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Campo Grande/MS, 09 de Setembro 2010
   
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Oscar VAI, sem pestanejar, com os que manejam os mortíferos canhões do bom senso contra a predatória expansão imobiliária na Capital.



Oscar NÃO vai, nem puxado a guindaste, com os falsos puros que, engordados nos cochos da corrupção, se postam de vestais...paridas.
Postado por   Oscar Gaspar |  06/04/2010 | 10:36:08
A arte de embrulhar pedras
Por Mário Marques de Almeida

Quando preciso ensimesmar, dar aquela volta por dentro, encabrestar a língua e oxigenar o meu eu, rezo no silêncio da poesia de Manoel de Barros. Recolho-me em seus versos e começo a querer entender a alegria das pedras que rolam no quintal do poeta.

É esse exatamente o meu fazer nesta sexta-feira em que apenas cato letras para servir neste domingo, sem poder embalá-las para presente como Barros faz com as pedras, que viram ovos de páscoa em suas mãos abençoadas. De dedicado e sutil oleiro do verbo. Escultor do vernáculo, porém sem se ater religiosamente às regras gramaticais.

Sem essa tola preocupação que me atormenta se estou ou não colocando corretamente os pingos nos is. Ele pinga os is no pingo e lagartixa nas vírgulas. Como invejo e admiro sua transgressão com o modo de palavrear! Solto, leve e livre nas abas do tempo. Sem sofrer com a maldita escravidão da gramática e ortografia. Com suas confusas mudanças que mais complicam que explicam.

Mas, afinal, só ele consegue dar asas aos sapos e fazer as rãs voarem. Coitado de mim, que mal consigo dar meus pulos. Daí, para esse poeta maior, ser moleza transformar cascalho em bombom fino. E sua criação continua aprimorada prestes ele completar 95 anos de vida. Ele que veio ao mundo em 1916 no Beco da Marinha, no bairro do Porto, nesta Cuiabá quase trezentona.

Cidade onde, aliás, é pouco reverenciado pelos chamados donos da cultura local. Que se apoderam desses nichos (fundações e secretarias) e se aferram sem dó às respectivas verbas como se fossem carrapatos em lombo de anta. E ditam modas e modismos a esmo. Ficam até doce!

Falando nisso, antes que ser chamada de Capital da Copa do Pantanal, Cidade Verde, Portal da Amazônia, como já foi antes cultuada orgulhosamente e com exaltado ufanismo patrioteiro - isto é, quando desbravamento não era sinônimo de devastação ambiental -, Cuiabá, por ser berço de um poeta que fecunda poemas que prosam na umidade pantaneira, deveria ter nas suas entradas e entranhas ainda que fosse um pequeno painel, uma plaquetinha que seja afirmando: AQUI NASCEU MANOEL DE BARROS.

Quando nada, ele que mesmo aplaudido pela crítica como o maior poeta vivo da língua portuguesa contemporânea, não tem busto nem estátuas por aqui, merece a lembrança por extrair destas bandas a sua temática simples de olhar o chão. De andar curvado mirando as coisas aparentemente insignificantes e que ganham relevo e viram majestades na ponta do seu lápis (é assim que ele escreve, como se fizesse do singelo lápis um cinzel esculpindo frases sobre o papel, feito um Aleijadinho da literatura).

A sua matéria-prima literária vem com cheiro, gosto, cara e som da terra molhada do Pantanal, do nosso Pantanal que tem no rio Cuiabá/Paraguai sua principal artéria. Sangrando, infelizmente, a planura pantaneira com detritos colhidos sem tratamento adequado nas cidades plantadas em suas margens. Lixo depurado pela poesia do bom Manoel. Ainda bem!

É, pois, a partir daqui que Manoel de Barros se universaliza em pé de igualdade com outros grandes na moldagem do idioma, mestres na transmutação da palavra em imagens ímpares. Fazendo o mesmo com as imagens, que eles reviram pelo avesso, reencarnadas em verso e prosa.

