica.
Uso indevido – e, portanto, criminoso – de recursos públicos seria, por exemplo, a ‘triangulação’ com que se disfarçariam, pelos dutos da Casa, obscenas verbas mensais para alguns veículos. Será que isso ocorre?
E se a direção da Assembléia se oferecesse, por exemplo, para canalizar algumas verbas de outro poder, para aplacar a fome quase insaciável de ‘a’ ou ‘b’, legitimando propinas mensais? Aí sim, seria uso indevido – e criminoso – do dinheiro público. Se ACASO isso ocorresse seria um ato criminoso...
Se houvesse – que esse horror nunca manche a dignidade de nosso Legislativo – verbas ‘extras’ ( não contabilizadas) carreadas para áulicos, assessores e prepostos, aí sim, seria o caso de se falar em uso indevido ou criminoso do dinheiro público. Mas isso é coisa impensável...
E tome polca.

* Abaixo, o poema de Humberto de Campos, que evoquei aí acima. Homenagem ao navegante que veio até aqui.


IRAPURU
Humberto de Campos

Dizem que o uirapuru, quando desata
A voz - Orfeu do seringal tranqüilo -
O passaredo, rápido, a segui-lo,
Em derredor agrupa-se na mata.

Quando o canto, veloz, muda em cascata,
Tudo se queda, comovido, a ouvi-lo:
O canoro sabiá susta a sonata,
O canário sutil cessa o pipilo.

Eu próprio sei quanto esse canto é suave;
O que, porém, me faz cismar bem fundo
Não é, por si, o alto poder dessa ave:

O que mais no fenômeno me espanta,
É ainda existir um pássaro no mundo
Que se fique a escutar quando outro canta!

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2010-01-20 10:08:54alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=135
<![CDATA[A perigosa brincadeira de André]]> Famosas, as incontinências verbais de sua excelência, vão do sarcástico ao hilário, modulando o seu humor(?). Nesse caso, porém, com a ‘ameaça’ o governador expõe-se a um risco gratuito – e desmedido.
Imagine-se que nos próximos dias um dos três desembargadores que decidiram mandar pra casa os presidiários que tinham direito ao semi-aberto – mas estavam sob regime fechado por que o Poder Executivo não concluiu presídio com essas características – seja vitima, direta ou indireta, de assalto ou agressão. Será óbvia e automática a relação com o destempero verbal do governador.
É público e notório que André Puccinelli, mesmo em rodas não tão restritas, faz referências pouco ou nada lisonjeiras ao Judiciário estadual, sempre com a precaução – nesse caso ele se cuida – de não 'fulanizar', de não declinar nomes.
Contudo, nesse caso da liberação dos trezentos presos que ilegalmente vinham cumprindo pena em prisão de segurança máxima quando têm direito a regime que lhes permita trabalhar durante o dia, o governador sul-mato-grossense brincou com fogo.
Por via das dúvidas ou dúvida das vias, o secretário de Segurança Wantuir Jacini deveria reforçar a segurança – velada ou ostensiva – para os desembargadores, cujos endereços Puccinelli ‘ameaçou’ delatar aos detentos ‘liberados’.
Depois da afronta verbal – com o respectivo ‘troco’, aliás no mesmo e baixo nível – ao ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, essa incontinência Puccinelli em relação a membros do Poder Judiciário no exercício de suas funções constitucionais pode devolvê-lo à mídia nacional pelos mesmos motivos nada edificantes.
Se alguém jogar uma pedra no telhado de um desses desembargadores, Puccinelli será responsabilizado. Precisava? Claro que não.
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2010-01-21 10:32:06alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=136
<![CDATA[Zeca & Zé]]> Zé Dirceu, que na última passagem oficial por aqui prometeu todo empenho – e isso inclui garimpar apoio financeiro institucional – para oxigenar a campanha de Zeca do PT pela volta ao governo do Estado, nunca teve dúvidas de que André Puccinelli nunca foi, não é nem será um companheiro de viagem confiável no projeto nacional do PT. E, pragmático, nem chega a julgar se isso é falha grave ou ‘virtude’ da coerência partidária: “É da natureza dele”, sentenciou Dirceu a um interlocutor local, referindo-se a Puccinelli.
Zé Dirceu, na verdade, ‘apenas’ comunga e opera o sentimento do presidente Lula, que já no carnaval 2009, portanto há quase um ano, foi ‘convencido’ por Zeca do PT de que sua única alternativa política era o enfrentamento com Puccinelli pelo governo de Mato Grosso do Sul.
À época, Lula e dona Marisa partilharam com Zeca e dona Gilda o prazer de amenidades infindas, próprias de amigos de décadas. Zeca, que mesmo intimidade – é ele quem diz – só se dirige a Lula com o respeitoso ‘Presidente’, saiu daquela longa visita com a ‘autorização’ praticamente explicita para travar a disputa do Puccinelli.
Lula e Zeca tinham se prometido – e às esposas – que não tratariam de política. Claro que nem eles nem as elas acreditaram. Vai daí que dentre os muitos papos irrigados por ‘guaranás’ e estimulados por iguarias como pacu defumado e linguiça de Maracaju, Lula quis saber do projeto político de Zeca para 2010.
Quando ouviu de Zeca que só a disputa pelo governo do Estado o motivava, o presidente Lula perguntou ao amigo:
- Zeca, você acha pouco o Senado?
- Não é isso, presidente. Eu é que não tenho vocação para o Legislativo, não tenho motivação para disputar o Senado – rebateu Zeca do PT. Meio constrangido, mas aliviado por ter esclarecido as coisas – conta.
- Está certo – teria dito o Presidente, na econômica versão de Zeca do PT.
No entanto, companheiros – que obviamente não estavam na conversa, mas que teriam ouvido algo mais do próprio Zeca ou mesmo de Lula – dizem que Lula o aval do Presidente teria sido total.
Desde então – e o Carnaval já está aí de novo – Zeca tem trabalhado com a certeza de que Lula e PT nacional não barrariam sua candidatura.
Os ruídos, tremores e ‘tremelicos’ têm ocorrido muito mais por conta de dissensões e maquinações internas a serviço de interesses pessoais – fácil e fartamente identificáveis, aliás.
Vai daí que a informação de que Lula, Zé Dirceu e Dilma asseguram que Mato Grosso do Sul está fora da ‘zona de pressão’ – onde o interesse nacional de coligação com o PMDB suplantaria projetos regionais – nem a chega a ser novidade para Zeca do PT.
O que Zeca não esperava, nem em seus momentos de maior entusiasmo, é que pudesse contar com seu amigo Zé Dirceu plenamente reinstalado no comando das articulações eleitorais de 2010.
Isso não é sorte. É persistência. Que, em política, é quase tudo.
Zé Dirceu sabe disso. Zeca, assim como Lula um teimoso disputador de eleições, também sabe.

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2010-01-25 10:44:05alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=137
<![CDATA[Trad e seus fantasmas reais ]]> Só que Nelsinho Trad (PMDB) parece gostar de relações perigosas. Pelo menos do ponto de vista político. Isso talvez explique porque o prefeito decidiu abrir mais duas frentes de combate: rebaixou o percentual do repasse para a Câmara Municipal e ‘precipitou’ o anúncio de seu apoio. Com alto poder de combustão política, essas duas novas iniciativas poderiam ser detonadas mais à frente, em momento mais ameno. Porém, olhando assim, de longe e de fora, parece que o prefeito campo-grandense é adepto da ‘teologia’ de que sem é pra vir vendaval, depois granizo, então que venham vento e granizo juntos. Depois a gente vê o que faz.
Com a gigantesca voçoroca da Avenida Ceará escancarando uma emblemática ‘boca’ que engolirá quatro milhões de reais – a ‘dispensa’ de licitação é tema para outra hora – e um naco da aura de eficiência da administração municipal, Nelsinho Trad já teria um ‘bom’ problema para começar 2010. Afinal a enorme erosão exposta em um dos pontos nevrálgicos do sistema de transportes de Campo Grande, é só lado mais visível (está na banda rica da city) da deterioração de centenas de quilômetros de vias públicas em consequência das chuvas.
Acrescente-se à voçoroca, as horrendas hordas de muriçocas que, em ondas sucessivas de aedes ageypti, se abatem sobre a capital e se corporificam nos míseros e mortais munícipes sob a forma da indecente e insidiosa ‘dengue’. E ganham proporções de novo epidêmicas, quaisquer que sejam as estatísticas e referências que se usem.
Com o fantasma da epidemia dengosa engrossando a demanda, o sistema de saúde municipal expõe sua vexatória fragilidade estrutural, suas fraturas e luxações e feridas mal curadas: faltam médicos, faltam políticas consistentes, regionalização eficaz, hierarquização e por aí afora.
O que nem o mais ácido crítico do sistema de saúde municipal ou o mais ferrenho adversário político de Nelsinho Trad seria capaz de ‘suspeitar’ é que está faltando, imagem, segurança, braço armado, no sistema de saúde. Não, não é ‘guarda’ armado de bombas costais para disparar fumacê de detonar os mosquitos da dengue, não. Diz Nelsinho Trad que está faltando a policiamento mesmo, homens armados de cassetete e revólver, para reprimir os impacientes pacientes que esperam por horas ou dias nas filas das doentes e dolentes unidades de saúde municipais.
Seria cômico, se não fosse dramaticamente trágico, que o prefeito da Capital anunciasse, sem qualquer constrangimento, que está pedindo ao governo do Estado que a Polícia Militar seja usada para conter os ‘ânimos’ dos desanimados munícipes que, cansados de esperar, podem ser, presume-se, considerados uma ameaça a médicos, enfermeiros, técnicos e às próprias instalações.
Mesmo sendo médico considerado e político habilidoso, Nelsinho Trad não se deu conta de que a ‘rebelião da impaciência’ promovida por gente que não suportava mais esperar em uma unidade de saúde, não é consequência da falta de policiamento... mas de atendimento digno, da falta de médicos e de respeito.
Nesse caso, se o governador André Puccinelli, também médico, não ceder policiais militares para guardar unidades de saúde do município, estará evitando uma ilegalidade e contribuindo para que Nelsinho Trad não cometa um grave erro político.
Mas o prefeito Nelsinho Trad, dizíamos lá no longínquo começo, é homem que, parece, gosta de viver perigosamente. Pois não é que, mesmo com tudo isso ainda ‘inventaria’ mais.
Ao reduzir, de 5% pra 4,5% do Orçamento, o percentual de repasse para a Câmara Municipal, comprou briga com o Legislativo. Afinal, mexeu na mais sensível e explosiva questão ‘institucional’: a ‘receita’ da Casa que, como se sabe, não gera um centavo dos milhões que torra. De todo modo, esse impasse pode custar caro a Nelsinho Trad.
Contudo, tudo isso ainda parece pouco para Nelsinho Trad. Ninguém sabe se por intuição política, por matemáticos cálculos ou maquiavélicas deduções, o prefeito peemedebista decidiu antecipar o anúncio formal de seu apoio à petista Dilma Roussef.
Com seu partido, o PMDB, na coligação que sustenta o governo Lula e, formalmente convidado a integrar a chapa da própria Dilma com a indicação de Michel Temer para vice, SERIA natural que Nelsinho Trad proclamasse seu apoio à ministra. ‘Seria’, se o governador André Puccinelli, que se considera mentor, padrinho, paraninfo e patrono político de Nelsinho Trad, não tivesse de enfrentar aqui a candidatura de Zeca do PT, seu arquiinimigo e, claro, parceiro preferencial de Dilma.
O prefeito, dizem, ainda não comunicou formalmente sua decisão a André Puccinelli. Mas o fato de ter antecipado ao distinto público sua decisão de ‘ir com Dilma’, antes de fazê-lo ao voluntarioso governador, pode lhe trazer incômodos tão o mais sérios que as voçorocas e muriçocas.
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2010-01-27 11:01:56alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=138
<![CDATA[Dilma, Trad e os fantasistas]]>
‘Analistas’ políticos – e no Brasil todo ‘alguém’ com instrução de analfabeto funcional se julga analista político – são fantasistas e fantasiosos. E pensam que os políticos também agem assim, aluados e aloprados. Ou, então, supõem que todos políticos são geniais, que tomam uma decisão de olho nos desdobramentos que se darão daqui até 2074. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Nelsinho Trad decidiu-se por apoiar Dilma, é de se supor, pelo exato e constrangedor motivo que teve a coragem de expor: POR DINHEIRO. Não foi isso que ele disse? Por gratidão ao apoio – expresso em recursos, investimentos, dinheiro enfim – garantido pelo governo Lula, via PAC da Dilma, para Campo Grande.

