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Campo Grande/MS, 09 de Setembro 2010
   
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Oscar VAI, sem pestanejar, com os que manejam os mortíferos canhões do bom senso contra a predatória expansão imobiliária na Capital.



Oscar NÃO vai, nem puxado a guindaste, com os falsos puros que, engordados nos cochos da corrupção, se postam de vestais...paridas.
Postado por   Oscar Gaspar |  29/03/2010 | 10:17:18
Exorcistas e fantasmas se agitam
A ‘taba’ se agita pra valer a partir de hoje, com os primeiros ‘passes’ para o longo exorcismo das mais de oito centenas de ‘fantasmas’ que precisam, conforme o post abaixo, ser expelidos da folha de pagamento de instituição pública do Parque dos Poderes.
Da perspectiva, digamos, material, carnal, humana, ética etc e tal – e, menos ainda, pela ótica da eficiência do serviço público – o exorcismo em escala não terá a menor consequência.
Afinal, os “fantasmas”, por sua própria natureza, não ocupam lugar no espaço – e, claro, se não existem de fato, nada fazem de objetivo.
E só se materializam uma vez por mês, na boca do caixa, para o saque ‘duplo’– saque de sacar e de saquear mesmo – a real remuneração.
Responsáveis pela invocação de tantos ‘espíritos zombeteiros’, sacerdotes e sacerdotisas, feiticeiros de segundo escalão, caciques e aprendizes de pajés descobriram que também para esse mundo fantasmagórico vale uma tal de Lei de Responsabilidade Fiscal.
Como precisam fechar as contas até maio, os trágicos exorcistas que, no caso, são os mesmos que convocaram os ‘fantasmas’ e os usaram até agora em missões nada espirituais, mas abertamente espirituosas, agora correm para ‘limpar’ a contabilidade.
Os ‘fantasmas’ podem até deixar a ‘taba’ sem fazer barulho, como, aliás, é próprio de ‘espíritos’ mais submissos, que receberam polpudas oferendas só para vagar por aí.
Acontece que sem eles, às vésperas de uma campanha eleitoral em que os ‘fantasmas’ se apresentam tão úteis e apropriadamente dissimulados para arregimentar outras almas ingênuas, os caciques e subcaciques da taba podem entrar em transe.
O blog mantém o desafio entre os navegantes, para que apontem, até Sexta-Feira da Paixão – com todo o significado que a data tem – a ‘taba-sede’ do exorcismo forçado.


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Postado por   Oscar Gaspar |  27/03/2010 | 17:55:15
Pajelança pode exorcizar 800 fantasmas
Sacerdotes, pajés, pais-de-santo e ‘feiticeiros’ de menor escalão empenham-se, disfarçando o quanto podem para não expor o estabanado espetáculo, no exorcismo de centenas de fantasmas que precisam ‘desencarnar’ – ou serem desalojados – até maio.
Convocados, invocados e mantidos pelos próprios pajés que agora devem exorcizá-los muitíssimo a contragosto, os mais de oitocentos – sim, mais de oitocentos!!! – fantasmas não querem nem ouvir falar, é claro, de deixar o bem-bom da taba terrena em que se abrigam sem que olhos humanos os vejam.
Como são, por ‘natureza’, imateriais, ectoplasmas no máximo, tanto se daria se fossem oito, oitenta ou oitocentos e tantos, como são – os fantasmas ‘caberiam’ em qualquer lugar, já que não ocupam espaço, não aparecem.
Só que agora, bem quando poderiam enfim ser de alguma utilidade para os ‘pais-de-santo’ que os ‘invocaram’ com oferendas mensais variáveis – de acordo, claro, com as ‘falanges’, ‘milícias’ ou ‘legiões’ a que pertençam – a fonte está secando. Pelo menos temporariamente.
E, mais, é improvável, mas não impossível, que os ‘feiticeiros’ sejam intimados a devolver as oferendas com que patrocinaram o obsceno festival fantasmagórico.
Chefes e subchefes do terreiro – taba, por todas as razões, seria melhor nome – empenham-se no exorcismo e, sob risco de desmoralização no confronto com fantasmas mais atrevidos, ameaçam dar os nomes dos patronos desses caboclos “mamadô” .
A pajelança, com direito a uma cavernosa contabilidade, aponta que os fantasmas engoliam – sim, esses fantasmas tem hábitos perversos – R$ 1,5 milhão por mês. Como, dizem, agora não haverá mais como alimentá-los, o jeito é mandar os fantasmas baixarem noutro terreiro.
Muito apropriadamente, a prolongada cessão de exorcismo coletivo se arrastou por boa parte da quaresma e vai desembocar na Semana Santa ainda sem que os fantasmas tenham sido desalojados. Mas os ‘sacerdotes’ do culto ‘pagânico’ (que paga, com a licença de ‘seo creisson’) estão no fim do prazo para não serem tragados pelo próprio rito que criaram.
O blog, que não é dado a essas tiradas fantasiosas nem fantasmagóricas, aceita, até quinta-feira santa, palpites dos navegantes sobre onde fica o terreiro que deu abrigo a tantos fantasmas.
O ‘resultado’ a gente divulga na Sexta-Feira Santa. Os primeiros cem acertadores... Bem, deixa pra lá... Isso é mais fácil que tomar doce de criança.


