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Campo Grande/MS, 06 de Fevereiro 2012
   
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Oscar VAI, sem pestanejar, com os que manejam os mortíferos canhões do bom senso contra a predatória expansão imobiliária na Capital.



Oscar NÃO vai, nem puxado a guindaste, com os falsos puros que, engordados nos cochos da corrupção, se postam de vestais...paridas.
Postado por   Oscar Gaspar |  04/08/2010 | 16:12:39
Panorama visto da ponte
Como não me convidaram para a ‘festa’ (mais uns dias e eu conto por que), acompanho a campanha de Zeca do PT meio à distância, ocupado que ando com a performance eleitoral de outro grande amigo, o tucano Wilson Santos, ex-prefeito de Cuiabá e candidato a governador de Mato Grosso por uma ampla coligação.
Graças à Internet, me informo em ‘tempo real’ sobre o desempenho de Zeca e de André, ainda me espanto (como o Brasil todo) com as ‘descambadas’ emocionais do atual governador e, como qualquer mortal que tenha ‘sobrevoado’ Mato Grosso do Sul, já estou mais que acostumado com as ‘negaças’ e ‘meneios’ entre senador petista (?) Delcídio Amaral e Zeca do PT.
Nos fins de semana, quando retorno à base para realimentar o espírito no convívio com meu pai – 95 anos de uma lucidez cada vez mais resplandecente – me abasteço de algumas informações dos bastidores políticos e dos arraiais eleitorais. É de arrepiar.
Tinha decidido que não voltaria a esse espaço blogueiro até que terminasse a disputa eleitoral. Só que não dá pra resistir. A autofagia em territórios petistas – à frente a mútua e indisfarçável repulsa entre Zeca e Delcídio –, a arrogância que beira a insanidade nos campos peemedebistas, a insolência dos que jamais tiveram mandato, mas sempre mandaram muito, ‘faturando’ fortunas dos sujos bastidores políticos (que ‘condenam’ com o sórdido cinismo), me chamam de volta a esse espaço.
Sem qualquer arrogância, mas também sem falsa modéstia, tenho mais serviço prestado a Mato Grosso do Sul do que muita gente com mandato e tudo. Como sei escrever e não tenho compromisso eleitoral com ‘a’ ou ‘b’, vou me empenhar em fazer uma ‘radiografia’ do processo eleitoral do Estado com a tranquilidade bem ao estilo de ‘panorama visto da ponte’.
Exemplo? Não seria bom se o eleitor soubesse mais sobre esse negócio de ‘amarelou’ pra cá, ‘amarelou’ pra lá? Será que o termo certo não seria ‘esverdeou’?
Não é estimulante?
Inté.


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Postado por   Oscar Gaspar |  04/08/2010 | 10:08:01
A cabroeira está voltando

Tremei, terra de Zé Antônio Pereira. E de tantos outros ‘zés’, muitos ‘totonhos’, incontáveis ‘pereiras’. E muitíssimos “manés”, dentre os quais o blogueiro se inclui, ainda que muito a contragosto.
Samir Mullah N’mbo, Antão Cançado, P. Dante Scot, Gastão Hilário Buonavitta, Máximo Pinto e Cássia Paca Nobre retomam suas atividades nos próximos dias aqui no território ‘malvisto’ e ‘maldito’ do ‘blog’ mais improdutivo do Centro-Oeste.
Como diria uma das figuras mais delirantemente ‘humildes’ dessas praguejadas plagas, daqui HÁ mais uns dias (assim mesmo, a figura escreve algo como “daqui HÁ pouco embarco para...”) o blog estará ‘nauvegando’ aos quatro ventos. Livre, leve e solto.
Na opinião de Máximo Pinto, o urologista moçambicano que presa a língua do colonizador, alguém que escreve ‘daqui há pouco eu vou’ não conhece nem o ‘portuga’ da padaria.
Mas isso é tema para ‘tremer’ depois.
Por agora, é só o prenúncio da grande hecatombe.

E a montanha parirá um ratinho.