Forjando beleza na simplicidade. É com essa forma que Deus fabricou a poucos, que Manoel de Barros se funde no mesmo barro de que foi feito Carlos Drummond de Andrade, Thiago de Mello, Cora Coralina ou Fernando Pessoa em seus delírios pelas ruas de Lisboa. Quando sentava versos nas praças.
---xx---
Mário Marques de Almeida é diretor do site e jornal Página Única. mario@paginaunica.com.br

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Postado por   Oscar Gaspar |  05/04/2010 | 09:49:22
Acelera, PTB
“Azera 2010. Ainda mais luxuoso.”
O PTB de Mato Grosso do Sul está que é um luxo só. Como o carro top da Hyundai em que o presidente regional Ivan Louzada desfila seu (in)questionável carisma político-eleitoral.
Catapultado, pelo vazio de comando, à direção regional do partido de Roberto Jefferson, o hábil, Louzada se viu de repente na condição de interlocutor de Zeca do PT, Puccinelli etc e tal.
No 'melhor' estilo oligárquico, Louzada instalou o filho advogado em posto-chave, montou a executiva a seu gosto e a seu modo – claro que com a devida reserva de mercado da maioria absoluta dos votos da Executiva submissa a ele.
O resultado da concentração repentina de alto poder de manobra em mãos afoitas desaguou numa sequência de derrapagens, ultrapassagens perigosas, abuso de velocidade e outras infrações.
Isso tudo, segundo os próprios companheiros de Louzada no PTB estadual, que o acusam abertamente, na mídia convencional, no twitter e nos blogs, de ter literalmente vendido o apoio do partido ao PMDB de André Puccinelli.
Sem contar que pré-candidatos, com potencial para fazer bom papel em disputa majoritária, foram ‘desestimulados’ de concorrer, o principal prócer petebista no Estado aconselha, abertamente, a que ‘candidatos’ petebistas peguem o dinheiro – seria, claro, parte do que diz que o partido já recebeu – e aplique na poupança. É pouco???
O blog aqui, sem qualquer pretensão, mas também sem falsa modéstia, lembra aos senhores navegantes que levantou a ponta do lençol que cobria – e ainda cobre, em boa parte – essa obscenidade “insinuada”. Bem nos moldes do tal BBB.
Como partido político não é propriedade privada, mesmo que muitos tenham se transformado em birôs ou balcões de negócios de grupos, essa história do PTB (sigla de Partido Trabalhista Brasileiro, imaginem só!!!) sul-mato-grossense tem bastidores escabrosos – versões bem construídas (com provas, dizem) sobre venda de apoio no mercado futuro eleitoral, ‘adiantamentos’ investidos em automóveis de luxo, imóveis etc, tudo isso precisa ser apurado. Petebistas com assento na própria Executiva, mas livres do mando de Louzada, dizem que tudo está sendo apurado.
VRRRUUUUUMMMMM.


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Postado por   Oscar Gaspar |  29/03/2010 | 10:17:18
Exorcistas e fantasmas se agitam
A ‘taba’ se agita pra valer a partir de hoje, com os primeiros ‘passes’ para o longo exorcismo das mais de oito centenas de ‘fantasmas’ que precisam, conforme o post abaixo, ser expelidos da folha de pagamento de instituição pública do Parque dos Poderes.
Da perspectiva, digamos, material, carnal, humana, ética etc e tal – e, menos ainda, pela ótica da eficiência do serviço público – o exorcismo em escala não terá a menor consequência.
Afinal, os “fantasmas”, por sua própria natureza, não ocupam lugar no espaço – e, claro, se não existem de fato, nada fazem de objetivo.
E só se materializam uma vez por mês, na boca do caixa, para o saque ‘duplo’– saque de sacar e de saquear mesmo – a real remuneração.
Responsáveis pela invocação de tantos ‘espíritos zombeteiros’, sacerdotes e sacerdotisas, feiticeiros de segundo escalão, caciques e aprendizes de pajés descobriram que também para esse mundo fantasmagórico vale uma tal de Lei de Responsabilidade Fiscal.
Como precisam fechar as contas até maio, os trágicos exorcistas que, no caso, são os mesmos que convocaram os ‘fantasmas’ e os usaram até agora em missões nada espirituais, mas abertamente espirituosas, agora correm para ‘limpar’ a contabilidade.
Os ‘fantasmas’ podem até deixar a ‘taba’ sem fazer barulho, como, aliás, é próprio de ‘espíritos’ mais submissos, que receberam polpudas oferendas só para vagar por aí.
Acontece que sem eles, às vésperas de uma campanha eleitoral em que os ‘fantasmas’ se apresentam tão úteis e apropriadamente dissimulados para arregimentar outras almas ingênuas, os caciques e subcaciques da taba podem entrar em transe.
O blog mantém o desafio entre os navegantes, para que apontem, até Sexta-Feira da Paixão – com todo o significado que a data tem – a ‘taba-sede’ do exorcismo forçado.


