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Campo Grande/MS, 09 de Setembro 2010
   
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Oscar VAI, sem pestanejar, com os que manejam os mortíferos canhões do bom senso contra a predatória expansão imobiliária na Capital.



Oscar NÃO vai, nem puxado a guindaste, com os falsos puros que, engordados nos cochos da corrupção, se postam de vestais...paridas.
Postado por   Oscar Gaspar |  09/03/2010 | 13:30:14
Drops de troco
1. Em pouco tempo de exposição na mídia, onde foi exposto e dissecado como potencial candidato a qualquer cargo e por qualquer partido, o juiz federal Odilon de Oliveira teve oportunidade de medir a distância oceânica entre o tratamento dispensado pela dita mídia a magistrados e aquele dado a políticos.
Até ontem reverenciado com ‘Juiz Federal Doutor Odilon de Oliveira’, repentinamente o magistrado foi reduzido a simples Odilon, com uma informalidade que é tanto mais ‘folgada’ quanto mais gaiato – e quase sempre absolutamente ineficaz – o ‘cabo eleitoral’.
Portanto, se optar por seguir sua carreira de magistrado, Odilon de Oliveira terá um trabalhão para enquadrar, pedagogicamente, os muitos ‘amigos íntimos’ que arranjou no breve percurso político.

2. A conversa de Zeca do PT com as lideranças estaduais do PTB, à frente o presidente regional Ivan Louzada, caminhava para um fechamento considerado produtivo e proveitoso pelas partes, ainda que nada pudesse ser conclusivo, claro.
Eis que, senão quando, um assessor de Zeca pediu a palavra quando nada mais havia a tratar. Por um triz a coisa não desandou.
A inoportuna intervenção serviu, pelo menos, para reforçar a posição de Ivan Louzada junto a seus liderados.
Eles festejaram a firmeza com que Louzada saiu em defesa dos, digamos, propósitos petebistas.

3. Pré-candidato tucano ao governo de Mato Grosso, Wilson Santos, prefeito de Cuiabá em segundo mandato, é primo de Eraldo Jorge Leite, ex-prefeito de Jateí, e tem familiares espalhados pelo sul de Mato Grosso do Sul.
De origem humilde, professor de História com uma pós-graduação em Gestão Pública na USP, Wilson Santos gosta do debate, mas se espantou com o tom que o governador André Puccinelli adotou na disputa entre Campo Grande e Cuiabá por uma subsede da Copa 2014.
Depois da vitória de Cuiabá, chegou a escrever um artigo sugerindo a Puccinelli que fosse ‘txupar manga’.
Ainda que sobre isso não abra o bico nem sob tortura, Wilson torce por Zeca do PT.

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Postado por   Oscar Gaspar |  09/03/2010 | 13:28:53
Valfrido Silva e seu bisturi
O blog do competente jornalista Valfrido Silva – www.valfridosilva.com – se consolida, a cada dia, como o instrumento mais eficaz para medir o pulso da política – e tudo é política, já dizia o Brecht – de Dourados.
Dono de um texto com a cortante eficácia de um bisturi, Valfrido Silva faz, neste momento, cirurgia – ou seria necropsia – meticulosa e profunda na administração (?) do prefeito Ari Artuzi.
Líder estadual absoluto em número de comentários sobre seus ‘posts’, o blog de Valfrido Silva é um estuário das mais diversas e divergentes opiniões, conferindo-lhes a audiência que de outra forma nunca teriam.
Muitas vezes essas opiniões pouco ou nada tem a ver com o assunto que ‘comentam’. Isso é o de menos. E, talvez, seja até o ‘de mais’, pois qualquer assunto valfridiano é tema para muitos comentários diretos ou paralelos. Liberdade na web é isso.
O mais importante, porém, é que Valfrido Silva escreve como poucos, tem coragem para opinar e independência para bater de frente com pretensos poderosos. Ou com os pretensiosos do ‘poder’.
Pior para o Artuzi.
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Postado por   Oscar Gaspar |  08/03/2010 | 12:45:29
O blog profetiza: Odilon não disputa governo
Não é por nada, não, mas da planície da humildade de quem só usa o senso comum e nada mais, o blog afirma: é de uma em um milhão a chance de que o celebrado juiz federal Odilon de Oliveira saia candidato a governador por um partido ‘grande’ como o PSDB, por exemplo.
Já em relação a partidos ‘intermediários’ ou ‘medianos’ – PTB, por exemplo – essas chances ‘aumentam’ um pouco: uma em 990 mil, vá lá.
Não estão em julgamento, nessa ‘premonição’, os méritos do meritíssimo Odilon de Oliveira – como juiz e cidadão, já que como político ele nem sequer é, ainda, um iniciante. A ‘profecia’, assim com tanta certeza, se baseia no pragmatismo, na realidade do mundo político-eleitoral concreto. Exemplo?
Até as velhinhas de Taubaté – morreram? – e as criancinhas da catequese da paróquia de Nioaque sabem que não tem campanha eleitoral sem ‘caixa dois’. Isso ninguém discute. Agora imaginemos o meritíssimo Odilon de Oliveira candidato a governador de Mato Grosso do Sul pelo PSDB e um emissário da campanha de Zé Serra avisando o candidato estadual de que um emissário “chega de São Paulo às tantas com tantos milhões de reais para sua campanha...” – por favor, isso é só uma futurologia com base na realidade ‘eleitoral’ do Brasil. Não vá o doutor juiz supor que eu seria louco de inventar uma denúncia no mercado futuro.
Serra – ou Dilma ou seja lá quem for ou fosse – teria coragem ou ‘abertura’ para tratar desse assunto (tão corriqueiro em política eleitoral) com Odilon??? Claro que não, né. Vai que o homem esqueça que está na rinha eleitoral e prenda o emissário em flagrante...
Já no outro espectro, o dos partidos medianos, os senões seriam de outra ordem. No PTB, por exemplo, Odilon de Oliveira deveria ter muitas dificuldades éticas para se acomodar como liderado de Roberto Jefferson, o hábil, que até hoje não disse onde estariam os R$ 5 milhões que confessou ter recebido via ‘mensalão’.
Quanto a iniciar sua carreira política a bordo de um partido nanico, Odilon de Oliveira sabe que aí a vida não seria fácil. Ao contrário do que ocorre no Judiciário e noutras carreiras, como a acadêmica, em política o paradigma não é o mérito, mas uma série de outros ‘fatores’, na verdade um ‘mix’ onde fica difícil separar virtudes de artifícios, artimanhas de qualidades, e outras coisinhas mais.
E ainda: por mais que lideranças políticas – não a turma do oba-oba, que não tem voto nem nunca terá – ‘celebrem’ o prenúncio do advento (é isso mesmo) do possível ingresso de Odilon de Oliveira na política partidária, na verdade essas lideranças não o querem lavrando em sua (delas) seara. Nada, nem mesmo o Judiciário, é tão corporativista como a ‘nobre classe política’.
Eles podem até acenar, por razões óbvias ou por motivos não tão explícitos, para esse que, por agora, ainda é o temido juiz federal Odilon de Oliveira. No momento em que, despojado da toga e da caneta ‘sentenciosa’, ele virar um ‘igual’ na terra do vale-tudo da política eleitoral, será tratado como alguém que entrou no ônibus agora e já quer a janela, como diria Romário.
Odilon de Oliveira sabe disso e de muitas outras coisas. Como, por exemplo, o desafio de fazer campanha sem o aparato de segurança da Polícia Federal, a que tem direito hoje, como magistrado que pôs na cadeia dezenas de bandidos, dentre alguns ‘capos’ notórios.