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Postado por   Oscar Gaspar |  24/03/2010 | 14:02:50
Propostas de André humilham Zauith
LONGA CRÔNICA DE UMA DESILUSÃO ANUNCIADA

A se confirmar a inconfidência de um seu amigo, feita ao blog sob severas reservas, o vice-governador Murilo Zauith não volta tão cedo a seu improvável ‘gabinete’ no Parque dos Poderes.
Com o ‘staff’ reduzido a uma secretária, sem direito sequer a simples assinaturas de jornais diários e à Internet – será??? – Zauith decidiu, na terça-feira, dar um basta ao vexame continuado.
Essa decisão de abandonar de vez o vexatório ‘puxadinho’ da governadoria seria apenas o gesto, digamos, mais emblemático do longo desgaste que parece ter corroído de forma ‘irreversível’ – embora em política esse vocábulo não exista de fato – as relações (nada a ver com as libidinosas ‘insinuações’ de André pra cima de Carlos Mink) entre o governador André Puccinelli e seu vice.
Esse desgaste já vem de longe. Por isso, o que pareceu ser apenas mais uma das tantas tiradas de mau gosto de Puccinelli – aquela de que Zauith deveria passar “sebo de grilo nas canelas” e correr atrás de votos para o Senado – já era, a seu (de André) estranho modo, uma tentativa de ‘descontrair’ o ambiente. Piorou. O vice reagiu dizendo, mais ou menos, que quando mais André falava, mais as coisas se complicavam.
Àquela altura – último sábado, 20/03 – o comedido Zauith já sabia que era nula a chance de apoio efetivo, eficaz, real, de André Puccinelli a sua candidatura ao Senado. E por que sabia?
Ora, porque André Puccinelli deixou isso mais do que claro.
Durante um dos recorrentes ataques de messianismo explícito, André Puccinelli fez há dias a seguinte e demolidora ‘proposta’ a seu vice Zauith: “Saia (candidato a senador) para perder, vá para o sacrifício. Depois eu te arranjo um cargo igual ao do Juvêncio”.
Rico empresário do ensino privado, é de se imaginar como se sentiu o vice ante a ‘tentadora’ oferta de um obscuro cargo de ‘subfantasma’, remunerado com algo em torno de R$ 10 mil mensais, com que André ‘capturou’ o ex-senador Juvêncio Cesar da Fonseca.
Polido, com clara noção de hierarquia – qualidades que lhe ‘renderam’ uma imagem de submisso ou até pusilânime, já que em política é aparência que conta – Zauith teria engolido os engulhos e agradecido a oferta. E se dado conta de quanto (não) valia – e (não) vale – na matemática eleitoral puccinelliana.
A partir daí, o Democratas começou a dar sinais de que não embarcaria na canoa furada de uma candidatura ao Senado, precoce e obscenamente ‘cristianizada’ (nada a ver com Cristo, mas com Cristiano Machado).
Já não sem tempo, Zauith, escoltado pelo deputado estadual Zé Teixeira, sinalizou descontentamento, cobrou para seu suplente alguém da ‘intimidade política’ de André (Marum ou Giroto) e por aí afora.
Sabem, caros navegantes, qual foi a contraproposta de Puccinelli???
Esqueçam o que está na mídia ou nas bocas dos bonecos de ventríloquo. Puccinelli mandou oferecer “três meses de governo” a Murilo Zauith. Que não topou, já você saberá por que.
Quando sintonizou que a frente PT-PDT acenava para o DEM, Puccinelli dobrou a oferta: se licenciaria durante seis meses para o amigo ‘governar’. Truco: Zauith disse ‘topo’, desde que tenha autonomia para trocar secretários estratégicos, como o da Fazenda e da Secretaria de Governo (ex-Casa Civil). Nada feito, claro. E Zauith não quis ser ‘rainha da Inglaterra’.
Agora Zauith só topa assumir o Governo se André renunciar para disputar a reeleição. Probabilidade? Nenhuma em dez quatrilhões.
Ainda engasgado com esse misto frio de desprezo e rancor com que, a seu juízo, tem sido tratado por André Puccinelli, Murilo Zauith sentiu-se liberado para negociar seu destino político, sempre com o aval de correligionários como Zé Teixeira.
Pilotada pela refinada competência de João Leite Schimidt, a ‘aproximação’ da frente PT-PDT com o DEM de Zauith é, na verdade, a retomada de conversações que andaram bem avançadas lá atrás, quando até a vaga de senador foi oferecida ao vice-governador.
A fila andou, o deputado federal pedetista Dagoberto Nogueira consolidou-se como pré-candidato ao Senado – e o fato de ter convidado dona Gilda dos Santos, esposa de Zeca do PT, tem muito a ver – e Zauith pode, assim, assim, ser até o vice do próprio Zeca do PT. Ou indicar alguém do DEM.
É muito!!! Tanto da perspectiva pragmática da soma de votos possíveis, quanto do ponto de vista do significado (e política é gesto, é simbologia, cena e cenário, repita-se) que teria a ‘transferência’ do vice-governador de André Puccinelli, com armas e bagagens para o território inimigo.
Hoje, é esse o panorama visto da ponte. Amanhã, bem, em política um dia pode ser uma eternidade.
De qualquer modo, Zauith e Puccinelli já não estão sob o mesmo teto. Ooopa!!! Estou falando do ‘puxadinho’ da governadoria, ao qual o vice-governador prometeu não voltar mais.