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Postado por   Oscar Gaspar |  27/03/2010 | 17:55:15
Pajelança pode exorcizar 800 fantasmas
Sacerdotes, pajés, pais-de-santo e ‘feiticeiros’ de menor escalão empenham-se, disfarçando o quanto podem para não expor o estabanado espetáculo, no exorcismo de centenas de fantasmas que precisam ‘desencarnar’ – ou serem desalojados – até maio.
Convocados, invocados e mantidos pelos próprios pajés que agora devem exorcizá-los muitíssimo a contragosto, os mais de oitocentos – sim, mais de oitocentos!!! – fantasmas não querem nem ouvir falar, é claro, de deixar o bem-bom da taba terrena em que se abrigam sem que olhos humanos os vejam.
Como são, por ‘natureza’, imateriais, ectoplasmas no máximo, tanto se daria se fossem oito, oitenta ou oitocentos e tantos, como são – os fantasmas ‘caberiam’ em qualquer lugar, já que não ocupam espaço, não aparecem.
Só que agora, bem quando poderiam enfim ser de alguma utilidade para os ‘pais-de-santo’ que os ‘invocaram’ com oferendas mensais variáveis – de acordo, claro, com as ‘falanges’, ‘milícias’ ou ‘legiões’ a que pertençam – a fonte está secando. Pelo menos temporariamente.
E, mais, é improvável, mas não impossível, que os ‘feiticeiros’ sejam intimados a devolver as oferendas com que patrocinaram o obsceno festival fantasmagórico.
Chefes e subchefes do terreiro – taba, por todas as razões, seria melhor nome – empenham-se no exorcismo e, sob risco de desmoralização no confronto com fantasmas mais atrevidos, ameaçam dar os nomes dos patronos desses caboclos “mamadô” .
A pajelança, com direito a uma cavernosa contabilidade, aponta que os fantasmas engoliam – sim, esses fantasmas tem hábitos perversos – R$ 1,5 milhão por mês. Como, dizem, agora não haverá mais como alimentá-los, o jeito é mandar os fantasmas baixarem noutro terreiro.
Muito apropriadamente, a prolongada cessão de exorcismo coletivo se arrastou por boa parte da quaresma e vai desembocar na Semana Santa ainda sem que os fantasmas tenham sido desalojados. Mas os ‘sacerdotes’ do culto ‘pagânico’ (que paga, com a licença de ‘seo creisson’) estão no fim do prazo para não serem tragados pelo próprio rito que criaram.
O blog, que não é dado a essas tiradas fantasiosas nem fantasmagóricas, aceita, até quinta-feira santa, palpites dos navegantes sobre onde fica o terreiro que deu abrigo a tantos fantasmas.
O ‘resultado’ a gente divulga na Sexta-Feira Santa. Os primeiros cem acertadores... Bem, deixa pra lá... Isso é mais fácil que tomar doce de criança.


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Postado por   Oscar Gaspar |  24/03/2010 | 14:02:50
Propostas de André humilham Zauith
LONGA CRÔNICA DE UMA DESILUSÃO ANUNCIADA

