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Campo Grande/MS, 09 de Setembro 2010
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Postado por
Oscar Gaspar |
22/03/2010 |
11:37:50
PTB, carros e caronas
Com pelos menos dois reluzentes carros top de linha congestionando as conversas na ‘cúpula’ do PTB regional, o partido pode entrar para a crônica da próxima eleição em Mato Grosso do Sul como uma estabanada – mas espertíssima, dizem – versão contemporânea do ‘Samba do crioulo doido’, do saudoso Stanislaw Ponte Preta.
Dileto ‘afilhado’ de Roberto Jefferson, o hábil, Ivan Louzada abriu ‘conversas’ com Zeca do PT e com André Puccinelli, como seria conveniente a um partido que está na praça com a principal ‘mercadoria’ – alguns minutos de tevê. Só que dentro do próprio PTB, especialmente entre lideranças com potencial de voto, circula a suspeita de que Louzada não teria contado o principal: o presidente não ‘abriu’ pra ninguém que já ‘fechou’ com Puccinelli, dizem petebistas mais afobados. Essa versão da “venda” já firmada no mercado futuro ganha tempero de pimenta e açafrão com os dois carros top, a bordo dos quais Ivan Louzada e seu filho e assessor jurídico do PTB, Sérgio Louzada – esse negócio de nepotismo precisa ser cultivado ainda nas bases partidárias, ensina o filósofo Jefferson, não o Thomas, mas o Roberto – passaram a circular. A correligionários curiosos, interessados em identificar a origem das possantes máquinas, Ivan Louzada diz que a família adquiriu os carros com dinheiro que seu filho e assessor Sérgio ganhou como advogado de uma “boa causa”. Pois não é de ver que os ‘abelhudos’ – com ferrão e tudo – petebistas querem agora que Ivan Louzada e seu filho forneçam detalhe sobre tão rentável causa. Embora dentre esses indiscretos petebistas estejam alguns que tem sustentado o partido na longa fase de vacas magérrimas, quando não havia receita para aluguel ou luz, a dupla Louzada diz que não pode dar detalhe sobre a polpuda ‘causa’ porque o titular da dita cuja seria outro advogado. Ou coisa parecida. Como se vê – ou não se vê – trata-se de um vesgo e enviesado ‘segredo de justiça’. O sofrido navegante que chegou até aqui talvez esteja perguntado porque tanto ‘espaço’ ao PTB, no máximo uma linha auxiliar ou um coadjuvante nas próximas eleições. Acontece que a versão posta na rua pelos petebistas descontentes com os últimos movimentos de Ivan Louzada – que pode até ser distorcida, mas é a única até que a família dona do PTB se explique – é emblemática das tantas que ocorrem nessa ‘penumbrosa’ época pré-eleitoral. Veja – ou melhor, leia -, caro navegante. Há dias Zeca do PT esteve com a direção regional do PTB, em reunião aberta a demais membros do partido. Ofereceu a vaga de vice em sua chapa, etc e tal. Àquela altura, dizem petebistas que não escrevem na lousa do Louzada, o ‘acordo’ para apoiar Puccinelli já estaria fechado. A estratégia seria esticar a corda – e as conversas – até lá mais à frente. Agora, com uma candura de quem acabou de tomar uma dose dupla de ‘santo daime’, Ivan Louzada esnoba a ‘oferta’ de Zeca do PT e, pasmem todos, diz até que o partido não tem interesse de ‘ir’ com Puccinelli. E, num magnífico arroubo (‘arroubo’, eu disse) de heroísmo partidário, brada até que em última instância pode ser ele, Ivan, ou seu filho, agora um advogado de polpudas causas, o candidato do PTB ao governo do Estado. O ‘script’, dizem, é exatamente esse: para não escancarar a negociação já fechada, Ivan, o terrível, proclamaria um “nem Zeca nem Puccinelli” – “... e foi proclamada a escravidão”, como diz o já referido ‘Samba do crioulo doido'. Para a ‘platéia’, o jogo poderia até parecer real, fruto das circunstâncias pré-eleitorais etc e tal. Só que internamente, Ivan e Sérgio terão que dar explicações a algumas lideranças que não compram essa versão de repentino surto de “independência psicótico-suicida” dos Louzada. Em tempo: os reluzentes carros da família são aqueles mesmos que dias atrás foram objeto de autêntica ‘varredura’ policial quando os Louzada, acompanhados do presidente nacional do PTB jovem, voltavam de Ponta Porã. E tome polca.