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Postado por   Oscar Gaspar |  22/03/2010 | 11:37:50
PTB, carros e caronas
Com pelos menos dois reluzentes carros top de linha congestionando as conversas na ‘cúpula’ do PTB regional, o partido pode entrar para a crônica da próxima eleição em Mato Grosso do Sul como uma estabanada – mas espertíssima, dizem – versão contemporânea do ‘Samba do crioulo doido’, do saudoso Stanislaw Ponte Preta.
Dileto ‘afilhado’ de Roberto Jefferson, o hábil, Ivan Louzada abriu ‘conversas’ com Zeca do PT e com André Puccinelli, como seria conveniente a um partido que está na praça com a principal ‘mercadoria’ – alguns minutos de tevê.
Só que dentro do próprio PTB, especialmente entre lideranças com potencial de voto, circula a suspeita de que Louzada não teria contado o principal: o presidente não ‘abriu’ pra ninguém que já ‘fechou’ com Puccinelli, dizem petebistas mais afobados.
Essa versão da “venda” já firmada no mercado futuro ganha tempero de pimenta e açafrão com os dois carros top, a bordo dos quais Ivan Louzada e seu filho e assessor jurídico do PTB, Sérgio Louzada – esse negócio de nepotismo precisa ser cultivado ainda nas bases partidárias, ensina o filósofo Jefferson, não o Thomas, mas o Roberto – passaram a circular.
A correligionários curiosos, interessados em identificar a origem das possantes máquinas, Ivan Louzada diz que a família adquiriu os carros com dinheiro que seu filho e assessor Sérgio ganhou como advogado de uma “boa causa”.
Pois não é de ver que os ‘abelhudos’ – com ferrão e tudo – petebistas querem agora que Ivan Louzada e seu filho forneçam detalhe sobre tão rentável causa.
Embora dentre esses indiscretos petebistas estejam alguns que tem sustentado o partido na longa fase de vacas magérrimas, quando não havia receita para aluguel ou luz, a dupla Louzada diz que não pode dar detalhe sobre a polpuda ‘causa’ porque o titular da dita cuja seria outro advogado. Ou coisa parecida. Como se vê – ou não se vê – trata-se de um vesgo e enviesado ‘segredo de justiça’.
O sofrido navegante que chegou até aqui talvez esteja perguntado porque tanto ‘espaço’ ao PTB, no máximo uma linha auxiliar ou um coadjuvante nas próximas eleições.
Acontece que a versão posta na rua pelos petebistas descontentes com os últimos movimentos de Ivan Louzada – que pode até ser distorcida, mas é a única até que a família dona do PTB se explique – é emblemática das tantas que ocorrem nessa ‘penumbrosa’ época pré-eleitoral.
Veja – ou melhor, leia -, caro navegante.
Há dias Zeca do PT esteve com a direção regional do PTB, em reunião aberta a demais membros do partido. Ofereceu a vaga de vice em sua chapa, etc e tal.
Àquela altura, dizem petebistas que não escrevem na lousa do Louzada, o ‘acordo’ para apoiar Puccinelli já estaria fechado. A estratégia seria esticar a corda – e as conversas – até lá mais à frente.
Agora, com uma candura de quem acabou de tomar uma dose dupla de ‘santo daime’, Ivan Louzada esnoba a ‘oferta’ de Zeca do PT e, pasmem todos, diz até que o partido não tem interesse de ‘ir’ com Puccinelli.
E, num magnífico arroubo (‘arroubo’, eu disse) de heroísmo partidário, brada até que em última instância pode ser ele, Ivan, ou seu filho, agora um advogado de polpudas causas, o candidato do PTB ao governo do Estado.
O ‘script’, dizem, é exatamente esse: para não escancarar a negociação já fechada, Ivan, o terrível, proclamaria um “nem Zeca nem Puccinelli” – “... e foi proclamada a escravidão”, como diz o já referido ‘Samba do crioulo doido'.
Para a ‘platéia’, o jogo poderia até parecer real, fruto das circunstâncias pré-eleitorais etc e tal.
Só que internamente, Ivan e Sérgio terão que dar explicações a algumas lideranças que não compram essa versão de repentino surto de “independência psicótico-suicida” dos Louzada.
Em tempo: os reluzentes carros da família são aqueles mesmos que dias atrás foram objeto de autêntica ‘varredura’ policial quando os Louzada, acompanhados do presidente nacional do PTB jovem, voltavam de Ponta Porã.
E tome polca.



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Postado por   Oscar Gaspar |  17/03/2010 | 10:46:04
O estado terminal do terminal
Segue o rigoroso cumprimento das previsões aqui do blog sobre os fiascos e descalabros do ‘novo-velho’ terminal rodoviário de Campo Grande, essa escandalosa ‘lenda urbana’, inaugurada recentemente e reprovada em todos os quesitos testados até agora.
Desta vez, aponta o Campo Grande News, foi a chuva que ‘inundou’ a frente ‘oeste’ do ‘magnífico terminal’, comprometendo toda a ala dos guichês de venda de passagens.
Escrevam aí: isso é pouco, quase nada, perto do que ainda virá.
Como já previsto aqui, quando o inverno chegar, com ventos gelados varrendo exatamente essa área que a chuva invadiu agora, o tormento de usuários e trabalhadores será ainda maior.
Por essas e por outras – os remendos com que a Prefeitura tenta dissimular a desídia são uma evidência de irresponsabilidade pública – é de se estranhar que o Ministério Público não tenha anunciado uma investigação sobre o ‘terminal’.
Afinal, a concessionária ganhou décadas para explorar o rentável serviço em troca do que deveria ser um verdadeiro terminal rodoviário, à altura de uma Capital.
O que temos ali – ou melhor, o que o prefeito Nelsinho Trad tem ali – é um blefe arquitetônico, um mostrengo impraticável que se desfaz em sequência calamitosa.