Claro que, como afilhado-mor de André Puccinelli, Nelsinho Trad botou no padrinho um modelito de saia justa com a qual o italiano vai ter que rebolar nos próximos dias ou meses.
Afinal, antecipando-se ao governador – e seu decantado líder – na formalização do apoio à candidatura Dilma Rousseff, Nelsinho Trad deixa, no mínimo, alguma dúvida quanto a sua subordinação política a André. Que se saiba, liderado segue líder. E, nesse caso, se o governador se decidir por Dilma, estará seguindo – indo atrás, acompanhando – seu ‘liderado’ Nelsinho Trad.
Já quanto a ministério de eventual governo Dilma, prometido desde agora a Nelsinho Trad em troca de antecipação de apoio, corre por conta das fantasiosas especulações dos fantásticos fantasistas que mariposam cenas e cenários políticos. Por falta de verdades objetivas, viram ‘profetas’, apostam na memória curta e nem estão aí se suas perorações não passem de... perorações.

Depois de alguns mandatos legislativos e de se reeleger prefeito de uma Capital, Nelsinho Trad não seria ingênuo para apostar suas fichas no longínquo horizonte – em política, amanhã é um ‘lugar’ muito distante – em que, eleita Dilma, cairia em seu colo um ministério. Pode, claro, até ser ministro de Dilma, mas não por esse enviesado ‘mercado futuro’.

Quanto a André Puccinelli, mesmo que Nelsinho Trad decante seu compromisso com sua reeleição para governador, a ida do ‘afilhado’, sem a sua bênção antecipada, para os braços de Dilma, foi, sem dúvida, um duro golpe. Talvez o primeiro gesto explícito de ‘libertação’, proclamado pelo prefeito. Puccinelli sabe que, pelo menos com os Trad, sua liderança tem prazo de validade.
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2010-01-28 19:03:31alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=140
<![CDATA[André nega PM; Nelsinho agradecerá]]>
Primeiro, o secretário de Segurança Pública Wanturi Jacini alegou, diplomaticamente, falta de efetivo etc e tal. Em seguida, André Puccinelli passou a régua na negativa, ao afirmar, com razão, que cabe à Prefeitura providenciar segurança para suas instalações.

Nelsinho Trad ainda é guri, no melhor dos sentidos, e, mais dia, menos dia, vai descobrir que a negativa de André pode ter evitado que ele, prefeito, corra o risco de ser responsabilizado por um desastre político irreversível.
Primeiro, porque o problema da saúde pública em Campo Grande, todos sabemos, é falta de médico ou de gestão eficaz – ou das duas coisas. Portanto, chamar a polícia é de uma insensatez política, social e humana sem tamanho.

Em segundo lugar, mas muitíssimo ‘relevante’ – e perigoso: imaginemos que policiais militares, estressados por um longo plantão à porta de uma unidade de saúde, se defrontem com alguém que, desesperado à procura de atendimento para um filho, já tenha levado duas ou três portas na cara. E leve mais ‘não’ ali, por falta de médico ou seja lá pelo que for. Estão aí os elementos para a combustão, a explosão, o conflito.

Um entrevero entre policiais e impacientes parentes de pacientes, com feridos ou mortos – e a carreira política do prefeito seria enterrada no ato. Antes do enterro de eventuais vítimas.

Nelsinho Trad fica devendo mais essa a André Puccinelli.
Afinal, entrar para a história como o prefeito que militarizou a rede pública de saúde seria referência nada lisonjeira. Principalmente para um prefeito médico. Ou médico prefeito.

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2010-01-28 18:53:13alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=139
<![CDATA[Dor]]> Falecida aos 96 anos, dona Assunção teve oito filhos, inúmeros netos e bisnetos. Teve o privilégio de acompanhar, em plena lucidez, a trajetória política do filho de maior projeção – ‘rebatizado’, por razões óbvias, de Zeca do PT – por duas vezes governador de Mato Grosso do Sul.
Na afetuosa intimidade da prole, contudo, não diferenciava o filho governador, ou procurador do Ministério Público – cargo de outro filho, Heitor Miranda dos Santos – dos demais, distribuindo conselhos, advertências e broncas com a mesma severidade como se ainda fossem os mesmos garotos de décadas atrás.
Descanse em paz, dona Assunção.
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2010-02-01 10:28:33alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=143
<![CDATA[Drops de troco]]> Pensando bem, talvez se presumam mesmo atores ou ‘artistas’, no sentido pejorativo do termo.
Ao se julgarem capazes da ‘arte’ de se abstraírem do meio em que atuam, postando-se de críticos, na verdade expõem dois aspectos pouco construtivos: menosprezam a inteligência do cidadão-eleitor; e perdem a confiança de seus companheiros de cena – coadjuvantes ou não –, que os identificam como inseguros carreiristas.
E tome polca.


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2010-02-01 10:26:17alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=142
<![CDATA[Mais do mesmo]]> Com o anúncio de seu apoio – por ‘gratidão’, pelo dinheiro que o governo Lula, à frente Dilma e seu PAC tem investido em Campo Grande – o prefeito Nelsinho Trad estaria ‘apenas’ confirmando o óbvio: o PMDB, seu partido e também de Puccinelli, é velho aliado do PT e deve inclusive fornecer o vice na chama de Dilma.
Só que ao antecipar seu apoio explícito à candidatura de Dilma, Nelsinho Trad deixou mais que claro que seu compromisso de subordinação política a André Puccinelli, tem limites e prazo de validade.
Os limites são os contornos que permitam (a Trad) tomar decisões sem depender do aval de André; e o prazo de validade, sem dúvida, se esgotará com o empenho do prefeito e de sua família pela reeleição de André.
Depois da campanha deste ano, qualquer que seja o cenário, não dá pra vislumbrar André e Nelsinho Trad no mesmo projeto político. Talvez nem no mesmo barco do PMDB.

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2010-02-01 10:24:46alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=141
<![CDATA[Passageiros da agonia]]> Que me perdoem os entusiastas ingênuos, os puxa-sacos por conveniência e até os que de fato tem algum convencimento técnico de que a nova rodoviária de Campo Grande é uma obra ‘definitiva’. Desculpem se lhes estrago o prazer da ‘viagem’: aguardem na plataforma até o Carnaval chegar.
Basta um mínimo de sensatez para ver que a nova rodoviária, celebrada por babosos puxa-sacos como uma obra para “cinquenta anos”, não passa no teste de tamanho e qualidade adequados a um terminal rodoviário de uma Capital como Campo Grande.
Com taxistas e seus táxis expostos à inclemência do sol, às 14 horas de quarta-feira, um dia absolutamente normal, não havia uma única cadeira disponível para os passageiros aguardando embarque. Os taxistas ‘abandonam’ seus carros e refugiam-se numa nesga de sombra. Mas na hora de embarcar passageiros, suas ‘carruagens de fogo’ estão acima de 50 graus.
Aguardemos o Carnaval. E então se saberá porque a equipe de André Puccinelli desaconselhou com veemência que Nelsinho Trad inaugurasse o tal ‘terminal rodoviário’ antes do Natal.
Com uma arquitetura ‘modernosa’ – dessas receitas capazes de embevecer os incautos com a mesma magia com que se mostra ineficaz na prática – o edifício da nova rodoviária tem ‘buracos’ elementares: tanto do lado ‘leste’, onde estão as plataformas de embarque e desembarque, quanto do ‘oeste’, onde estão os guichês de frente para o acanhado estacionamento, não há qualquer barreira de proteção aos usuários / transeuntes.
Não é praga, não. Mas, sem falar de chuvas com vento, muito próprias e fartas nesta época e até lá pelos fins de março, vamos aguardar os ventos cortantes de fins de maio a começos de setembro. Vai ser um ‘deus-nos-acuda’: passageiros e trabalhadores expostos em um ‘ambiente’ criado por uma ‘arquitetura’ absolutamente desprovida de sentido prático.
Que foi tomar champanhe com o prefeito e governador na noite triunfal de inauguração, não anda de ônibus.
Vamos aguardar o Carnaval chegar.