A se confirmar a inconfidência de um seu amigo, feita ao blog sob severas reservas, o vice-governador Murilo Zauith não volta tão cedo a seu improvável ‘gabinete’ no Parque dos Poderes.
Com o ‘staff’ reduzido a uma secretária, sem direito sequer a simples assinaturas de jornais diários e à Internet – será??? – Zauith decidiu, na terça-feira, dar um basta ao vexame continuado.
Essa decisão de abandonar de vez o vexatório ‘puxadinho’ da governadoria seria apenas o gesto, digamos, mais emblemático do longo desgaste que parece ter corroído de forma ‘irreversível’ – embora em política esse vocábulo não exista de fato – as relações (nada a ver com as libidinosas ‘insinuações’ de André pra cima de Carlos Mink) entre o governador André Puccinelli e seu vice.
Esse desgaste já vem de longe. Por isso, o que pareceu ser apenas mais uma das tantas tiradas de mau gosto de Puccinelli – aquela de que Zauith deveria passar “sebo de grilo nas canelas” e correr atrás de votos para o Senado – já era, a seu (de André) estranho modo, uma tentativa de ‘descontrair’ o ambiente. Piorou. O vice reagiu dizendo, mais ou menos, que quando mais André falava, mais as coisas se complicavam.
Àquela altura – último sábado, 20/03 – o comedido Zauith já sabia que era nula a chance de apoio efetivo, eficaz, real, de André Puccinelli a sua candidatura ao Senado. E por que sabia?
Ora, porque André Puccinelli deixou isso mais do que claro.
Durante um dos recorrentes ataques de messianismo explícito, André Puccinelli fez há dias a seguinte e demolidora ‘proposta’ a seu vice Zauith: “Saia (candidato a senador) para perder, vá para o sacrifício. Depois eu te arranjo um cargo igual ao do Juvêncio”.
Rico empresário do ensino privado, é de se imaginar como se sentiu o vice ante a ‘tentadora’ oferta de um obscuro cargo de ‘subfantasma’, remunerado com algo em torno de R$ 10 mil mensais, com que André ‘capturou’ o ex-senador Juvêncio Cesar da Fonseca.
Polido, com clara noção de hierarquia – qualidades que lhe ‘renderam’ uma imagem de submisso ou até pusilânime, já que em política é aparência que conta – Zauith teria engolido os engulhos e agradecido a oferta. E se dado conta de quanto (não) valia – e (não) vale – na matemática eleitoral puccinelliana.
A partir daí, o Democratas começou a dar sinais de que não embarcaria na canoa furada de uma candidatura ao Senado, precoce e obscenamente ‘cristianizada’ (nada a ver com Cristo, mas com Cristiano Machado).
Já não sem tempo, Zauith, escoltado pelo deputado estadual Zé Teixeira, sinalizou descontentamento, cobrou para seu suplente alguém da ‘intimidade política’ de André (Marum ou Giroto) e por aí afora.
Sabem, caros navegantes, qual foi a contraproposta de Puccinelli???
Esqueçam o que está na mídia ou nas bocas dos bonecos de ventríloquo. Puccinelli mandou oferecer “três meses de governo” a Murilo Zauith. Que não topou, já você saberá por que.
Quando sintonizou que a frente PT-PDT acenava para o DEM, Puccinelli dobrou a oferta: se licenciaria durante seis meses para o amigo ‘governar’. Truco: Zauith disse ‘topo’, desde que tenha autonomia para trocar secretários estratégicos, como o da Fazenda e da Secretaria de Governo (ex-Casa Civil). Nada feito, claro. E Zauith não quis ser ‘rainha da Inglaterra’.
Agora Zauith só topa assumir o Governo se André renunciar para disputar a reeleição. Probabilidade? Nenhuma em dez quatrilhões.
Ainda engasgado com esse misto frio de desprezo e rancor com que, a seu juízo, tem sido tratado por André Puccinelli, Murilo Zauith sentiu-se liberado para negociar seu destino político, sempre com o aval de correligionários como Zé Teixeira.
Pilotada pela refinada competência de João Leite Schimidt, a ‘aproximação’ da frente PT-PDT com o DEM de Zauith é, na verdade, a retomada de conversações que andaram bem avançadas lá atrás, quando até a vaga de senador foi oferecida ao vice-governador.
A fila andou, o deputado federal pedetista Dagoberto Nogueira consolidou-se como pré-candidato ao Senado – e o fato de ter convidado dona Gilda dos Santos, esposa de Zeca do PT, tem muito a ver – e Zauith pode, assim, assim, ser até o vice do próprio Zeca do PT. Ou indicar alguém do DEM.
É muito!!! Tanto da perspectiva pragmática da soma de votos possíveis, quanto do ponto de vista do significado (e política é gesto, é simbologia, cena e cenário, repita-se) que teria a ‘transferência’ do vice-governador de André Puccinelli, com armas e bagagens para o território inimigo.
Hoje, é esse o panorama visto da ponte. Amanhã, bem, em política um dia pode ser uma eternidade.
De qualquer modo, Zauith e Puccinelli já não estão sob o mesmo teto. Ooopa!!! Estou falando do ‘puxadinho’ da governadoria, ao qual o vice-governador prometeu não voltar mais.



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Em sua opinião, quais das medidas seriam mais pedagógicas contra a corrupção:
Criar mecanismo legal que obrigue todos políticos que exerçam ou tenham exercido mandato, em qualquer instância ou esfera, abrir o histórico da formação de seu patrimônio nos últimos vinte anos.
Conferir independência aos Tribunais de Contas em relação ao Legislativo, para que tenham autonomia constitucional efetiva.
Modernizar a Lei para que valores usurpados sejam logo confiscados e transformados em recursos para o combate à corrupção.
Nenhuma delas.
 
 
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