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Postado por   Oscar Gaspar |  09/04/2010 | 16:36:24
Homem de palavra: Ivan vende e entrega
Aconteceu. Ou melhor: desaconteceu. Com o perdão de Manoel de Barros, por citá-lo em local tão impróprio.
O apoio do PTB de Mato Grosso do Sul ao governador André Puccinelli, na busca de renovar seu (dele) mandato, estava tão claro, nego$$iado e definido, que sua enviesada oficialização nem chega a ser um acontecimento.
Por toda$ as razões$, é um desacontecimento.
Navegantes aqui do blog já sabiam, há dias, que o apoio do PTB estadual a Puccinelli estava nego$$iado. Que a única hipótese de se reverter a coisa estaria na remota possibilidade do pândego presidente regional petebista, Ivan Louzada, não entregar a encomenda.
Mas Louzada, sabe-se agora, é homem de palavra. Ainda que seu nome remeta, só por afinidade de grafologia, a lousa, quadro negro, palavra escrita, nem precisa escrever o que o “nosso” (de vocês) Ivan, o terrível, promete. Vê-se agora que não seria jamais homem de vender e não entregar.
Desaconteceu. Porque nesta sexta-feira (09/04) só se confirmou o que já havia acontecido. Por isso André Puccinelli já dizia na quinta-feira que “dava risada” ante as decantadas incursões de Zeca do PT para cooptar o apoio do PTB.
O bisonho episódio seria só mais um desacontecimento, não fosse um capítulo tragicômico – mais pra tragédia que pra comédia, claro – da política sul-mato-grossense e brasileira.
Dá pra começar com uma perguntinha óbvia: quem é esse Ivan Louzada, de repente erigido à condição de personalidade política estadual? Do ponto de vista político, ninguém. Até herdar, por meandros mais ou menos pantanosos, a direção estadual de um PTB instrumentado como legenda de aluguel, balcão de negócios ou coisa assim.
Pois não é de ver que os desacontecimentos – patrocinados e promovidos, é claro, por todas a “lideranças” políticas tradicionais, seja por ação ou omissão – promoveram Ivan Louzada, ainda que por vias tortuosas e caminhos escabrosos, a personalidade da política estadual.
Daqui a meses, depois das próximas eleições ou, quem sabe, daqui a dois ou três verões, ninguém mais saberá quem foi ou terá sido esse ‘terrível’ Ivan Louzada. Não por gosto, ele já terá soltado o rabo do cometa Roberto Jefferson, onde se dependurou numa ‘carona’ arranjada a repulsivos empurrões, dizem.
Em favor (?) de Ivan Louzada diga-se: figuras assim só surgem porque a Política é, cada vez mais, um ‘jogo’ – crescentemente sujo – de interesses e conveniências que se expõem com ainda maior cinismo às vésperas da corrida às urnas, às portas das eleições.
Nem vale a pena entrar no (de)mérito da ‘avaliação’ feita por Ivan e sua hor... ops.. seu staff burocrático-partidário sobre as ofertas de Zeca e Puccinelli: Porque altruísta, idealista e... ‘andrezista’, Ivan, o terrível guaicuru, aceitou a promessa de André, flagrantemente mais modesta (‘mesquinha’ seria o termo) que a de Zeca do PT.
A tibieza (o blog hoje tá abusado mesmo, e tibieza não tem nada a ver com tíbia) dos políticos com estrada e militância, a frouxidão de princípios éticos e uma legislação eleitoral que tenta, grotescamente, definir a liturgia da reza no prostíbulo, permitem que ‘fenômenos políticos’ como Ivan – e ele é só o mais visível, o mais ‘importante’ do momento – surjam do ‘nada’ em que se transformou o território da política com ‘p’ minúsculo.
Senhoras e senhores navegantes, outros capítulos ‘espantosos’ foram escritos nos últimos dias na política sul-mato-grossense: do ‘comovente’ escárnio público a que se submete o vice-governador Murilo Zauith (em troca de uma remotíssima possibilidade de virar senador) à negociação – que estava quase ‘gorada’ e que pode ser requentada – que ‘importou’ David Soares (ministro da Igreja da Graça e filho seu líder R.R.Soares) com a promessa de suplência do senador petista Delcídio Amaral.
Por aí se vê que, lamentavelmente, Ivan Louzada não é ‘fenômeno de geração espontânea’, mas fruto de circunstâncias bastante ‘objetivas’.