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2010-02-04 10:11:06alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=144
<![CDATA[Para Trad Filho, praga pouca é bobagem]]> Não precisaria, mas tem muito mais. ‘Travado’ por problemas de coluna que o afligem há pelo menos um mês, o prefeito não tem tido a mobilidade suficiente para operar pessoalmente as emergências. Dentre elas a ‘doença’ que ataca o sistema de saúde pública de Campo Grande que, com deficiência de médicos – para muitos a deficiência é de gestão mesmo, com o secretário de Saúde mais preocupado com sua estréia na política.
Atacado – da coluna e dos nervos, como se dizia antigamente – pelo acúmulo de problemas em sequência, o prefeito reagiu como inusitado autoritarismo há alguns dias, ao ameaçar colocar a Polícia Militar para ‘reprimir’ os protestos isolados, mas frequentes, de usuários da rede publica de saúde, revoltados com a falta de atendimento.
Diante do que, ninguém mais que Nelsinho Trad deve estar torcendo para a carnaval chegar.
Só que os célebres mosquitinhos da dengue não descansam nem tiram licença no Carnaval; as chuvas torrenciais de verão podem muito ignorar a terça ‘gorda’ ou a quarta-feira de cinzas; o povão pode por em teste a discutível capacidade operacional da rodoviária novinha em folha, mas visivelmente uns cinco números abaixo do pé da demanda.
Como se fosse pouco, Nelsinho Trad ainda tem o sempre simpático e gentil governador André Puccinelli em seus calcanhares, a exigir que, em nome ‘fidelidade’ político-eleitoral – cujo prazo de validade o próprio André não se da conta de que já venceu – ‘desanuncie’ seu apoio à Dilma Roussef.
É tome samba.
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2010-02-09 15:30:07alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=145
<![CDATA[ Agora é a hora do PTB]]> Com fidelidade testada e comprovada pelo presidente da executiva nacional petebista, o controvertido e habilíssimo Roberto Jefferson, Louzada ganhou, em troca, autonomia para negociar aliança em Mato Grosso do Sul. Quem tentou ‘saltá-lo’ e negociar diretamente com Jefferson – com fez o governador André Puccinelli em fins do ano passado – quebrou a cara e teve de enfrentar o constrangimento de retomar o diálogo com Ivan Louzada.
Devidamente ‘enquadrado’, Puccinelli agora tem Louzada como interlocutor de primeira grandeza.
Já PT, PDT & adjacências não se deram conta, parece, da importância decisiva de Louzada na discussão de eventual coligação com o PTB sul-mato-grossense.
Ainda que o empresário e presidente da Acrissul, Chico Maia, e o fazendeiro Zelito Ribeiro, ambos do PTB, sejam nomes citados como preferenciais de Zeca do PT como candidatos a vice em sua chapa, o presidente Ivan Louzada tem se queixado da falta de interlocução.
A correligionários bem próximos, aliás, Louzada diz que se cansou de tantas promessas de parlamentares como os deputados federais Dagoberto Nogueira (PDT), pré-candidato ao Senado na também pré-anunciada coligação com o PT, e Vander Loubet (PT), candidato à reeleição e um dos principais articuladores políticos do PT.
Um aviso aos navegantes: ainda que Chico Maia e Zelito Ribeiro – este com uma veemência que beira a apoplexia – não queiram saber de aproximação política com Puccinelli; e ainda que Roberto Jefferson não esconda de ninguém que detesta a arrogância do governador – o sujo sempre fala do mal lavado – a falta de apetite (que sugere quase menosprezo) que PT e PDT demonstram para o diálogo com o PTB estadual está empurrando o partido para os braços do PMDB.
Se alguém duvida, é só perguntar quem conversou longamente com Ivan Louzada antes de mergulhar no descanso carnavalesco.
Trinta dinheiros para quem disse “André Puccinelli”.

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2010-02-17 14:15:07alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=148
<![CDATA[Amaro Pinto morreu. E daí?]]> Acusado de vários crimes, Amaro Pinto...tá certo (perdoem-me, mas nem mesmo a morte o livra de explorar essa cacofonia) era presidiário da ‘Segurança Máxima’ ater o último dia 9, fugiu de frente de um hospital – onde tinha sido levado para fazer exames – depois de dominar, com um comparsa, o policial e roubar sua arma.
Procurado desde então, ao ver a viatura policial, Amaro Pinto teria saltado muros e invadido uma casa humilde, refugiando-se embaixo de uma cama.
Quando os policiais invadiram o local, moradores já haviam deixado a casa e Amaro Pinto, por ter reagido à bala, acabou morto.
Algumas ‘pequenas’ dúvidas carecem de explicação.
Amaro Pinto, pela ficha criminal anterior e pela ousadia da fuga, não era flor que se cheirasse. E, claro, não haverá de se querer que a polícia vá atrás de uma cara desses com um uma rosa na mão, em sinal de paz. Mas também é duro de se imaginar que o cara que se esconde debaixo de uma cama vá, dali, reagir a tiros.
Em reportagens de tevê, a tal cena do crime estava toda desfeita, inclusive com o dono lavando sua casa para livrá-la do sangue do foragido morto.
Polícia Civil e, especialmente, o Ministério Público devem exigir as competentes perícias nas armas ‘usadas’ no suposto confronto. Assim como exames que possam, ainda – se é que isso é possível – definir origem e trajetória dos disparos. Simples assim.
Ainda que o governador André Puccinelli, em seus arroubos autoritários, sugira que policiais estaduais devam atirar ‘com segurança’ contra criminosos, não dá para aceitar que “bandido bom é bandido morto”. Policiais – especialmente de grupos como Cigcoe, que frequentemente expõem suas vidas em operações de alto risco contra a bandidagem – podem e devem ‘chegar duro’ nessas situações. Mas devem evitar – até porque treinam para isso, e muito – ao máximo o chamado gesto extremo, da eliminação.
Se a mídia não questionou a versão de que a morte de Amaro Pinto, pela PM, foi em legítima defesa, em seu programa de tevê, terça-feira, o ex-deputado Raul Freixes levou o autoritarismo e a brutalidade às últimas consequências: depois de “advertir” – não se sabe em nome de quem – de que a polícia de Mato Grosso do Sul está “preparada” para enfrentar bandidos como Amaro Pinto, Freixes sugeriu que essa mesma polícia levem os criminosos “para as piranhas no Pantanal”.
É trágico que alguém com a responsabilidade de comunicador com acesso a amplo espectro da sociedade e, além do mais, com a experiência de ter desempenhado mandatos de prefeito e de deputado estadual – portanto, com o dever ético de saber da gravidade do que ‘propõe’ – sugere a volta à barbárie. Que já imperou por aqui, em tempos não tão distantes assim – mas que todos queremos esquecer.
A propósito, se blog e blogueiro podem sugerir algo, proponho a todos quantos, às vezes até com algum vislumbre de razão, pregam, paradoxalmente, o arbítrio e a violência como antídoto (impossível) à própria violência a leitura, abaixo, do fragmento do poema “No Caminho com Maiakovski”, de Eduardo Alves da Costa. E, por muitos anos – e ainda agora, por muita gente – atribuído erroneamente ao próprio Maiakovski:

"[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

[...]"
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2010-02-17 14:09:09alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=147
<![CDATA[Lenda urbana]]> Imaginem, senhoras e senhores navegantes, que houve engarrafamento de ônibus na nova-velha rodoviária. Sim!!! Filas de oito, dez ônibus, esperando por um lugar numa das pouquíssimas plataformas.
Pior ainda: como a concessionária, que construiu e opera a ‘rodoviária’, e a Prefeitura previram, com total segurança, que a tal obra prima – prima de quem, cara pálida? – teria prazo de validade até 2050 (isso é que é visão de futuro!), óbvio que ninguém planejou(?) uma ‘área de escape’ – assim como no sambódromo carioca, por exemplo – para abrigar os ônibus sem espaço para aportar nas plataformas. Já no dia 12, a fila de ônibus se estendia á Avenida Gury Marques.
Com algum humor (talvez por conta do carnaval, que apenas começava), um ‘passageiro da agonia’ ouvido pelo Midiamax comparou a fila com aquela de aviões em aeroportos movimentados. Só faltou mesmo o prefeito Nelsinho Trad e a tal ‘beneficiária’, ops, concessionária inaugurarem uma torre de (des)controle: “Atenção, senhores passageiros, apertem os cintos: o pior ainda está a caminho.”

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2010-02-17 14:05:30alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=146
<![CDATA[Aerolula: a carona e seu significado]]> Sob as bênçãos momentaneamente passificadoras do Presidente Lula, Zeca e André saberão se comportar de forma civilizada – no mínimo politicamente correta.
Só que em política – e isso é mais velho que andar pra frente – vale muito mais o gesto, a representação, que a própria realidade. E o fato de Zeca do PT embarcar no ‘Aerolula’ a convite do Presidente e amigo Luis Inácio, tem o significado político que transcende a ‘carona’ aérea. Queiram ou não os adversários explícitos e os artilheiros do tal ‘fogo amigo’ – que são infinitamente mais perniciosos – o significado político dessa breve viagem é um só: a confirmação de que Lula abençoa a candidatura de Zeca. Simples assim.
A conferir.
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2010-02-19 10:34:32alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=149
<![CDATA[O PTB agora é "di maior"]]> Já se disse aqui (ver post ‘Agora é a hora do PTB’) da importância, às vezes estrategicamente ‘ignorada’, do PTB. Pois bem. Quando o deputado federal petista Vander Loubet sugeriu a Lula que Chico Maia era – ainda é? – potencial candidato a vice de Zeca, talvez por ‘simples’ ato falho, minimizou a importância do PTB como partido.
Foi o suficiente para incendiar a ‘roça’ petebista no Estado.
O Partido, que tem outros nomes, como Zelito Ribeiro e Italivinho, além de Chico Maia, tremeu nas bases. E o presidente da Executiva estadual Ivan Louzada protestou por ter sido ignorado. Conversou com seu presidente nacional, o indefectível Roberto Jefferson, que lhe deu carta branca para agir com total liberdade.
O governador André Puccinelli, que não chegou onde está por acaso ou sorte, ‘sintonizou’ o descontentamento de Louzada e contatou-o para retomar a discussão sobre a aliança.
O que Puccinelli usou como ‘argumento’ para convencer Louzada, o blog contará nas próximas postagens.
Ontem, terça-feira, 23, Zeca do PT ligou para Ivan Louzada, desfez o mal entendido em torno do candidato a vice, assegurando que com a coligação o PTB estará absolutamente livre para indicar o candidato a vice que bem entender.
Zeca ainda convidou Ivan Louzada para ir a Brasília, semana que vem, para uma conversa definitiva com Roberto Jefferson. “Sem a sua participação e o seu ok, não há negociação”, disse Zeca a Ivan Louzada.
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2010-02-24 11:17:06alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=152
<![CDATA["Fogo amigo" contra Zeca]]> Pena que parte desse combustível precise ser gasto para desfazer os efeitos do ‘fogo amigo’: assessores de ‘companheiro’ com mandato federal se encarregam de difundir para a coleguinhas da imprensa que Zeca não disputaria a eleição.
Que o governador André Puccinelli e seus aliados insistam nessa ‘versão’, é da natureza do jogo político. Agora, que assessores de parlamentar petista se prestem a essa tarefa de ‘linha auxiliar’ – quinta coluna, se dizia antigamente – é algo escabroso.
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2010-02-24 11:13:28alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=151
<![CDATA[Para não grassarem erros crassos]]> Só que no justo afã de corrigir blog e blogueiro, o nosso Amorim/Carlos A. comete, vejam só, quatro erros em três linhas: “escrece” – seria uma corruptela para “escreve-se”? – , “êsses” (assim com acentinho), e, pra fechar: “grasso êrro...”.
“Grasso” não existe, meu caro Amorim, como é errado escrever “êrro” com circunflexo para diferenciar substantivo de verbo. Na certa você queria dizer CRASSO, que significa “espesso, denso, grosso, grosseiro (figurativo), segundo o ‘Larousse’. Algo assim como acentuar êrro. Já o verbo ‘grassar’ é outra coisa, caro Amorim.
Aliás, para escrever êrro assim com acento, você deve ter tido um trabalhão danado, pois até o meu editor de texto, que deve ter sido o mesmo que Moisés usou para arquivar as ‘tábuas da lei’, só com muita insistência aceita grafar êrro assim errado.
No mais, Amorim, você me pegou num dia bom para tentar mostrar o quanto é arriscado a gente tentar corrigir os outros sem as tais sandálias da humildade.
Liga não, a vida é assim mesmo. Tudo é passageiro, exceto a tripulação.
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2010-02-24 11:09:45alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=150
<![CDATA[PTB, atacado e varejo]]> Em entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’, Jefferson, o hábil, fez questão de deixar portas e varandas abertas: “Como a coligação nacional não obriga as (executivas) regionais a seguirem o mesmo caminho, posso construir aliança com cautela e não interferir nas questões locais”, proclama Roberto Jefferson, assim mesmo, com angelical naturalidade.
Para quem entende um mínimo das espertezas nada angelicais, aí está uma evidência do ‘balcão’ em que se negociam o ‘tempo de tevê’ de partidos que, mesmo sem qualquer densidade eleitoral, têm preciosos minutos, mais valiosos segundos, para se ‘cacifar’ como parceiros de primeira grandeza.
Jefferson coliga seu PTB na ‘cabeça’, mas libera as ‘filiais’ nos estados para negociar com quem der...ops, com o partido que apresente a proposta mais condizente com os altos ideais petebistas.
Ainda que afirme, na mesma entrevista ao ‘Estadão’, que o PSDB terá o apoio de seu PTB em estados como Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Roberto Jefferson sabe o quanto vale a sigla no ‘varejão’. E tem orientado seu pupilo para seguir negociando... ou negaceando.
Em Mato Grosso do Sul, conforme já dito e redito aqui no blog, o PTB, presidido por Ivan Louzada – discípulo de Jefferson, a quem dedica fidelidade e canina, e de quem recebe, por compensação, carta branca para ‘negociar’ – fez prolongado movimento pendular entre André Puccinelli e Zeca do PT ... Até que, em meados da semana passada, depois de uma rápida viagem de Louzada a Brasília, parece ter se definido por Puccinelli.
Parece.
Mas essa uma história que o blog contará em breve.