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Oscar Gaspar |
17/03/2010 |
10:46:04
O estado terminal do terminal
Segue o rigoroso cumprimento das previsões aqui do blog sobre os fiascos e descalabros do ‘novo-velho’ terminal rodoviário de Campo Grande, essa escandalosa ‘lenda urbana’, inaugurada recentemente e reprovada em todos os quesitos testados até agora.
Desta vez, aponta o Campo Grande News, foi a chuva que ‘inundou’ a frente ‘oeste’ do ‘magnífico terminal’, comprometendo toda a ala dos guichês de venda de passagens. Escrevam aí: isso é pouco, quase nada, perto do que ainda virá. Como já previsto aqui, quando o inverno chegar, com ventos gelados varrendo exatamente essa área que a chuva invadiu agora, o tormento de usuários e trabalhadores será ainda maior. Por essas e por outras – os remendos com que a Prefeitura tenta dissimular a desídia são uma evidência de irresponsabilidade pública – é de se estranhar que o Ministério Público não tenha anunciado uma investigação sobre o ‘terminal’. Afinal, a concessionária ganhou décadas para explorar o rentável serviço em troca do que deveria ser um verdadeiro terminal rodoviário, à altura de uma Capital. O que temos ali – ou melhor, o que o prefeito Nelsinho Trad tem ali – é um blefe arquitetônico, um mostrengo impraticável que se desfaz em sequência calamitosa.
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Oscar Gaspar |
15/03/2010 |
14:10:09
Puccinelli não abona futuro de Simone
Nos arraiais do PSDB-PMDB comenta-se que Simone Tebet assumiu o sacrifício de renunciar à Prefeitura de Três Lagoas para se candidatar a vice de André Puccinelli sem que o voluntarioso governador lhe avalizasse qualquer projeto político futuro.
Com o mandato ainda há pouco renovado com folgada maioria, para deixar o comando de um do município que experimenta um clico virtuoso de industrialização – e a arrecadação crescendo em “escala geométrica” – Simone Tebet havia apontado algumas exigências. “Naturais”, segundo seus aliados. Em termos cronológicos – mas não necessariamente em escala de importância – as duas principais ‘cláusulas’ citadas por Simone: 1. Apoio e ‘incentivo’ à candidatura de seu marido, Eduardo Rocha, a deputado estadual; 2. garantia de que ela, Simone Tebet, seria a candidata preferencial do PMDB & coligados ao Senado em 2014. Sabe o que se deu? Assediada – ou seria atormentada? – pelo ‘convincente’ Puccinelli, a agora já quase ex-prefeita teve de aceitar o ‘convite’ para encarar a disputa, sem a garantia de nenhuma de que suas propostas serão contabilizadas. Trocando em miúdos: Simone Tebet vai deixar a Prefeitura de um dos mais importantes municípios do Estado sem qualquer garantia política futura. Em termos de calendário político, 2014 é uma data infinitamente distante, o que significa que mesmo que qualquer compromisso eleitoral – que não houve, no caso – seria mera especulação. Já a simples possibilidade de incluir o apoio à eleição de seu marido a deputado estadual causou enorme alvoroço na Assembléia, onde veteranos governistas e caronistas mais recentes vociferam ante a o risco de estrago que uma concorrência assim pode representar para sua (deles) reeleição. Um dos mais agitados ante esse ‘risco’ é o presidente da Assembléia Jerson Domingos, adversário – com tinturas de inimigo, pelo acúmulo de rusgas – declarado e persistente de Simone Tebet. Como se vê, Simone Tebet, que até há pouco tinha como projeto político concluir seu mandato com os louros de ter colocado Três Lagoas na ‘era industrial’ e, dois anos depois, disputar o Senado, foi tragada pelo redemoinho soprado por Puccinelli. Agora, a prefeita pouco ou nada pode fazer para retomar o domínio sobre seu próprio futuro político. Desistir da candidatura a vice na chapa de seu líder, dizem, é coisa que nunca faria. “Tem mais palavra que muito barbado por aí”, diz um amigo peemedebista de Simone Tebet. O próprio ‘elogia’ não esconde o viés machista do tal ‘fio de bigode’. Mas vale como referência o caráter da prefeita, cuja plácida carreira foi tragada por um turbilhão. Se para o mal ou para o bem dela, só o futuro dirá.