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Postado por   Oscar Gaspar |  15/03/2010 | 14:10:09
Puccinelli não abona futuro de Simone
Nos arraiais do PSDB-PMDB comenta-se que Simone Tebet assumiu o sacrifício de renunciar à Prefeitura de Três Lagoas para se candidatar a vice de André Puccinelli sem que o voluntarioso governador lhe avalizasse qualquer projeto político futuro.
Com o mandato ainda há pouco renovado com folgada maioria, para deixar o comando de um do município que experimenta um clico virtuoso de industrialização – e a arrecadação crescendo em “escala geométrica” – Simone Tebet havia apontado algumas exigências. “Naturais”, segundo seus aliados.
Em termos cronológicos – mas não necessariamente em escala de importância – as duas principais ‘cláusulas’ citadas por Simone: 1. Apoio e ‘incentivo’ à candidatura de seu marido, Eduardo Rocha, a deputado estadual; 2. garantia de que ela, Simone Tebet, seria a candidata preferencial do PMDB & coligados ao Senado em 2014.
Sabe o que se deu?
Assediada – ou seria atormentada? – pelo ‘convincente’ Puccinelli, a agora já quase ex-prefeita teve de aceitar o ‘convite’ para encarar a disputa, sem a garantia de nenhuma de que suas propostas serão contabilizadas.
Trocando em miúdos: Simone Tebet vai deixar a Prefeitura de um dos mais importantes municípios do Estado sem qualquer garantia política futura.
Em termos de calendário político, 2014 é uma data infinitamente distante, o que significa que mesmo que qualquer compromisso eleitoral – que não houve, no caso – seria mera especulação.
Já a simples possibilidade de incluir o apoio à eleição de seu marido a deputado estadual causou enorme alvoroço na Assembléia, onde veteranos governistas e caronistas mais recentes vociferam ante a o risco de estrago que uma concorrência assim pode representar para sua (deles) reeleição.
Um dos mais agitados ante esse ‘risco’ é o presidente da Assembléia Jerson Domingos, adversário – com tinturas de inimigo, pelo acúmulo de rusgas – declarado e persistente de Simone Tebet.
Como se vê, Simone Tebet, que até há pouco tinha como projeto político concluir seu mandato com os louros de ter colocado Três Lagoas na ‘era industrial’ e, dois anos depois, disputar o Senado, foi tragada pelo redemoinho soprado por Puccinelli.
Agora, a prefeita pouco ou nada pode fazer para retomar o domínio sobre seu próprio futuro político.
Desistir da candidatura a vice na chapa de seu líder, dizem, é coisa que nunca faria.
“Tem mais palavra que muito barbado por aí”, diz um amigo peemedebista de Simone Tebet.
O próprio ‘elogia’ não esconde o viés machista do tal ‘fio de bigode’. Mas vale como referência o caráter da prefeita, cuja plácida carreira foi tragada por um turbilhão.
Se para o mal ou para o bem dela, só o futuro dirá.

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Postado por   Oscar Gaspar |  15/03/2010 | 14:02:44
Acidente repõe Pedrossian na mídia
Senhoras e senhores navegantes:
O ex-governador Pedro Pedrossian voltou à mídia por motivo absolutamente indesejável – quebrou o fêmur em acidente doméstico.
Por ter sido colaborador de Pedrossian tanto em seu mandato ‘tampão’, no início dos ‘oitenta’, quanto em seu último governo (1990-94), quando fui assessor especial e secretário de Comunicação Social, seria suspeito para falar de sua extraordinária visão de estadista.
Contraditório como todo líder, Pedrossian é ‘unanimidade’ – à exceção, claro de seus adversários ideológicos e históricos – quando se trata de referir os verdadeiros suportes e fundamentos deste Estado – e do velho Mato Grosso também.
De universidades – a UFMS e UEMS – ao Parque dos Poderes e, depois, o Parque das Nações Indígenas – iniciativa sem precedentes, em que o verde avançou sobre a cidade, e não contrário –, de grandes obras viárias de integração à implantação de grandes programas de desenvolvimento econômico, Pedrossian construiu, de certa forma, a ‘matriz’ ou ‘gênese’ do Mato Grosso do Sul contemporâneo.
Deixou obras inacabadas? Sim. Mas isso é nada perto do muito que fez. E essas obras só não foram retomadas, nos governos seguintes, por razões óbvias. Tanto que agora que Pedrossian já não significa nenhuma ‘ameaça’ eleitoral, já foram ou estão sendo concluídas.
Agora que Pedrossian volta à mídia por que sofreu um acidente doméstico, é bom lembrar aos distintos poderosos de plantão – e às centenas dos que gravitam em torno do poder porque um dia tiveram as bênçãos de Pedrossian, a quem veneravam e a quem renegam hoje – que a mesma arrogância com que ignoram o velho líder, hoje, lhes será devolvida amanhã pelos jovens áulicos de agora.
E já que isso aqui está mais para Eclesiastes que para reverência ao homem construiu boa parte dos fundamentos deste Estado, vale lamentar que até a frase-mensagem assinada por Pedro Pedrossian à entrada do Parque dos Poderes (av. Mato Grosso), iniciado e concluído por ele – em governos diferentes – foi removida pelo governo de André Puccinelli.
Nenhum deputado, nem mesmo um daqueles que devem a própria carreira – mais que o mandato de agora, a ‘invenção’ como políticos que NÃO eram – se dignou a protestar contra a remoção arbitrária da memória. Ainda que passem por ali algumas vezes por semana, quando vão à Assembléia.