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2010-03-01 10:59:33alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=155
<![CDATA[Dilma paga o PACto]]> Isso enquanto o homem ainda se recupera de um sério problema de coluna.
Porém – e na vida, inclusive dos políticos, há sempre um porém – o prefeito peemedebista de Campo Grande deve estar sendo movido, em boa parte, pela especialíssima deferência com que vem sendo tratado pelo Planalto – leia-se presidente Lula e ministra Dilma Roussef – desde que proclamou seu apoio à candidatura presidencial da czarina planaltina.
Tratado por Dilma como cabo eleitoral de primeira grandeza, o médico-prefeito Trad Filho pode até se atormentar com tantos e tão grandes problemas domésticos – incluindo-se aí as péssimas condições de atendimento da rede pública de saúde. Mas o antídoto eficaz agora está à mão: em política não há mal que o um bom afago no ego não cure.
Especialmente quando vem com o complemento de investimentos garantidos e verbas emergenciais asseguradas.
Nós sabemos quem paga o pato. Ou melhor, o PACto.

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2010-03-01 10:56:06alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=154
<![CDATA[Remendão]]> Sim, senhores navegantes, tal como dito aqui em ‘previsões’ que dependiam só de uma olhadela na ‘magnífica’ obra, os projetistas não ‘previram’, sequer o número de ônibus que deveriam operar ali. Agora, entram em obras para tentar acabar com o vergonhoso ‘engarrafamento’.
Anotem aí: isso é só o começo de uma vergonhosa – e suspeitíssima – seqüência de distorções na operacionalização do ‘terminal’ – e bota terminal, no sentido de estado terminal da incúria, nisso – cujo patrono, Antônio Mendes Canale, um dos mais austeros e inteligentes políticos que Mato Grosso do Sul já teve, se vivo estivesse já estaria avaliando devolver a homenagem.
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2010-03-01 10:53:52alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=153
<![CDATA[PTB, autoestima e automóvel]]> Ainda que seu presidente Ivan Louzada tenha negociado intensamente (!!!) com o governador André Puccinelli na semana passada, há uma conversa agendada com o ex-governador Zeca do PT para os próximos dias.
Em viagem relâmpago a Brasília na semana passada, Louzada teria recebido do presidente Roberto Jefferson, o hábil, sinal verde e carta branca para negociar – esse é o verbo com todos os significados – a coligação.
A conversa com André Puccinelli teria propiciado a Louzada uma incontida alegria. Reinstalado na condição de interlocutor importante no processo pré-eleitoral, o presidente regional do PTB também teria recuperado a autoestima, agora trafegando a bordo de um automóvel top.
O encontro agendado com Zeca do PT terá, a pedido deste, a presença da Executiva regional petebista. Que, obviamente, não deve caber no reluzente top de linha do presidente Louzada.
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2010-03-02 10:42:46alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=158
<![CDATA[Tratamento camarada]]> Tão marcante quanto a solícita condescendência da mídia estadual que de fato conta foi o ‘contorcionismo verbal’ da assessoria do parlamentar, ao buscar transferir a responsabilidade pelo deslize também “verbal” – neste caso aqui, relativo à verba, recurso... – à Câmara Federal.
Pelo sim, pelo não, pelos que ficam e pelos que vão, o corregedor-geral da Câmara, deputado ACM Neto (DEM/BA) lembrou que a devolução do dinheiro ilegalmente gasto não implica na automática suspensão da denúncia por crime eleitoral.
O senador Walter Pereira, acossado por Moka para ceder-lhe o lugar na disputa pelo Senado, deve estar acompanhando tudo com ‘solidária’ atenção.
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2010-03-02 10:40:28alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=157
<![CDATA[Adeus, Heráclito]]> Por isso, em respeito à memória de Heráclito Figueiredo, engenheiro e ex-prefeito de Campo Grande falecido na segunda-feira, 1° de março, direi apenas que se tratava de um homem de caráter exemplar, de uma solidariedade discreta, mas eficaz, confortadora.
Tive o privilégio de conviver com Heráclito Figueiredo. Por isso rendo a seus familiares o me preito de solidariedade cristã, e à memória de Heráclito, a expressão de minha permanente reverência.
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2010-03-02 10:33:53alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=156
<![CDATA[O blog profetiza: Odilon não disputa governo]]> Já em relação a partidos ‘intermediários’ ou ‘medianos’ – PTB, por exemplo – essas chances ‘aumentam’ um pouco: uma em 990 mil, vá lá.
Não estão em julgamento, nessa ‘premonição’, os méritos do meritíssimo Odilon de Oliveira – como juiz e cidadão, já que como político ele nem sequer é, ainda, um iniciante. A ‘profecia’, assim com tanta certeza, se baseia no pragmatismo, na realidade do mundo político-eleitoral concreto. Exemplo?
Até as velhinhas de Taubaté – morreram? – e as criancinhas da catequese da paróquia de Nioaque sabem que não tem campanha eleitoral sem ‘caixa dois’. Isso ninguém discute. Agora imaginemos o meritíssimo Odilon de Oliveira candidato a governador de Mato Grosso do Sul pelo PSDB e um emissário da campanha de Zé Serra avisando o candidato estadual de que um emissário “chega de São Paulo às tantas com tantos milhões de reais para sua campanha...” – por favor, isso é só uma futurologia com base na realidade ‘eleitoral’ do Brasil. Não vá o doutor juiz supor que eu seria louco de inventar uma denúncia no mercado futuro.
Serra – ou Dilma ou seja lá quem for ou fosse – teria coragem ou ‘abertura’ para tratar desse assunto (tão corriqueiro em política eleitoral) com Odilon??? Claro que não, né. Vai que o homem esqueça que está na rinha eleitoral e prenda o emissário em flagrante...
Já no outro espectro, o dos partidos medianos, os senões seriam de outra ordem. No PTB, por exemplo, Odilon de Oliveira deveria ter muitas dificuldades éticas para se acomodar como liderado de Roberto Jefferson, o hábil, que até hoje não disse onde estariam os R$ 5 milhões que confessou ter recebido via ‘mensalão’.
Quanto a iniciar sua carreira política a bordo de um partido nanico, Odilon de Oliveira sabe que aí a vida não seria fácil. Ao contrário do que ocorre no Judiciário e noutras carreiras, como a acadêmica, em política o paradigma não é o mérito, mas uma série de outros ‘fatores’, na verdade um ‘mix’ onde fica difícil separar virtudes de artifícios, artimanhas de qualidades, e outras coisinhas mais.
E ainda: por mais que lideranças políticas – não a turma do oba-oba, que não tem voto nem nunca terá – ‘celebrem’ o prenúncio do advento (é isso mesmo) do possível ingresso de Odilon de Oliveira na política partidária, na verdade essas lideranças não o querem lavrando em sua (delas) seara. Nada, nem mesmo o Judiciário, é tão corporativista como a ‘nobre classe política’.
Eles podem até acenar, por razões óbvias ou por motivos não tão explícitos, para esse que, por agora, ainda é o temido juiz federal Odilon de Oliveira. No momento em que, despojado da toga e da caneta ‘sentenciosa’, ele virar um ‘igual’ na terra do vale-tudo da política eleitoral, será tratado como alguém que entrou no ônibus agora e já quer a janela, como diria Romário.
Odilon de Oliveira sabe disso e de muitas outras coisas. Como, por exemplo, o desafio de fazer campanha sem o aparato de segurança da Polícia Federal, a que tem direito hoje, como magistrado que pôs na cadeia dezenas de bandidos, dentre alguns ‘capos’ notórios.