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Oscar Gaspar |
15/03/2010 |
14:02:44
Acidente repõe Pedrossian na mídia
Senhoras e senhores navegantes:
O ex-governador Pedro Pedrossian voltou à mídia por motivo absolutamente indesejável – quebrou o fêmur em acidente doméstico. Por ter sido colaborador de Pedrossian tanto em seu mandato ‘tampão’, no início dos ‘oitenta’, quanto em seu último governo (1990-94), quando fui assessor especial e secretário de Comunicação Social, seria suspeito para falar de sua extraordinária visão de estadista. Contraditório como todo líder, Pedrossian é ‘unanimidade’ – à exceção, claro de seus adversários ideológicos e históricos – quando se trata de referir os verdadeiros suportes e fundamentos deste Estado – e do velho Mato Grosso também. De universidades – a UFMS e UEMS – ao Parque dos Poderes e, depois, o Parque das Nações Indígenas – iniciativa sem precedentes, em que o verde avançou sobre a cidade, e não contrário –, de grandes obras viárias de integração à implantação de grandes programas de desenvolvimento econômico, Pedrossian construiu, de certa forma, a ‘matriz’ ou ‘gênese’ do Mato Grosso do Sul contemporâneo. Deixou obras inacabadas? Sim. Mas isso é nada perto do muito que fez. E essas obras só não foram retomadas, nos governos seguintes, por razões óbvias. Tanto que agora que Pedrossian já não significa nenhuma ‘ameaça’ eleitoral, já foram ou estão sendo concluídas. Agora que Pedrossian volta à mídia por que sofreu um acidente doméstico, é bom lembrar aos distintos poderosos de plantão – e às centenas dos que gravitam em torno do poder porque um dia tiveram as bênçãos de Pedrossian, a quem veneravam e a quem renegam hoje – que a mesma arrogância com que ignoram o velho líder, hoje, lhes será devolvida amanhã pelos jovens áulicos de agora. E já que isso aqui está mais para Eclesiastes que para reverência ao homem construiu boa parte dos fundamentos deste Estado, vale lamentar que até a frase-mensagem assinada por Pedro Pedrossian à entrada do Parque dos Poderes (av. Mato Grosso), iniciado e concluído por ele – em governos diferentes – foi removida pelo governo de André Puccinelli. Nenhum deputado, nem mesmo um daqueles que devem a própria carreira – mais que o mandato de agora, a ‘invenção’ como políticos que NÃO eram – se dignou a protestar contra a remoção arbitrária da memória. Ainda que passem por ali algumas vezes por semana, quando vão à Assembléia.
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Oscar Gaspar |
09/03/2010 |
13:32:53
Tucanos desconvidam Odilon
As ‘previsões premonitórias’ do blog estão se cumprindo com uma velocidade estonteante.
Menos de vinte horas depois de afirmar ser de “uma em um milhão a chance de que o celebrado juiz Odilon de Oliveira saia candidato a governador por um partido ‘grande’ como o PSDB...", o tucanato confirmou o blog. Através de seu presidente regional e deputado estadual Reinaldo Azambuja, o PSDB fechou o ‘laboratório’ de especulações ao esclarecer ao distinto público que a prioridade do partido segue sendo a aliança com o PMDB pela reeleição de André Puccinelli. Em último caso, informa Azambuja, o partido lança a senadora Marisa Serrano como alternativa a Zeca e Puccinelli. Com isso, os tucanos sul-mato-grossenses deixam claro que não estão dispostos a abrir vaga no ninho para Odilon de Oliveira. Como dito no post agora confirmado (veja ‘O blog profetiza: Odilon não disputa governo’), nada nem ninguém é mais corporativista que a tal ‘classe’ política. Nesse caso, os tucanos nem pensam em ceder um lugar privilegiado no quentinho do ninho tão longamente construído. Se por mais – ou por menos – não fosse, até porque, mesmo sendo ‘Oliveira’, o Dr. Odilon jamais levou sequer um galinho para construir o ninho dos pássaros bicudos. Por último, duas pitadinhas mais: 1. Quem tem alguma relação com a “flora animal”, como dizia um brilhante biólogo (formando na U... deixa pra lá), sabe que os tucanos, esses sim, tem a má fama de invadir e canibalizar ninhos alheios, loucos que são por ovos. 2. Que o blog tenha visto ou sabido, não há notícia de que o juiz Odilon de Oliveira tenha procurado diretamente o PSDB ou qualquer outro partido em busca de vaga-carona para ser candidato. Só que, nesse caso, como não desautorizou de saída o uso de seu nome, agora amarga o constrangimento de ser ‘desconvidado’ pela imprensa.
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