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Postado por   Oscar Gaspar |  06/04/2010 | 11:05:16
A Cidade esquecida
Alguém precisa dizer, com urgência, para o prefeito Nelsinho Trad que só há um consumo desbragado de panetone no Natal porque o produto não é encontrado o ano todo; que os ovos de chocolate só vendem tanto e cada vez mais porque são astuciosamente associados à Páscoa; que o Carnaval só pára o Brasil – e atrai hordas invasoras de turistas estrangeiros – porque tem um período mais ou menos fixo. Sem bem que, nesse caso, há uma langorosa e tolerante elasticidade.
Perguntarão os navegantes: por que o prefeito de Campo Grande precisa se dar conta desse calendário de prazeres da carne – haja falta de criatividade (do blogueiro)???
Ora, porque Nelsinho Trad não teve, iniciativa ou discernimento para mandar desmontar a ‘Cidade do Natal’, plantada nos belos altos da Av. Afonso Pena, exatamente para – adivinham – festejar o Natal.
Um bonito conjunto cenográfico, a ‘Cidade’ teve dezenas de milhares de visitantes, colocou Campo Grande entre as capitais com celebração natalina criativa e, o que é muito importante, deu destinação popular, cidadã, a boa parte de um espaço público quase sempre tomado por atividades comerciais – como os malsinados ‘feirões’ de automóveis, que o distinto Ministério Público deveria simplesmente proibir.
Pois bem. O que dá pra rir dá pra chorar.
Não é que a Prefeitura – o prefeito, que é quem manda ou deveria mandar – simplesmente esqueceu a ‘Cidade do Natal’ de pé. Até a tal árvore – essa, sim, de um estonteante mau gosto – foi desmontada, mas abandonada à entrada da cidade cenográfica: displicente encenação.
Chegaram a dizer que a ‘Cidade Natal’ seria também ‘Cidade do Carnaval’ – daí não tê-la desmontado no tempo certo, o famoso 6 de janeiro, quando as donas de casas desmontam seus presépios.
Sem nenhum fanatismo religioso – já que Natal tem pouco ou nada de reverência ao nascimento de Jesus – seria meio absurdo que a ‘Cidade do Natal’ se prestasse também como cidade do carnaval, a menos que estivéssemos em Macondo (a bênção, Gabriel Garcia Marques).
Mas nem a esse duplo e confuso uso se prestou a ‘Cidade’.
A continuar lá, no próximo Natal, como panetone velho, terá perdido boa parte de seu encantamento.
É assim que o bonito fica feio, o barato sai caro e por aí afora.



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Postado por   Oscar Gaspar |  06/04/2010 | 10:53:33
De Mário Marques para Manoel de Barros
Douradense de nascimento, cuiabano de coração, o jornalista Mário Marques de Almeida faz com este inspiradíssimo ‘A arte de embrulhar pedras’ (veja o post abaixo) uma referência – e uma bela reverência – ao poeta Manoel de Barros.
Melhor que falar dos muitos atributos intelectuais deste extraordinário companheiro de viagem que é Mário Marques, é deixar que os navegantes desfrutem de seu texto tão despretensiomente mágico e reconfortante como uma brisa marinha ao cair da tarde.
Manoel de Barros merece.
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Em sua opinião, quais das medidas seriam mais pedagógicas contra a corrupção:
Criar mecanismo legal que obrigue todos políticos que exerçam ou tenham exercido mandato, em qualquer instância ou esfera, abrir o histórico da formação de seu patrimônio nos últimos vinte anos.
Conferir independência aos Tribunais de Contas em relação ao Legislativo, para que tenham autonomia constitucional efetiva.
Modernizar a Lei para que valores usurpados sejam logo confiscados e transformados em recursos para o combate à corrupção.
Nenhuma delas.
 
 
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