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2010-03-08 12:45:29alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=161
<![CDATA[Corrida maluca]]> Disso todos já sabem: Waldemir Moka venceu a ‘corrida maluca’ das ‘prévias’ do PMDB – com a feia trombada final acelerada por acusação de compra de voto etc e tal – para escolher seu candidato ao Senado.
Com larga vantagem sobre o senador Walter Pereira, Moka tirou-lhe a tal ‘candidatura natural’ – que não existe de direito.
Para Moka e seu grupo – que inclui o governador André Puccinelli, o prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad e praticamente todos os ‘notáveis e notórios’ do partido, uma vitória interna sem benefícios diretos, a não ser o de inflar egos já prestes a explodir.
Para o PMDB, contudo, a ‘corrida maluca’ provoca perdas. Não só expondo ao distinto público votante as dissensões e os rachas internos do partido, mas por significar risco potencial de migração de votos descontentes, magoados e discriminados para outros partidos.
Embora, como diria Tancredo Neves – ou foi outro mineiro qualquer? –, política seja como nuvem (você tira olho e no instante seguinte ela já mudou de formato), no momento o senador Delcídio Amaral (PT) e o deputado federal pedetista Dagoberto Nogueira, pré-candidato ao Senado, têm direito de comemorar a trombada entre os concorrentes da mesma escuderia.
Mesmo que oficialmente o senador Walter Pereira acabe assimilando a derrota, certamente não terá motivação para evitar a migração de parte de seu eleitorado – o resultado das prévias permite projetar que esteja em torno de trinta por cento dos peemedebistas – ‘puna’ Moka votando em outros candidatos ao Senado. Eleitor despeitado é fera solta...


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2010-03-08 12:37:59alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=160
<![CDATA[Ataque preventivo]]> O senador Delcídio Amaral registrou, com veemência, seu ‘desconforto’ por não ter sido consultado pelo partido sobre a indicação do nome de dona Gilda dos Santos, esposa de Zeca do PT, como candidata a suplente do pedetista Dagoberto Nogueira na disputa pelo Senado.
Delcídio teme que, tendo em sua chapa a esposa do candidato da coligação a governador, Dagoberto Nogueira possa largar em condições mais favoráveis, com tanque cheio, pneus diferenciados etc e tal. Ou, então, contar, no mínimo, com uma assistência mais ‘eficaz’ da equipe, a cada pit stop – para continuar com a figura da Fórmula 1.
Há quem diga que o lamento de Delcídio não passa do exercício de seu ‘direito de chorar’. Com a reeleição praticamente assegurada, de acordo com todas as pesquisas, o senador corumbaense seria desses pilotos que a equipe não tem como deixar em segundo plano.
Pelo sim, pelo não, Zeca do PT, o chefe de equipe, tem recomendado todo cuidado para não arranhar a carenagem do ‘bólido’ Delcídio.
Entre o fã-clube de Delcídio a opinião é de que o senador fez um ‘ataque preventivo’: melhor gritar agora, quando os motores ainda não foram ligados e o protesto ainda pode ser ouvido.
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2010-03-08 12:34:04alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=159
<![CDATA[Tucanos desconvidam Odilon]]> Menos de vinte horas depois de afirmar ser de “uma em um milhão a chance de que o celebrado juiz Odilon de Oliveira saia candidato a governador por um partido ‘grande’ como o PSDB...", o tucanato confirmou o blog.
Através de seu presidente regional e deputado estadual Reinaldo Azambuja, o PSDB fechou o ‘laboratório’ de especulações ao esclarecer ao distinto público que a prioridade do partido segue sendo a aliança com o PMDB pela reeleição de André Puccinelli.
Em último caso, informa Azambuja, o partido lança a senadora Marisa Serrano como alternativa a Zeca e Puccinelli.
Com isso, os tucanos sul-mato-grossenses deixam claro que não estão dispostos a abrir vaga no ninho para Odilon de Oliveira.
Como dito no post agora confirmado (veja ‘O blog profetiza: Odilon não disputa governo’), nada nem ninguém é mais corporativista que a tal ‘classe’ política.
Nesse caso, os tucanos nem pensam em ceder um lugar privilegiado no quentinho do ninho tão longamente construído.
Se por mais – ou por menos – não fosse, até porque, mesmo sendo ‘Oliveira’, o Dr. Odilon jamais levou sequer um galinho para construir o ninho dos pássaros bicudos.
Por último, duas pitadinhas mais:
1. Quem tem alguma relação com a “flora animal”, como dizia um brilhante biólogo (formando na U... deixa pra lá), sabe que os tucanos, esses sim, tem a má fama de invadir e canibalizar ninhos alheios, loucos que são por ovos.
2. Que o blog tenha visto ou sabido, não há notícia de que o juiz Odilon de Oliveira tenha procurado diretamente o PSDB ou qualquer outro partido em busca de vaga-carona para ser candidato.
Só que, nesse caso, como não desautorizou de saída o uso de seu nome, agora amarga o constrangimento de ser ‘desconvidado’ pela imprensa.
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2010-03-09 13:32:53alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=164
<![CDATA[Drops de troco]]> Até ontem reverenciado com ‘Juiz Federal Doutor Odilon de Oliveira’, repentinamente o magistrado foi reduzido a simples Odilon, com uma informalidade que é tanto mais ‘folgada’ quanto mais gaiato – e quase sempre absolutamente ineficaz – o ‘cabo eleitoral’.
Portanto, se optar por seguir sua carreira de magistrado, Odilon de Oliveira terá um trabalhão para enquadrar, pedagogicamente, os muitos ‘amigos íntimos’ que arranjou no breve percurso político.

2. A conversa de Zeca do PT com as lideranças estaduais do PTB, à frente o presidente regional Ivan Louzada, caminhava para um fechamento considerado produtivo e proveitoso pelas partes, ainda que nada pudesse ser conclusivo, claro.
Eis que, senão quando, um assessor de Zeca pediu a palavra quando nada mais havia a tratar. Por um triz a coisa não desandou.
A inoportuna intervenção serviu, pelo menos, para reforçar a posição de Ivan Louzada junto a seus liderados.
Eles festejaram a firmeza com que Louzada saiu em defesa dos, digamos, propósitos petebistas.

3. Pré-candidato tucano ao governo de Mato Grosso, Wilson Santos, prefeito de Cuiabá em segundo mandato, é primo de Eraldo Jorge Leite, ex-prefeito de Jateí, e tem familiares espalhados pelo sul de Mato Grosso do Sul.
De origem humilde, professor de História com uma pós-graduação em Gestão Pública na USP, Wilson Santos gosta do debate, mas se espantou com o tom que o governador André Puccinelli adotou na disputa entre Campo Grande e Cuiabá por uma subsede da Copa 2014.
Depois da vitória de Cuiabá, chegou a escrever um artigo sugerindo a Puccinelli que fosse ‘txupar manga’.
Ainda que sobre isso não abra o bico nem sob tortura, Wilson torce por Zeca do PT.

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2010-03-09 13:30:14alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=163
<![CDATA[Valfrido Silva e seu bisturi]]> Dono de um texto com a cortante eficácia de um bisturi, Valfrido Silva faz, neste momento, cirurgia – ou seria necropsia – meticulosa e profunda na administração (?) do prefeito Ari Artuzi.
Líder estadual absoluto em número de comentários sobre seus ‘posts’, o blog de Valfrido Silva é um estuário das mais diversas e divergentes opiniões, conferindo-lhes a audiência que de outra forma nunca teriam.
Muitas vezes essas opiniões pouco ou nada tem a ver com o assunto que ‘comentam’. Isso é o de menos. E, talvez, seja até o ‘de mais’, pois qualquer assunto valfridiano é tema para muitos comentários diretos ou paralelos. Liberdade na web é isso.
O mais importante, porém, é que Valfrido Silva escreve como poucos, tem coragem para opinar e independência para bater de frente com pretensos poderosos. Ou com os pretensiosos do ‘poder’.
Pior para o Artuzi.
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2010-03-09 13:28:53alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=162
<![CDATA[Puccinelli não abona futuro de Simone]]> Com o mandato ainda há pouco renovado com folgada maioria, para deixar o comando de um do município que experimenta um clico virtuoso de industrialização – e a arrecadação crescendo em “escala geométrica” – Simone Tebet havia apontado algumas exigências. “Naturais”, segundo seus aliados.
Em termos cronológicos – mas não necessariamente em escala de importância – as duas principais ‘cláusulas’ citadas por Simone: 1. Apoio e ‘incentivo’ à candidatura de seu marido, Eduardo Rocha, a deputado estadual; 2. garantia de que ela, Simone Tebet, seria a candidata preferencial do PMDB & coligados ao Senado em 2014.
Sabe o que se deu?
Assediada – ou seria atormentada? – pelo ‘convincente’ Puccinelli, a agora já quase ex-prefeita teve de aceitar o ‘convite’ para encarar a disputa, sem a garantia de nenhuma de que suas propostas serão contabilizadas.
Trocando em miúdos: Simone Tebet vai deixar a Prefeitura de um dos mais importantes municípios do Estado sem qualquer garantia política futura.
Em termos de calendário político, 2014 é uma data infinitamente distante, o que significa que mesmo que qualquer compromisso eleitoral – que não houve, no caso – seria mera especulação.
Já a simples possibilidade de incluir o apoio à eleição de seu marido a deputado estadual causou enorme alvoroço na Assembléia, onde veteranos governistas e caronistas mais recentes vociferam ante a o risco de estrago que uma concorrência assim pode representar para sua (deles) reeleição.
Um dos mais agitados ante esse ‘risco’ é o presidente da Assembléia Jerson Domingos, adversário – com tinturas de inimigo, pelo acúmulo de rusgas – declarado e persistente de Simone Tebet.
Como se vê, Simone Tebet, que até há pouco tinha como projeto político concluir seu mandato com os louros de ter colocado Três Lagoas na ‘era industrial’ e, dois anos depois, disputar o Senado, foi tragada pelo redemoinho soprado por Puccinelli.
Agora, a prefeita pouco ou nada pode fazer para retomar o domínio sobre seu próprio futuro político.
Desistir da candidatura a vice na chapa de seu líder, dizem, é coisa que nunca faria.
“Tem mais palavra que muito barbado por aí”, diz um amigo peemedebista de Simone Tebet.
O próprio ‘elogia’ não esconde o viés machista do tal ‘fio de bigode’. Mas vale como referência o caráter da prefeita, cuja plácida carreira foi tragada por um turbilhão.
Se para o mal ou para o bem dela, só o futuro dirá.