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Postado por   Oscar Gaspar |  09/03/2010 | 13:32:53
Tucanos desconvidam Odilon
As ‘previsões premonitórias’ do blog estão se cumprindo com uma velocidade estonteante.
Menos de vinte horas depois de afirmar ser de “uma em um milhão a chance de que o celebrado juiz Odilon de Oliveira saia candidato a governador por um partido ‘grande’ como o PSDB...", o tucanato confirmou o blog.
Através de seu presidente regional e deputado estadual Reinaldo Azambuja, o PSDB fechou o ‘laboratório’ de especulações ao esclarecer ao distinto público que a prioridade do partido segue sendo a aliança com o PMDB pela reeleição de André Puccinelli.
Em último caso, informa Azambuja, o partido lança a senadora Marisa Serrano como alternativa a Zeca e Puccinelli.
Com isso, os tucanos sul-mato-grossenses deixam claro que não estão dispostos a abrir vaga no ninho para Odilon de Oliveira.
Como dito no post agora confirmado (veja ‘O blog profetiza: Odilon não disputa governo’), nada nem ninguém é mais corporativista que a tal ‘classe’ política.
Nesse caso, os tucanos nem pensam em ceder um lugar privilegiado no quentinho do ninho tão longamente construído.
Se por mais – ou por menos – não fosse, até porque, mesmo sendo ‘Oliveira’, o Dr. Odilon jamais levou sequer um galinho para construir o ninho dos pássaros bicudos.
Por último, duas pitadinhas mais:
1. Quem tem alguma relação com a “flora animal”, como dizia um brilhante biólogo (formando na U... deixa pra lá), sabe que os tucanos, esses sim, tem a má fama de invadir e canibalizar ninhos alheios, loucos que são por ovos.
2. Que o blog tenha visto ou sabido, não há notícia de que o juiz Odilon de Oliveira tenha procurado diretamente o PSDB ou qualquer outro partido em busca de vaga-carona para ser candidato.
Só que, nesse caso, como não desautorizou de saída o uso de seu nome, agora amarga o constrangimento de ser ‘desconvidado’ pela imprensa.
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Postado por   Oscar Gaspar |  09/03/2010 | 13:30:14
Drops de troco
1. Em pouco tempo de exposição na mídia, onde foi exposto e dissecado como potencial candidato a qualquer cargo e por qualquer partido, o juiz federal Odilon de Oliveira teve oportunidade de medir a distância oceânica entre o tratamento dispensado pela dita mídia a magistrados e aquele dado a políticos.
Até ontem reverenciado com ‘Juiz Federal Doutor Odilon de Oliveira’, repentinamente o magistrado foi reduzido a simples Odilon, com uma informalidade que é tanto mais ‘folgada’ quanto mais gaiato – e quase sempre absolutamente ineficaz – o ‘cabo eleitoral’.
Portanto, se optar por seguir sua carreira de magistrado, Odilon de Oliveira terá um trabalhão para enquadrar, pedagogicamente, os muitos ‘amigos íntimos’ que arranjou no breve percurso político.

2. A conversa de Zeca do PT com as lideranças estaduais do PTB, à frente o presidente regional Ivan Louzada, caminhava para um fechamento considerado produtivo e proveitoso pelas partes, ainda que nada pudesse ser conclusivo, claro.
Eis que, senão quando, um assessor de Zeca pediu a palavra quando nada mais havia a tratar. Por um triz a coisa não desandou.
A inoportuna intervenção serviu, pelo menos, para reforçar a posição de Ivan Louzada junto a seus liderados.
Eles festejaram a firmeza com que Louzada saiu em defesa dos, digamos, propósitos petebistas.

3. Pré-candidato tucano ao governo de Mato Grosso, Wilson Santos, prefeito de Cuiabá em segundo mandato, é primo de Eraldo Jorge Leite, ex-prefeito de Jateí, e tem familiares espalhados pelo sul de Mato Grosso do Sul.
De origem humilde, professor de História com uma pós-graduação em Gestão Pública na USP, Wilson Santos gosta do debate, mas se espantou com o tom que o governador André Puccinelli adotou na disputa entre Campo Grande e Cuiabá por uma subsede da Copa 2014.
Depois da vitória de Cuiabá, chegou a escrever um artigo sugerindo a Puccinelli que fosse ‘txupar manga’.
Ainda que sobre isso não abra o bico nem sob tortura, Wilson torce por Zeca do PT.