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Postado por   Oscar Gaspar |  08/03/2010 | 12:37:59
Corrida maluca

Disso todos já sabem: Waldemir Moka venceu a ‘corrida maluca’ das ‘prévias’ do PMDB – com a feia trombada final acelerada por acusação de compra de voto etc e tal – para escolher seu candidato ao Senado.
Com larga vantagem sobre o senador Walter Pereira, Moka tirou-lhe a tal ‘candidatura natural’ – que não existe de direito.
Para Moka e seu grupo – que inclui o governador André Puccinelli, o prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad e praticamente todos os ‘notáveis e notórios’ do partido, uma vitória interna sem benefícios diretos, a não ser o de inflar egos já prestes a explodir.
Para o PMDB, contudo, a ‘corrida maluca’ provoca perdas. Não só expondo ao distinto público votante as dissensões e os rachas internos do partido, mas por significar risco potencial de migração de votos descontentes, magoados e discriminados para outros partidos.
Embora, como diria Tancredo Neves – ou foi outro mineiro qualquer? –, política seja como nuvem (você tira olho e no instante seguinte ela já mudou de formato), no momento o senador Delcídio Amaral (PT) e o deputado federal pedetista Dagoberto Nogueira, pré-candidato ao Senado, têm direito de comemorar a trombada entre os concorrentes da mesma escuderia.
Mesmo que oficialmente o senador Walter Pereira acabe assimilando a derrota, certamente não terá motivação para evitar a migração de parte de seu eleitorado – o resultado das prévias permite projetar que esteja em torno de trinta por cento dos peemedebistas – ‘puna’ Moka votando em outros candidatos ao Senado. Eleitor despeitado é fera solta...


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Postado por   Oscar Gaspar |  08/03/2010 | 12:34:04
Ataque preventivo
Também do lado da coligação – ainda informal – entre PT e PDT se não há risco de trombadas, há indícios claros de que ‘pilotos’ reclamam do prenúncio de privilégios a adversários ainda na fase de preparação dos carros.
O senador Delcídio Amaral registrou, com veemência, seu ‘desconforto’ por não ter sido consultado pelo partido sobre a indicação do nome de dona Gilda dos Santos, esposa de Zeca do PT, como candidata a suplente do pedetista Dagoberto Nogueira na disputa pelo Senado.
Delcídio teme que, tendo em sua chapa a esposa do candidato da coligação a governador, Dagoberto Nogueira possa largar em condições mais favoráveis, com tanque cheio, pneus diferenciados etc e tal. Ou, então, contar, no mínimo, com uma assistência mais ‘eficaz’ da equipe, a cada pit stop – para continuar com a figura da Fórmula 1.
Há quem diga que o lamento de Delcídio não passa do exercício de seu ‘direito de chorar’. Com a reeleição praticamente assegurada, de acordo com todas as pesquisas, o senador corumbaense seria desses pilotos que a equipe não tem como deixar em segundo plano.
Pelo sim, pelo não, Zeca do PT, o chefe de equipe, tem recomendado todo cuidado para não arranhar a carenagem do ‘bólido’ Delcídio.
Entre o fã-clube de Delcídio a opinião é de que o senador fez um ‘ataque preventivo’: melhor gritar agora, quando os motores ainda não foram ligados e o protesto ainda pode ser ouvido.
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Em sua opinião, quais das medidas seriam mais pedagógicas contra a corrupção:
Criar mecanismo legal que obrigue todos políticos que exerçam ou tenham exercido mandato, em qualquer instância ou esfera, abrir o histórico da formação de seu patrimônio nos últimos vinte anos.
Conferir independência aos Tribunais de Contas em relação ao Legislativo, para que tenham autonomia constitucional efetiva.
Modernizar a Lei para que valores usurpados sejam logo confiscados e transformados em recursos para o combate à corrupção.
Nenhuma delas.
 
 
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