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2010-03-15 14:10:09alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=166
<![CDATA[Acidente repõe Pedrossian na mídia]]> O ex-governador Pedro Pedrossian voltou à mídia por motivo absolutamente indesejável – quebrou o fêmur em acidente doméstico.
Por ter sido colaborador de Pedrossian tanto em seu mandato ‘tampão’, no início dos ‘oitenta’, quanto em seu último governo (1990-94), quando fui assessor especial e secretário de Comunicação Social, seria suspeito para falar de sua extraordinária visão de estadista.
Contraditório como todo líder, Pedrossian é ‘unanimidade’ – à exceção, claro de seus adversários ideológicos e históricos – quando se trata de referir os verdadeiros suportes e fundamentos deste Estado – e do velho Mato Grosso também.
De universidades – a UFMS e UEMS – ao Parque dos Poderes e, depois, o Parque das Nações Indígenas – iniciativa sem precedentes, em que o verde avançou sobre a cidade, e não contrário –, de grandes obras viárias de integração à implantação de grandes programas de desenvolvimento econômico, Pedrossian construiu, de certa forma, a ‘matriz’ ou ‘gênese’ do Mato Grosso do Sul contemporâneo.
Deixou obras inacabadas? Sim. Mas isso é nada perto do muito que fez. E essas obras só não foram retomadas, nos governos seguintes, por razões óbvias. Tanto que agora que Pedrossian já não significa nenhuma ‘ameaça’ eleitoral, já foram ou estão sendo concluídas.
Agora que Pedrossian volta à mídia por que sofreu um acidente doméstico, é bom lembrar aos distintos poderosos de plantão – e às centenas dos que gravitam em torno do poder porque um dia tiveram as bênçãos de Pedrossian, a quem veneravam e a quem renegam hoje – que a mesma arrogância com que ignoram o velho líder, hoje, lhes será devolvida amanhã pelos jovens áulicos de agora.
E já que isso aqui está mais para Eclesiastes que para reverência ao homem construiu boa parte dos fundamentos deste Estado, vale lamentar que até a frase-mensagem assinada por Pedro Pedrossian à entrada do Parque dos Poderes (av. Mato Grosso), iniciado e concluído por ele – em governos diferentes – foi removida pelo governo de André Puccinelli.
Nenhum deputado, nem mesmo um daqueles que devem a própria carreira – mais que o mandato de agora, a ‘invenção’ como políticos que NÃO eram – se dignou a protestar contra a remoção arbitrária da memória. Ainda que passem por ali algumas vezes por semana, quando vão à Assembléia.


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2010-03-15 14:02:44alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=165
<![CDATA[O estado terminal do terminal]]> Desta vez, aponta o Campo Grande News, foi a chuva que ‘inundou’ a frente ‘oeste’ do ‘magnífico terminal’, comprometendo toda a ala dos guichês de venda de passagens.
Escrevam aí: isso é pouco, quase nada, perto do que ainda virá.
Como já previsto aqui, quando o inverno chegar, com ventos gelados varrendo exatamente essa área que a chuva invadiu agora, o tormento de usuários e trabalhadores será ainda maior.
Por essas e por outras – os remendos com que a Prefeitura tenta dissimular a desídia são uma evidência de irresponsabilidade pública – é de se estranhar que o Ministério Público não tenha anunciado uma investigação sobre o ‘terminal’.
Afinal, a concessionária ganhou décadas para explorar o rentável serviço em troca do que deveria ser um verdadeiro terminal rodoviário, à altura de uma Capital.
O que temos ali – ou melhor, o que o prefeito Nelsinho Trad tem ali – é um blefe arquitetônico, um mostrengo impraticável que se desfaz em sequência calamitosa.


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2010-03-17 10:46:04alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=167
<![CDATA[PTB, carros e caronas]]> Dileto ‘afilhado’ de Roberto Jefferson, o hábil, Ivan Louzada abriu ‘conversas’ com Zeca do PT e com André Puccinelli, como seria conveniente a um partido que está na praça com a principal ‘mercadoria’ – alguns minutos de tevê.
Só que dentro do próprio PTB, especialmente entre lideranças com potencial de voto, circula a suspeita de que Louzada não teria contado o principal: o presidente não ‘abriu’ pra ninguém que já ‘fechou’ com Puccinelli, dizem petebistas mais afobados.
Essa versão da “venda” já firmada no mercado futuro ganha tempero de pimenta e açafrão com os dois carros top, a bordo dos quais Ivan Louzada e seu filho e assessor jurídico do PTB, Sérgio Louzada – esse negócio de nepotismo precisa ser cultivado ainda nas bases partidárias, ensina o filósofo Jefferson, não o Thomas, mas o Roberto – passaram a circular.
A correligionários curiosos, interessados em identificar a origem das possantes máquinas, Ivan Louzada diz que a família adquiriu os carros com dinheiro que seu filho e assessor Sérgio ganhou como advogado de uma “boa causa”.
Pois não é de ver que os ‘abelhudos’ – com ferrão e tudo – petebistas querem agora que Ivan Louzada e seu filho forneçam detalhe sobre tão rentável causa.
Embora dentre esses indiscretos petebistas estejam alguns que tem sustentado o partido na longa fase de vacas magérrimas, quando não havia receita para aluguel ou luz, a dupla Louzada diz que não pode dar detalhe sobre a polpuda ‘causa’ porque o titular da dita cuja seria outro advogado. Ou coisa parecida. Como se vê – ou não se vê – trata-se de um vesgo e enviesado ‘segredo de justiça’.
O sofrido navegante que chegou até aqui talvez esteja perguntado porque tanto ‘espaço’ ao PTB, no máximo uma linha auxiliar ou um coadjuvante nas próximas eleições.
Acontece que a versão posta na rua pelos petebistas descontentes com os últimos movimentos de Ivan Louzada – que pode até ser distorcida, mas é a única até que a família dona do PTB se explique – é emblemática das tantas que ocorrem nessa ‘penumbrosa’ época pré-eleitoral.
Veja – ou melhor, leia -, caro navegante.
Há dias Zeca do PT esteve com a direção regional do PTB, em reunião aberta a demais membros do partido. Ofereceu a vaga de vice em sua chapa, etc e tal.
Àquela altura, dizem petebistas que não escrevem na lousa do Louzada, o ‘acordo’ para apoiar Puccinelli já estaria fechado. A estratégia seria esticar a corda – e as conversas – até lá mais à frente.
Agora, com uma candura de quem acabou de tomar uma dose dupla de ‘santo daime’, Ivan Louzada esnoba a ‘oferta’ de Zeca do PT e, pasmem todos, diz até que o partido não tem interesse de ‘ir’ com Puccinelli.
E, num magnífico arroubo (‘arroubo’, eu disse) de heroísmo partidário, brada até que em última instância pode ser ele, Ivan, ou seu filho, agora um advogado de polpudas causas, o candidato do PTB ao governo do Estado.
O ‘script’, dizem, é exatamente esse: para não escancarar a negociação já fechada, Ivan, o terrível, proclamaria um “nem Zeca nem Puccinelli” – “... e foi proclamada a escravidão”, como diz o já referido ‘Samba do crioulo doido'.
Para a ‘platéia’, o jogo poderia até parecer real, fruto das circunstâncias pré-eleitorais etc e tal.
Só que internamente, Ivan e Sérgio terão que dar explicações a algumas lideranças que não compram essa versão de repentino surto de “independência psicótico-suicida” dos Louzada.
Em tempo: os reluzentes carros da família são aqueles mesmos que dias atrás foram objeto de autêntica ‘varredura’ policial quando os Louzada, acompanhados do presidente nacional do PTB jovem, voltavam de Ponta Porã.
E tome polca.



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2010-03-22 11:37:50alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=168
<![CDATA[Propostas de André humilham Zauith]]>
A se confirmar a inconfidência de um seu amigo, feita ao blog sob severas reservas, o vice-governador Murilo Zauith não volta tão cedo a seu improvável ‘gabinete’ no Parque dos Poderes.
Com o ‘staff’ reduzido a uma secretária, sem direito sequer a simples assinaturas de jornais diários e à Internet – será??? – Zauith decidiu, na terça-feira, dar um basta ao vexame continuado.
Essa decisão de abandonar de vez o vexatório ‘puxadinho’ da governadoria seria apenas o gesto, digamos, mais emblemático do longo desgaste que parece ter corroído de forma ‘irreversível’ – embora em política esse vocábulo não exista de fato – as relações (nada a ver com as libidinosas ‘insinuações’ de André pra cima de Carlos Mink) entre o governador André Puccinelli e seu vice.
Esse desgaste já vem de longe. Por isso, o que pareceu ser apenas mais uma das tantas tiradas de mau gosto de Puccinelli – aquela de que Zauith deveria passar “sebo de grilo nas canelas” e correr atrás de votos para o Senado – já era, a seu (de André) estranho modo, uma tentativa de ‘descontrair’ o ambiente. Piorou. O vice reagiu dizendo, mais ou menos, que quando mais André falava, mais as coisas se complicavam.
Àquela altura – último sábado, 20/03 – o comedido Zauith já sabia que era nula a chance de apoio efetivo, eficaz, real, de André Puccinelli a sua candidatura ao Senado. E por que sabia?
Ora, porque André Puccinelli deixou isso mais do que claro.
Durante um dos recorrentes ataques de messianismo explícito, André Puccinelli fez há dias a seguinte e demolidora ‘proposta’ a seu vice Zauith: “Saia (candidato a senador) para perder, vá para o sacrifício. Depois eu te arranjo um cargo igual ao do Juvêncio”.
Rico empresário do ensino privado, é de se imaginar como se sentiu o vice ante a ‘tentadora’ oferta de um obscuro cargo de ‘subfantasma’, remunerado com algo em torno de R$ 10 mil mensais, com que André ‘capturou’ o ex-senador Juvêncio Cesar da Fonseca.
Polido, com clara noção de hierarquia – qualidades que lhe ‘renderam’ uma imagem de submisso ou até pusilânime, já que em política é aparência que conta – Zauith teria engolido os engulhos e agradecido a oferta. E se dado conta de quanto (não) valia – e (não) vale – na matemática eleitoral puccinelliana.
A partir daí, o Democratas começou a dar sinais de que não embarcaria na canoa furada de uma candidatura ao Senado, precoce e obscenamente ‘cristianizada’ (nada a ver com Cristo, mas com Cristiano Machado).
Já não sem tempo, Zauith, escoltado pelo deputado estadual Zé Teixeira, sinalizou descontentamento, cobrou para seu suplente alguém da ‘intimidade política’ de André (Marum ou Giroto) e por aí afora.
Sabem, caros navegantes, qual foi a contraproposta de Puccinelli???
Esqueçam o que está na mídia ou nas bocas dos bonecos de ventríloquo. Puccinelli mandou oferecer “três meses de governo” a Murilo Zauith. Que não topou, já você saberá por que.
Quando sintonizou que a frente PT-PDT acenava para o DEM, Puccinelli dobrou a oferta: se licenciaria durante seis meses para o amigo ‘governar’. Truco: Zauith disse ‘topo’, desde que tenha autonomia para trocar secretários estratégicos, como o da Fazenda e da Secretaria de Governo (ex-Casa Civil). Nada feito, claro. E Zauith não quis ser ‘rainha da Inglaterra’.
Agora Zauith só topa assumir o Governo se André renunciar para disputar a reeleição. Probabilidade? Nenhuma em dez quatrilhões.
Ainda engasgado com esse misto frio de desprezo e rancor com que, a seu juízo, tem sido tratado por André Puccinelli, Murilo Zauith sentiu-se liberado para negociar seu destino político, sempre com o aval de correligionários como Zé Teixeira.
Pilotada pela refinada competência de João Leite Schimidt, a ‘aproximação’ da frente PT-PDT com o DEM de Zauith é, na verdade, a retomada de conversações que andaram bem avançadas lá atrás, quando até a vaga de senador foi oferecida ao vice-governador.
A fila andou, o deputado federal pedetista Dagoberto Nogueira consolidou-se como pré-candidato ao Senado – e o fato de ter convidado dona Gilda dos Santos, esposa de Zeca do PT, tem muito a ver – e Zauith pode, assim, assim, ser até o vice do próprio Zeca do PT. Ou indicar alguém do DEM.
É muito!!! Tanto da perspectiva pragmática da soma de votos possíveis, quanto do ponto de vista do significado (e política é gesto, é simbologia, cena e cenário, repita-se) que teria a ‘transferência’ do vice-governador de André Puccinelli, com armas e bagagens para o território inimigo.
Hoje, é esse o panorama visto da ponte. Amanhã, bem, em política um dia pode ser uma eternidade.
De qualquer modo, Zauith e Puccinelli já não estão sob o mesmo teto. Ooopa!!! Estou falando do ‘puxadinho’ da governadoria, ao qual o vice-governador prometeu não voltar mais.



