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Campo Grande/MS, 09 de Setembro 2010
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Postado por
Oscar Gaspar |
02/03/2010 |
10:42:46
PTB, autoestima e automóvel
O PTB de Mato Grosso do Sul, dizem, ainda estaria no tal ‘movimento pendular’ (citado no post ‘PTB, atacado e varejo’).
Ainda que seu presidente Ivan Louzada tenha negociado intensamente (!!!) com o governador André Puccinelli na semana passada, há uma conversa agendada com o ex-governador Zeca do PT para os próximos dias. Em viagem relâmpago a Brasília na semana passada, Louzada teria recebido do presidente Roberto Jefferson, o hábil, sinal verde e carta branca para negociar – esse é o verbo com todos os significados – a coligação. A conversa com André Puccinelli teria propiciado a Louzada uma incontida alegria. Reinstalado na condição de interlocutor importante no processo pré-eleitoral, o presidente regional do PTB também teria recuperado a autoestima, agora trafegando a bordo de um automóvel top. O encontro agendado com Zeca do PT terá, a pedido deste, a presença da Executiva regional petebista. Que, obviamente, não deve caber no reluzente top de linha do presidente Louzada.
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Oscar Gaspar |
02/03/2010 |
10:40:28
Tratamento camarada
Responsabilizado por usar ilegalmente R$ 8.500,00 da Câmara Federal para custear impressão de propaganda pessoal – com a qual pretende bater seu correligionário, senador Walter Pereira, em prévia que definirá o candidato do PMDB de Mato Grosso do Sul ao Senado – o deputado Waldemir Moka mereceu tratamento ‘vip’ da imprensa estadual em relação ao episódio. Coisa de camaradagem mesmo. Moka é um bom camarada, dizem os coleguinhas da mídia em geral.
Tão marcante quanto a solícita condescendência da mídia estadual que de fato conta foi o ‘contorcionismo verbal’ da assessoria do parlamentar, ao buscar transferir a responsabilidade pelo deslize também “verbal” – neste caso aqui, relativo à verba, recurso... – à Câmara Federal. Pelo sim, pelo não, pelos que ficam e pelos que vão, o corregedor-geral da Câmara, deputado ACM Neto (DEM/BA) lembrou que a devolução do dinheiro ilegalmente gasto não implica na automática suspensão da denúncia por crime eleitoral. O senador Walter Pereira, acossado por Moka para ceder-lhe o lugar na disputa pelo Senado, deve estar acompanhando tudo com ‘solidária’ atenção.
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Oscar Gaspar |
02/03/2010 |
10:33:53
Adeus, Heráclito
Não sou dado a necrológios, essas peças fúnebres com uma incontida queda para a hipocrisia.
Por isso, em respeito à memória de Heráclito Figueiredo, engenheiro e ex-prefeito de Campo Grande falecido na segunda-feira, 1° de março, direi apenas que se tratava de um homem de caráter exemplar, de uma solidariedade discreta, mas eficaz, confortadora. Tive o privilégio de conviver com Heráclito Figueiredo. Por isso rendo a seus familiares o me preito de solidariedade cristã, e à memória de Heráclito, a expressão de minha permanente reverência.
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Oscar Gaspar |
01/03/2010 |
10:59:33
PTB, atacado e varejo
Roberto Jefferson, o habilidoso presidente nacional do PTB, anunciou no final de semana o apoio de seu partido à candidatura tucana – seja Serra ou Aécio – à Presidência da República.
Em entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’, Jefferson, o hábil, fez questão de deixar portas e varandas abertas: “Como a coligação nacional não obriga as (executivas) regionais a seguirem o mesmo caminho, posso construir aliança com cautela e não interferir nas questões locais”, proclama Roberto Jefferson, assim mesmo, com angelical naturalidade. Para quem entende um mínimo das espertezas nada angelicais, aí está uma evidência do ‘balcão’ em que se negociam o ‘tempo de tevê’ de partidos que, mesmo sem qualquer densidade eleitoral, têm preciosos minutos, mais valiosos segundos, para se ‘cacifar’ como parceiros de primeira grandeza. Jefferson coliga seu PTB na ‘cabeça’, mas libera as ‘filiais’ nos estados para negociar com quem der...ops, com o partido que apresente a proposta mais condizente com os altos ideais petebistas. Ainda que afirme, na mesma entrevista ao ‘Estadão’, que o PSDB terá o apoio de seu PTB em estados como Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Roberto Jefferson sabe o quanto vale a sigla no ‘varejão’. E tem orientado seu pupilo para seguir negociando... ou negaceando. Em Mato Grosso do Sul, conforme já dito e redito aqui no blog, o PTB, presidido por Ivan Louzada – discípulo de Jefferson, a quem dedica fidelidade e canina, e de quem recebe, por compensação, carta branca para ‘negociar’ – fez prolongado movimento pendular entre André Puccinelli e Zeca do PT ... Até que, em meados da semana passada, depois de uma rápida viagem de Louzada a Brasília, parece ter se definido por Puccinelli. Parece. Mas essa uma história que o blog contará em breve.
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Oscar Gaspar |
01/03/2010 |
10:56:06
Dilma paga o PACto
Epidemia de dengue se ampliando às centenas de novos casos por dia, agentes de saúde prometendo greve quando a guerra contra o mosquito mais precisa deles, o castigo das chuvas ampliando a devastação em vias importantes de Campo Grande, a rodoviária inaugurada há um mês já carecendo de ‘remendo’ urgente – alguém aí tem dúvida de que o prefeito Nelsinho Trad vive o chamado ‘inferno astral’?
Isso enquanto o homem ainda se recupera de um sério problema de coluna. Porém – e na vida, inclusive dos políticos, há sempre um porém – o prefeito peemedebista de Campo Grande deve estar sendo movido, em boa parte, pela especialíssima deferência com que vem sendo tratado pelo Planalto – leia-se presidente Lula e ministra Dilma Roussef – desde que proclamou seu apoio à candidatura presidencial da czarina planaltina. Tratado por Dilma como cabo eleitoral de primeira grandeza, o médico-prefeito Trad Filho pode até se atormentar com tantos e tão grandes problemas domésticos – incluindo-se aí as péssimas condições de atendimento da rede pública de saúde. Mas o antídoto eficaz agora está à mão: em política não há mal que o um bom afago no ego não cure. Especialmente quando vem com o complemento de investimentos garantidos e verbas emergenciais asseguradas. Nós sabemos quem paga o pato. Ou melhor, o PACto.
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