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Postado por   Oscar Gaspar |  09/03/2010 | 13:28:53
Valfrido Silva e seu bisturi
O blog do competente jornalista Valfrido Silva – www.valfridosilva.com – se consolida, a cada dia, como o instrumento mais eficaz para medir o pulso da política – e tudo é política, já dizia o Brecht – de Dourados.
Dono de um texto com a cortante eficácia de um bisturi, Valfrido Silva faz, neste momento, cirurgia – ou seria necropsia – meticulosa e profunda na administração (?) do prefeito Ari Artuzi.
Líder estadual absoluto em número de comentários sobre seus ‘posts’, o blog de Valfrido Silva é um estuário das mais diversas e divergentes opiniões, conferindo-lhes a audiência que de outra forma nunca teriam.
Muitas vezes essas opiniões pouco ou nada tem a ver com o assunto que ‘comentam’. Isso é o de menos. E, talvez, seja até o ‘de mais’, pois qualquer assunto valfridiano é tema para muitos comentários diretos ou paralelos. Liberdade na web é isso.
O mais importante, porém, é que Valfrido Silva escreve como poucos, tem coragem para opinar e independência para bater de frente com pretensos poderosos. Ou com os pretensiosos do ‘poder’.
Pior para o Artuzi.
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Postado por   Oscar Gaspar |  08/03/2010 | 12:45:29
O blog profetiza: Odilon não disputa governo
Não é por nada, não, mas da planície da humildade de quem só usa o senso comum e nada mais, o blog afirma: é de uma em um milhão a chance de que o celebrado juiz federal Odilon de Oliveira saia candidato a governador por um partido ‘grande’ como o PSDB, por exemplo.
Já em relação a partidos ‘intermediários’ ou ‘medianos’ – PTB, por exemplo – essas chances ‘aumentam’ um pouco: uma em 990 mil, vá lá.
Não estão em julgamento, nessa ‘premonição’, os méritos do meritíssimo Odilon de Oliveira – como juiz e cidadão, já que como político ele nem sequer é, ainda, um iniciante. A ‘profecia’, assim com tanta certeza, se baseia no pragmatismo, na realidade do mundo político-eleitoral concreto. Exemplo?
Até as velhinhas de Taubaté – morreram? – e as criancinhas da catequese da paróquia de Nioaque sabem que não tem campanha eleitoral sem ‘caixa dois’. Isso ninguém discute. Agora imaginemos o meritíssimo Odilon de Oliveira candidato a governador de Mato Grosso do Sul pelo PSDB e um emissário da campanha de Zé Serra avisando o candidato estadual de que um emissário “chega de São Paulo às tantas com tantos milhões de reais para sua campanha...” – por favor, isso é só uma futurologia com base na realidade ‘eleitoral’ do Brasil. Não vá o doutor juiz supor que eu seria louco de inventar uma denúncia no mercado futuro.
Serra – ou Dilma ou seja lá quem for ou fosse – teria coragem ou ‘abertura’ para tratar desse assunto (tão corriqueiro em política eleitoral) com Odilon??? Claro que não, né. Vai que o homem esqueça que está na rinha eleitoral e prenda o emissário em flagrante...
Já no outro espectro, o dos partidos medianos, os senões seriam de outra ordem. No PTB, por exemplo, Odilon de Oliveira deveria ter muitas dificuldades éticas para se acomodar como liderado de Roberto Jefferson, o hábil, que até hoje não disse onde estariam os R$ 5 milhões que confessou ter recebido via ‘mensalão’.
Quanto a iniciar sua carreira política a bordo de um partido nanico, Odilon de Oliveira sabe que aí a vida não seria fácil. Ao contrário do que ocorre no Judiciário e noutras carreiras, como a acadêmica, em política o paradigma não é o mérito, mas uma série de outros ‘fatores’, na verdade um ‘mix’ onde fica difícil separar virtudes de artifícios, artimanhas de qualidades, e outras coisinhas mais.
E ainda: por mais que lideranças políticas – não a turma do oba-oba, que não tem voto nem nunca terá – ‘celebrem’ o prenúncio do advento (é isso mesmo) do possível ingresso de Odilon de Oliveira na política partidária, na verdade essas lideranças não o querem lavrando em sua (delas) seara. Nada, nem mesmo o Judiciário, é tão corporativista como a ‘nobre classe política’.
Eles podem até acenar, por razões óbvias ou por motivos não tão explícitos, para esse que, por agora, ainda é o temido juiz federal Odilon de Oliveira. No momento em que, despojado da toga e da caneta ‘sentenciosa’, ele virar um ‘igual’ na terra do vale-tudo da política eleitoral, será tratado como alguém que entrou no ônibus agora e já quer a janela, como diria Romário.
Odilon de Oliveira sabe disso e de muitas outras coisas. Como, por exemplo, o desafio de fazer campanha sem o aparato de segurança da Polícia Federal, a que tem direito hoje, como magistrado que pôs na cadeia dezenas de bandidos, dentre alguns ‘capos’ notórios.