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2010-03-24 14:02:50alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=169
<![CDATA[Pajelança pode exorcizar 800 fantasmas]]> Convocados, invocados e mantidos pelos próprios pajés que agora devem exorcizá-los muitíssimo a contragosto, os mais de oitocentos – sim, mais de oitocentos!!! – fantasmas não querem nem ouvir falar, é claro, de deixar o bem-bom da taba terrena em que se abrigam sem que olhos humanos os vejam.
Como são, por ‘natureza’, imateriais, ectoplasmas no máximo, tanto se daria se fossem oito, oitenta ou oitocentos e tantos, como são – os fantasmas ‘caberiam’ em qualquer lugar, já que não ocupam espaço, não aparecem.
Só que agora, bem quando poderiam enfim ser de alguma utilidade para os ‘pais-de-santo’ que os ‘invocaram’ com oferendas mensais variáveis – de acordo, claro, com as ‘falanges’, ‘milícias’ ou ‘legiões’ a que pertençam – a fonte está secando. Pelo menos temporariamente.
E, mais, é improvável, mas não impossível, que os ‘feiticeiros’ sejam intimados a devolver as oferendas com que patrocinaram o obsceno festival fantasmagórico.
Chefes e subchefes do terreiro – taba, por todas as razões, seria melhor nome – empenham-se no exorcismo e, sob risco de desmoralização no confronto com fantasmas mais atrevidos, ameaçam dar os nomes dos patronos desses caboclos “mamadô” .
A pajelança, com direito a uma cavernosa contabilidade, aponta que os fantasmas engoliam – sim, esses fantasmas tem hábitos perversos – R$ 1,5 milhão por mês. Como, dizem, agora não haverá mais como alimentá-los, o jeito é mandar os fantasmas baixarem noutro terreiro.
Muito apropriadamente, a prolongada cessão de exorcismo coletivo se arrastou por boa parte da quaresma e vai desembocar na Semana Santa ainda sem que os fantasmas tenham sido desalojados. Mas os ‘sacerdotes’ do culto ‘pagânico’ (que paga, com a licença de ‘seo creisson’) estão no fim do prazo para não serem tragados pelo próprio rito que criaram.
O blog, que não é dado a essas tiradas fantasiosas nem fantasmagóricas, aceita, até quinta-feira santa, palpites dos navegantes sobre onde fica o terreiro que deu abrigo a tantos fantasmas.
O ‘resultado’ a gente divulga na Sexta-Feira Santa. Os primeiros cem acertadores... Bem, deixa pra lá... Isso é mais fácil que tomar doce de criança.


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2010-03-27 17:55:15alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=170
<![CDATA[Exorcistas e fantasmas se agitam]]> Da perspectiva, digamos, material, carnal, humana, ética etc e tal – e, menos ainda, pela ótica da eficiência do serviço público – o exorcismo em escala não terá a menor consequência.
Afinal, os “fantasmas”, por sua própria natureza, não ocupam lugar no espaço – e, claro, se não existem de fato, nada fazem de objetivo.
E só se materializam uma vez por mês, na boca do caixa, para o saque ‘duplo’– saque de sacar e de saquear mesmo – a real remuneração.
Responsáveis pela invocação de tantos ‘espíritos zombeteiros’, sacerdotes e sacerdotisas, feiticeiros de segundo escalão, caciques e aprendizes de pajés descobriram que também para esse mundo fantasmagórico vale uma tal de Lei de Responsabilidade Fiscal.
Como precisam fechar as contas até maio, os trágicos exorcistas que, no caso, são os mesmos que convocaram os ‘fantasmas’ e os usaram até agora em missões nada espirituais, mas abertamente espirituosas, agora correm para ‘limpar’ a contabilidade.
Os ‘fantasmas’ podem até deixar a ‘taba’ sem fazer barulho, como, aliás, é próprio de ‘espíritos’ mais submissos, que receberam polpudas oferendas só para vagar por aí.
Acontece que sem eles, às vésperas de uma campanha eleitoral em que os ‘fantasmas’ se apresentam tão úteis e apropriadamente dissimulados para arregimentar outras almas ingênuas, os caciques e subcaciques da taba podem entrar em transe.
O blog mantém o desafio entre os navegantes, para que apontem, até Sexta-Feira da Paixão – com todo o significado que a data tem – a ‘taba-sede’ do exorcismo forçado.


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2010-03-29 10:17:18alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=171
<![CDATA[Acelera, PTB]]> O PTB de Mato Grosso do Sul está que é um luxo só. Como o carro top da Hyundai em que o presidente regional Ivan Louzada desfila seu (in)questionável carisma político-eleitoral.
Catapultado, pelo vazio de comando, à direção regional do partido de Roberto Jefferson, o hábil, Louzada se viu de repente na condição de interlocutor de Zeca do PT, Puccinelli etc e tal.
No 'melhor' estilo oligárquico, Louzada instalou o filho advogado em posto-chave, montou a executiva a seu gosto e a seu modo – claro que com a devida reserva de mercado da maioria absoluta dos votos da Executiva submissa a ele.
O resultado da concentração repentina de alto poder de manobra em mãos afoitas desaguou numa sequência de derrapagens, ultrapassagens perigosas, abuso de velocidade e outras infrações.
Isso tudo, segundo os próprios companheiros de Louzada no PTB estadual, que o acusam abertamente, na mídia convencional, no twitter e nos blogs, de ter literalmente vendido o apoio do partido ao PMDB de André Puccinelli.
Sem contar que pré-candidatos, com potencial para fazer bom papel em disputa majoritária, foram ‘desestimulados’ de concorrer, o principal prócer petebista no Estado aconselha, abertamente, a que ‘candidatos’ petebistas peguem o dinheiro – seria, claro, parte do que diz que o partido já recebeu – e aplique na poupança. É pouco???
O blog aqui, sem qualquer pretensão, mas também sem falsa modéstia, lembra aos senhores navegantes que levantou a ponta do lençol que cobria – e ainda cobre, em boa parte – essa obscenidade “insinuada”. Bem nos moldes do tal BBB.
Como partido político não é propriedade privada, mesmo que muitos tenham se transformado em birôs ou balcões de negócios de grupos, essa história do PTB (sigla de Partido Trabalhista Brasileiro, imaginem só!!!) sul-mato-grossense tem bastidores escabrosos – versões bem construídas (com provas, dizem) sobre venda de apoio no mercado futuro eleitoral, ‘adiantamentos’ investidos em automóveis de luxo, imóveis etc, tudo isso precisa ser apurado. Petebistas com assento na própria Executiva, mas livres do mando de Louzada, dizem que tudo está sendo apurado.
VRRRUUUUUMMMMM.


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2010-04-05 09:49:22alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=172
<![CDATA[A Cidade esquecida]]> Perguntarão os navegantes: por que o prefeito de Campo Grande precisa se dar conta desse calendário de prazeres da carne – haja falta de criatividade (do blogueiro)???
Ora, porque Nelsinho Trad não teve, iniciativa ou discernimento para mandar desmontar a ‘Cidade do Natal’, plantada nos belos altos da Av. Afonso Pena, exatamente para – adivinham – festejar o Natal.
Um bonito conjunto cenográfico, a ‘Cidade’ teve dezenas de milhares de visitantes, colocou Campo Grande entre as capitais com celebração natalina criativa e, o que é muito importante, deu destinação popular, cidadã, a boa parte de um espaço público quase sempre tomado por atividades comerciais – como os malsinados ‘feirões’ de automóveis, que o distinto Ministério Público deveria simplesmente proibir.
Pois bem. O que dá pra rir dá pra chorar.
Não é que a Prefeitura – o prefeito, que é quem manda ou deveria mandar – simplesmente esqueceu a ‘Cidade do Natal’ de pé. Até a tal árvore – essa, sim, de um estonteante mau gosto – foi desmontada, mas abandonada à entrada da cidade cenográfica: displicente encenação.
Chegaram a dizer que a ‘Cidade Natal’ seria também ‘Cidade do Carnaval’ – daí não tê-la desmontado no tempo certo, o famoso 6 de janeiro, quando as donas de casas desmontam seus presépios.
Sem nenhum fanatismo religioso – já que Natal tem pouco ou nada de reverência ao nascimento de Jesus – seria meio absurdo que a ‘Cidade do Natal’ se prestasse também como cidade do carnaval, a menos que estivéssemos em Macondo (a bênção, Gabriel Garcia Marques).
Mas nem a esse duplo e confuso uso se prestou a ‘Cidade’.
A continuar lá, no próximo Natal, como panetone velho, terá perdido boa parte de seu encantamento.
É assim que o bonito fica feio, o barato sai caro e por aí afora.



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2010-04-06 11:05:16alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=175
<![CDATA[De Mário Marques para Manoel de Barros]]> Melhor que falar dos muitos atributos intelectuais deste extraordinário companheiro de viagem que é Mário Marques, é deixar que os navegantes desfrutem de seu texto tão despretensiomente mágico e reconfortante como uma brisa marinha ao cair da tarde.
Manoel de Barros merece.
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2010-04-06 10:53:33alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=174
<![CDATA[A arte de embrulhar pedras]]>
Quando preciso ensimesmar, dar aquela volta por dentro, encabrestar a língua e oxigenar o meu eu, rezo no silêncio da poesia de Manoel de Barros. Recolho-me em seus versos e começo a querer entender a alegria das pedras que rolam no quintal do poeta.

É esse exatamente o meu fazer nesta sexta-feira em que apenas cato letras para servir neste domingo, sem poder embalá-las para presente como Barros faz com as pedras, que viram ovos de páscoa em suas mãos abençoadas. De dedicado e sutil oleiro do verbo. Escultor do vernáculo, porém sem se ater religiosamente às regras gramaticais.