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Postado por   Oscar Gaspar |  08/03/2010 | 12:37:59
Corrida maluca

Disso todos já sabem: Waldemir Moka venceu a ‘corrida maluca’ das ‘prévias’ do PMDB – com a feia trombada final acelerada por acusação de compra de voto etc e tal – para escolher seu candidato ao Senado.
Com larga vantagem sobre o senador Walter Pereira, Moka tirou-lhe a tal ‘candidatura natural’ – que não existe de direito.
Para Moka e seu grupo – que inclui o governador André Puccinelli, o prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad e praticamente todos os ‘notáveis e notórios’ do partido, uma vitória interna sem benefícios diretos, a não ser o de inflar egos já prestes a explodir.
Para o PMDB, contudo, a ‘corrida maluca’ provoca perdas. Não só expondo ao distinto público votante as dissensões e os rachas internos do partido, mas por significar risco potencial de migração de votos descontentes, magoados e discriminados para outros partidos.
Embora, como diria Tancredo Neves – ou foi outro mineiro qualquer? –, política seja como nuvem (você tira olho e no instante seguinte ela já mudou de formato), no momento o senador Delcídio Amaral (PT) e o deputado federal pedetista Dagoberto Nogueira, pré-candidato ao Senado, têm direito de comemorar a trombada entre os concorrentes da mesma escuderia.
Mesmo que oficialmente o senador Walter Pereira acabe assimilando a derrota, certamente não terá motivação para evitar a migração de parte de seu eleitorado – o resultado das prévias permite projetar que esteja em torno de trinta por cento dos peemedebistas – ‘puna’ Moka votando em outros candidatos ao Senado. Eleitor despeitado é fera solta...


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Postado por   Oscar Gaspar |  08/03/2010 | 12:34:04
Ataque preventivo
Também do lado da coligação – ainda informal – entre PT e PDT se não há risco de trombadas, há indícios claros de que ‘pilotos’ reclamam do prenúncio de privilégios a adversários ainda na fase de preparação dos carros.
O senador Delcídio Amaral registrou, com veemência, seu ‘desconforto’ por não ter sido consultado pelo partido sobre a indicação do nome de dona Gilda dos Santos, esposa de Zeca do PT, como candidata a suplente do pedetista Dagoberto Nogueira na disputa pelo Senado.
Delcídio teme que, tendo em sua chapa a esposa do candidato da coligação a governador, Dagoberto Nogueira possa largar em condições mais favoráveis, com tanque cheio, pneus diferenciados etc e tal. Ou, então, contar, no mínimo, com uma assistência mais ‘eficaz’ da equipe, a cada pit stop – para continuar com a figura da Fórmula 1.
Há quem diga que o lamento de Delcídio não passa do exercício de seu ‘direito de chorar’. Com a reeleição praticamente assegurada, de acordo com todas as pesquisas, o senador corumbaense seria desses pilotos que a equipe não tem como deixar em segundo plano.
Pelo sim, pelo não, Zeca do PT, o chefe de equipe, tem recomendado todo cuidado para não arranhar a carenagem do ‘bólido’ Delcídio.
Entre o fã-clube de Delcídio a opinião é de que o senador fez um ‘ataque preventivo’: melhor gritar agora, quando os motores ainda não foram ligados e o protesto ainda pode ser ouvido.
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Postado por   Oscar Gaspar |  02/03/2010 | 10:42:46
PTB, autoestima e automóvel
O PTB de Mato Grosso do Sul, dizem, ainda estaria no tal ‘movimento pendular’ (citado no post ‘PTB, atacado e varejo’).
Ainda que seu presidente Ivan Louzada tenha negociado intensamente (!!!) com o governador André Puccinelli na semana passada, há uma conversa agendada com o ex-governador Zeca do PT para os próximos dias.
Em viagem relâmpago a Brasília na semana passada, Louzada teria recebido do presidente Roberto Jefferson, o hábil, sinal verde e carta branca para negociar – esse é o verbo com todos os significados – a coligação.
A conversa com André Puccinelli teria propiciado a Louzada uma incontida alegria. Reinstalado na condição de interlocutor importante no processo pré-eleitoral, o presidente regional do PTB também teria recuperado a autoestima, agora trafegando a bordo de um automóvel top.
O encontro agendado com Zeca do PT terá, a pedido deste, a presença da Executiva regional petebista. Que, obviamente, não deve caber no reluzente top de linha do presidente Louzada.
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Postado por   Oscar Gaspar |  02/03/2010 | 10:40:28
Tratamento camarada
Responsabilizado por usar ilegalmente R$ 8.500,00 da Câmara Federal para custear impressão de propaganda pessoal – com a qual pretende bater seu correligionário, senador Walter Pereira, em prévia que definirá o candidato do PMDB de Mato Grosso do Sul ao Senado – o deputado Waldemir Moka mereceu tratamento ‘vip’ da imprensa estadual em relação ao episódio. Coisa de camaradagem mesmo. Moka é um bom camarada, dizem os coleguinhas da mídia em geral.
Tão marcante quanto a solícita condescendência da mídia estadual que de fato conta foi o ‘contorcionismo verbal’ da assessoria do parlamentar, ao buscar transferir a responsabilidade pelo deslize também “verbal” – neste caso aqui, relativo à verba, recurso... – à Câmara Federal.
Pelo sim, pelo não, pelos que ficam e pelos que vão, o corregedor-geral da Câmara, deputado ACM Neto (DEM/BA) lembrou que a devolução do dinheiro ilegalmente gasto não implica na automática suspensão da denúncia por crime eleitoral.
O senador Walter Pereira, acossado por Moka para ceder-lhe o lugar na disputa pelo Senado, deve estar acompanhando tudo com ‘solidária’ atenção.
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Postado por   Oscar Gaspar |  02/03/2010 | 10:33:53
Adeus, Heráclito
Não sou dado a necrológios, essas peças fúnebres com uma incontida queda para a hipocrisia.
Por isso, em respeito à memória de Heráclito Figueiredo, engenheiro e ex-prefeito de Campo Grande falecido na segunda-feira, 1° de março, direi apenas que se tratava de um homem de caráter exemplar, de uma solidariedade discreta, mas eficaz, confortadora.
Tive o privilégio de conviver com Heráclito Figueiredo. Por isso rendo a seus familiares o me preito de solidariedade cristã, e à memória de Heráclito, a expressão de minha permanente reverência.
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Postado por   Oscar Gaspar |  01/03/2010 | 10:59:33
PTB, atacado e varejo
Roberto Jefferson, o habilidoso presidente nacional do PTB, anunciou no final de semana o apoio de seu partido à candidatura tucana – seja Serra ou Aécio – à Presidência da República.
Em entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’, Jefferson, o hábil, fez questão de deixar portas e varandas abertas: “Como a coligação nacional não obriga as (executivas) regionais a seguirem o mesmo caminho, posso construir aliança com cautela e não interferir nas questões locais”, proclama Roberto Jefferson, assim mesmo, com angelical naturalidade.
Para quem entende um mínimo das espertezas nada angelicais, aí está uma evidência do ‘balcão’ em que se negociam o ‘tempo de tevê’ de partidos que, mesmo sem qualquer densidade eleitoral, têm preciosos minutos, mais valiosos segundos, para se ‘cacifar’ como parceiros de primeira grandeza.
Jefferson coliga seu PTB na ‘cabeça’, mas libera as ‘filiais’ nos estados para negociar com quem der...ops, com o partido que apresente a proposta mais condizente com os altos ideais petebistas.
Ainda que afirme, na mesma entrevista ao ‘Estadão’, que o PSDB terá o apoio de seu PTB em estados como Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Roberto Jefferson sabe o quanto vale a sigla no ‘varejão’. E tem orientado seu pupilo para seguir negociando... ou negaceando.
Em Mato Grosso do Sul, conforme já dito e redito aqui no blog, o PTB, presidido por Ivan Louzada – discípulo de Jefferson, a quem dedica fidelidade e canina, e de quem recebe, por compensação, carta branca para ‘negociar’ – fez prolongado movimento pendular entre André Puccinelli e Zeca do PT ... Até que, em meados da semana passada, depois de uma rápida viagem de Louzada a Brasília, parece ter se definido por Puccinelli.
Parece.
Mas essa uma história que o blog contará em breve.

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Postado por   Oscar Gaspar |  01/03/2010 | 10:56:06
Dilma paga o PACto
Epidemia de dengue se ampliando às centenas de novos casos por dia, agentes de saúde prometendo greve quando a guerra contra o mosquito mais precisa deles, o castigo das chuvas ampliando a devastação em vias importantes de Campo Grande, a rodoviária inaugurada há um mês já carecendo de ‘remendo’ urgente – alguém aí tem dúvida de que o prefeito Nelsinho Trad vive o chamado ‘inferno astral’?
Isso enquanto o homem ainda se recupera de um sério problema de coluna.
Porém – e na vida, inclusive dos políticos, há sempre um porém – o prefeito peemedebista de Campo Grande deve estar sendo movido, em boa parte, pela especialíssima deferência com que vem sendo tratado pelo Planalto – leia-se presidente Lula e ministra Dilma Roussef – desde que proclamou seu apoio à candidatura presidencial da czarina planaltina.
Tratado por Dilma como cabo eleitoral de primeira grandeza, o médico-prefeito Trad Filho pode até se atormentar com tantos e tão grandes problemas domésticos – incluindo-se aí as péssimas condições de atendimento da rede pública de saúde. Mas o antídoto eficaz agora está à mão: em política não há mal que o um bom afago no ego não cure.
Especialmente quando vem com o complemento de investimentos garantidos e verbas emergenciais asseguradas.
Nós sabemos quem paga o pato. Ou melhor, o PACto.

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Postado por   Oscar Gaspar |  01/03/2010 | 10:53:52
Remendão
A mais estanada ‘lenda urbana’ de Campo Grande, bate o recorde da insensatez: mais ou menos um mês – nem vale a pena conferir – depois de inaugurada, a nova-velha ‘rodoviária’ de Campo Grande entra em reforma.
Sim, senhores navegantes, tal como dito aqui em ‘previsões’ que dependiam só de uma olhadela na ‘magnífica’ obra, os projetistas não ‘previram’, sequer o número de ônibus que deveriam operar ali. Agora, entram em obras para tentar acabar com o vergonhoso ‘engarrafamento’.
Anotem aí: isso é só o começo de uma vergonhosa – e suspeitíssima – seqüência de distorções na operacionalização do ‘terminal’ – e bota terminal, no sentido de estado terminal da incúria, nisso – cujo patrono, Antônio Mendes Canale, um dos mais austeros e inteligentes políticos que Mato Grosso do Sul já teve, se vivo estivesse já estaria avaliando devolver a homenagem.
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Em sua opinião, quais das medidas seriam mais pedagógicas contra a corrupção:
Criar mecanismo legal que obrigue todos políticos que exerçam ou tenham exercido mandato, em qualquer instância ou esfera, abrir o histórico da formação de seu patrimônio nos últimos vinte anos.
Conferir independência aos Tribunais de Contas em relação ao Legislativo, para que tenham autonomia constitucional efetiva.
Modernizar a Lei para que valores usurpados sejam logo confiscados e transformados em recursos para o combate à corrupção.
Nenhuma delas.
 
 
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