Sem essa tola preocupação que me atormenta se estou ou não colocando corretamente os pingos nos is. Ele pinga os is no pingo e lagartixa nas vírgulas. Como invejo e admiro sua transgressão com o modo de palavrear! Solto, leve e livre nas abas do tempo. Sem sofrer com a maldita escravidão da gramática e ortografia. Com suas confusas mudanças que mais complicam que explicam.

Mas, afinal, só ele consegue dar asas aos sapos e fazer as rãs voarem. Coitado de mim, que mal consigo dar meus pulos. Daí, para esse poeta maior, ser moleza transformar cascalho em bombom fino. E sua criação continua aprimorada prestes ele completar 95 anos de vida. Ele que veio ao mundo em 1916 no Beco da Marinha, no bairro do Porto, nesta Cuiabá quase trezentona.

Cidade onde, aliás, é pouco reverenciado pelos chamados donos da cultura local. Que se apoderam desses nichos (fundações e secretarias) e se aferram sem dó às respectivas verbas como se fossem carrapatos em lombo de anta. E ditam modas e modismos a esmo. Ficam até doce!

Falando nisso, antes que ser chamada de Capital da Copa do Pantanal, Cidade Verde, Portal da Amazônia, como já foi antes cultuada orgulhosamente e com exaltado ufanismo patrioteiro - isto é, quando desbravamento não era sinônimo de devastação ambiental -, Cuiabá, por ser berço de um poeta que fecunda poemas que prosam na umidade pantaneira, deveria ter nas suas entradas e entranhas ainda que fosse um pequeno painel, uma plaquetinha que seja afirmando: AQUI NASCEU MANOEL DE BARROS.

Quando nada, ele que mesmo aplaudido pela crítica como o maior poeta vivo da língua portuguesa contemporânea, não tem busto nem estátuas por aqui, merece a lembrança por extrair destas bandas a sua temática simples de olhar o chão. De andar curvado mirando as coisas aparentemente insignificantes e que ganham relevo e viram majestades na ponta do seu lápis (é assim que ele escreve, como se fizesse do singelo lápis um cinzel esculpindo frases sobre o papel, feito um Aleijadinho da literatura).

A sua matéria-prima literária vem com cheiro, gosto, cara e som da terra molhada do Pantanal, do nosso Pantanal que tem no rio Cuiabá/Paraguai sua principal artéria. Sangrando, infelizmente, a planura pantaneira com detritos colhidos sem tratamento adequado nas cidades plantadas em suas margens. Lixo depurado pela poesia do bom Manoel. Ainda bem!

É, pois, a partir daqui que Manoel de Barros se universaliza em pé de igualdade com outros grandes na moldagem do idioma, mestres na transmutação da palavra em imagens ímpares. Fazendo o mesmo com as imagens, que eles reviram pelo avesso, reencarnadas em verso e prosa.

Forjando beleza na simplicidade. É com essa forma que Deus fabricou a poucos, que Manoel de Barros se funde no mesmo barro de que foi feito Carlos Drummond de Andrade, Thiago de Mello, Cora Coralina ou Fernando Pessoa em seus delírios pelas ruas de Lisboa. Quando sentava versos nas praças.
---xx---
Mário Marques de Almeida é diretor do site e jornal Página Única. mario@paginaunica.com.br

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2010-04-06 10:36:08alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=173
<![CDATA[Homem de palavra: Ivan vende e entrega]]> O apoio do PTB de Mato Grosso do Sul ao governador André Puccinelli, na busca de renovar seu (dele) mandato, estava tão claro, nego$$iado e definido, que sua enviesada oficialização nem chega a ser um acontecimento.
Por toda$ as razões$, é um desacontecimento.
Navegantes aqui do blog já sabiam, há dias, que o apoio do PTB estadual a Puccinelli estava nego$$iado. Que a única hipótese de se reverter a coisa estaria na remota possibilidade do pândego presidente regional petebista, Ivan Louzada, não entregar a encomenda.
Mas Louzada, sabe-se agora, é homem de palavra. Ainda que seu nome remeta, só por afinidade de grafologia, a lousa, quadro negro, palavra escrita, nem precisa escrever o que o “nosso” (de vocês) Ivan, o terrível, promete. Vê-se agora que não seria jamais homem de vender e não entregar.
Desaconteceu. Porque nesta sexta-feira (09/04) só se confirmou o que já havia acontecido. Por isso André Puccinelli já dizia na quinta-feira que “dava risada” ante as decantadas incursões de Zeca do PT para cooptar o apoio do PTB.
O bisonho episódio seria só mais um desacontecimento, não fosse um capítulo tragicômico – mais pra tragédia que pra comédia, claro – da política sul-mato-grossense e brasileira.
Dá pra começar com uma perguntinha óbvia: quem é esse Ivan Louzada, de repente erigido à condição de personalidade política estadual? Do ponto de vista político, ninguém. Até herdar, por meandros mais ou menos pantanosos, a direção estadual de um PTB instrumentado como legenda de aluguel, balcão de negócios ou coisa assim.
Pois não é de ver que os desacontecimentos – patrocinados e promovidos, é claro, por todas a “lideranças” políticas tradicionais, seja por ação ou omissão – promoveram Ivan Louzada, ainda que por vias tortuosas e caminhos escabrosos, a personalidade da política estadual.
Daqui a meses, depois das próximas eleições ou, quem sabe, daqui a dois ou três verões, ninguém mais saberá quem foi ou terá sido esse ‘terrível’ Ivan Louzada. Não por gosto, ele já terá soltado o rabo do cometa Roberto Jefferson, onde se dependurou numa ‘carona’ arranjada a repulsivos empurrões, dizem.
Em favor (?) de Ivan Louzada diga-se: figuras assim só surgem porque a Política é, cada vez mais, um ‘jogo’ – crescentemente sujo – de interesses e conveniências que se expõem com ainda maior cinismo às vésperas da corrida às urnas, às portas das eleições.
Nem vale a pena entrar no (de)mérito da ‘avaliação’ feita por Ivan e sua hor... ops.. seu staff burocrático-partidário sobre as ofertas de Zeca e Puccinelli: Porque altruísta, idealista e... ‘andrezista’, Ivan, o terrível guaicuru, aceitou a promessa de André, flagrantemente mais modesta (‘mesquinha’ seria o termo) que a de Zeca do PT.
A tibieza (o blog hoje tá abusado mesmo, e tibieza não tem nada a ver com tíbia) dos políticos com estrada e militância, a frouxidão de princípios éticos e uma legislação eleitoral que tenta, grotescamente, definir a liturgia da reza no prostíbulo, permitem que ‘fenômenos políticos’ como Ivan – e ele é só o mais visível, o mais ‘importante’ do momento – surjam do ‘nada’ em que se transformou o território da política com ‘p’ minúsculo.
Senhoras e senhores navegantes, outros capítulos ‘espantosos’ foram escritos nos últimos dias na política sul-mato-grossense: do ‘comovente’ escárnio público a que se submete o vice-governador Murilo Zauith (em troca de uma remotíssima possibilidade de virar senador) à negociação – que estava quase ‘gorada’ e que pode ser requentada – que ‘importou’ David Soares (ministro da Igreja da Graça e filho seu líder R.R.Soares) com a promessa de suplência do senador petista Delcídio Amaral.
Por aí se vê que, lamentavelmente, Ivan Louzada não é ‘fenômeno de geração espontânea’, mas fruto de circunstâncias bastante ‘objetivas’.



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2010-04-09 16:36:24alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=176
<![CDATA[Panorama visto da ponte]]> Graças à Internet, me informo em ‘tempo real’ sobre o desempenho de Zeca e de André, ainda me espanto (como o Brasil todo) com as ‘descambadas’ emocionais do atual governador e, como qualquer mortal que tenha ‘sobrevoado’ Mato Grosso do Sul, já estou mais que acostumado com as ‘negaças’ e ‘meneios’ entre senador petista (?) Delcídio Amaral e Zeca do PT.
Nos fins de semana, quando retorno à base para realimentar o espírito no convívio com meu pai – 95 anos de uma lucidez cada vez mais resplandecente – me abasteço de algumas informações dos bastidores políticos e dos arraiais eleitorais. É de arrepiar.
Tinha decidido que não voltaria a esse espaço blogueiro até que terminasse a disputa eleitoral. Só que não dá pra resistir. A autofagia em territórios petistas – à frente a mútua e indisfarçável repulsa entre Zeca e Delcídio –, a arrogância que beira a insanidade nos campos peemedebistas, a insolência dos que jamais tiveram mandato, mas sempre mandaram muito, ‘faturando’ fortunas dos sujos bastidores políticos (que ‘condenam’ com o sórdido cinismo), me chamam de volta a esse espaço.
Sem qualquer arrogância, mas também sem falsa modéstia, tenho mais serviço prestado a Mato Grosso do Sul do que muita gente com mandato e tudo. Como sei escrever e não tenho compromisso eleitoral com ‘a’ ou ‘b’, vou me empenhar em fazer uma ‘radiografia’ do processo eleitoral do Estado com a tranquilidade bem ao estilo de ‘panorama visto da ponte’.
Exemplo? Não seria bom se o eleitor soubesse mais sobre esse negócio de ‘amarelou’ pra cá, ‘amarelou’ pra lá? Será que o termo certo não seria ‘esverdeou’?
Não é estimulante?
Inté.


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2010-08-04 16:12:39alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=178
<![CDATA[A cabroeira está voltando]]> Tremei, terra de Zé Antônio Pereira. E de tantos outros ‘zés’, muitos ‘totonhos’, incontáveis ‘pereiras’. E muitíssimos “manés”, dentre os quais o blogueiro se inclui, ainda que muito a contragosto.
Samir Mullah N’mbo, Antão Cançado, P. Dante Scot, Gastão Hilário Buonavitta, Máximo Pinto e Cássia Paca Nobre retomam suas atividades nos próximos dias aqui no território ‘malvisto’ e ‘maldito’ do ‘blog’ mais improdutivo do Centro-Oeste.
Como diria uma das figuras mais delirantemente ‘humildes’ dessas praguejadas plagas, daqui HÁ mais uns dias (assim mesmo, a figura escreve algo como “daqui HÁ pouco embarco para...”) o blog estará ‘nauvegando’ aos quatro ventos. Livre, leve e solto.
Na opinião de Máximo Pinto, o urologista moçambicano que presa a língua do colonizador, alguém que escreve ‘daqui há pouco eu vou’ não conhece nem o ‘portuga’ da padaria.
Mas isso é tema para ‘tremer’ depois.
Por agora, é só o prenúncio da grande hecatombe.

E a montanha parirá um ratinho.

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2010-08-04 10:08:01alexandre@assistence.com.brhttp://www.blogdooscar.com.br/resultRSS.php?Blog=177