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Campo Grande/MS, 09 de Setembro 2010
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Postado por
Oscar Gaspar |
24/02/2010 |
11:17:06
O PTB agora é "di maior"
Ainda sobre o tema, a ‘apresentação’ ao Presidente Lula, semana passada, do presidente da Acrissul Chico Maia como provável candidato a vice na chapa de Zeca do PT ainda continua ‘rendendo’ descontentamento nas hostes petebistas.
Já se disse aqui (ver post ‘Agora é a hora do PTB’) da importância, às vezes estrategicamente ‘ignorada’, do PTB. Pois bem. Quando o deputado federal petista Vander Loubet sugeriu a Lula que Chico Maia era – ainda é? – potencial candidato a vice de Zeca, talvez por ‘simples’ ato falho, minimizou a importância do PTB como partido. Foi o suficiente para incendiar a ‘roça’ petebista no Estado. O Partido, que tem outros nomes, como Zelito Ribeiro e Italivinho, além de Chico Maia, tremeu nas bases. E o presidente da Executiva estadual Ivan Louzada protestou por ter sido ignorado. Conversou com seu presidente nacional, o indefectível Roberto Jefferson, que lhe deu carta branca para agir com total liberdade. O governador André Puccinelli, que não chegou onde está por acaso ou sorte, ‘sintonizou’ o descontentamento de Louzada e contatou-o para retomar a discussão sobre a aliança. O que Puccinelli usou como ‘argumento’ para convencer Louzada, o blog contará nas próximas postagens. Ontem, terça-feira, 23, Zeca do PT ligou para Ivan Louzada, desfez o mal entendido em torno do candidato a vice, assegurando que com a coligação o PTB estará absolutamente livre para indicar o candidato a vice que bem entender. Zeca ainda convidou Ivan Louzada para ir a Brasília, semana que vem, para uma conversa definitiva com Roberto Jefferson. “Sem a sua participação e o seu ok, não há negociação”, disse Zeca a Ivan Louzada.
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Oscar Gaspar |
24/02/2010 |
11:13:28
"Fogo amigo" contra Zeca
Ainda sobre ‘Aerolula: a carona e seu significado’: de volta à base, depois do vôo e do ‘tour’ com Lula em Brasília, Zeca do PT retornou à base com fôlego e disposição de estreante.
Pena que parte desse combustível precise ser gasto para desfazer os efeitos do ‘fogo amigo’: assessores de ‘companheiro’ com mandato federal se encarregam de difundir para a coleguinhas da imprensa que Zeca não disputaria a eleição. Que o governador André Puccinelli e seus aliados insistam nessa ‘versão’, é da natureza do jogo político. Agora, que assessores de parlamentar petista se prestem a essa tarefa de ‘linha auxiliar’ – quinta coluna, se dizia antigamente – é algo escabroso.
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Oscar Gaspar |
24/02/2010 |
11:09:45
Para não grassarem erros crassos
Depois de ‘dilatados dias’, como diria poeta de outros e parnasianos tempos, o blog retoma algum fôlego. E, amarelo de vergonha, de cara se desculpa por uma tal de “passificadoras” – assim mesmo, com dois ‘esses’, que tanta e justificada ira causaram aos navegantes João Carlos Amorim e Carlos A. – que ‘podem’ ser só um; ou outro qualquer, já que nessa galáxia tudo é possível. (Ver comentários do post “Aerolula: a carona e seu significado”).
Só que no justo afã de corrigir blog e blogueiro, o nosso Amorim/Carlos A. comete, vejam só, quatro erros em três linhas: “escrece” – seria uma corruptela para “escreve-se”? – , “êsses” (assim com acentinho), e, pra fechar: “grasso êrro...”. “Grasso” não existe, meu caro Amorim, como é errado escrever “êrro” com circunflexo para diferenciar substantivo de verbo. Na certa você queria dizer CRASSO, que significa “espesso, denso, grosso, grosseiro (figurativo), segundo o ‘Larousse’. Algo assim como acentuar êrro. Já o verbo ‘grassar’ é outra coisa, caro Amorim. Aliás, para escrever êrro assim com acento, você deve ter tido um trabalhão danado, pois até o meu editor de texto, que deve ter sido o mesmo que Moisés usou para arquivar as ‘tábuas da lei’, só com muita insistência aceita grafar êrro assim errado. No mais, Amorim, você me pegou num dia bom para tentar mostrar o quanto é arriscado a gente tentar corrigir os outros sem as tais sandálias da humildade. Liga não, a vida é assim mesmo. Tudo é passageiro, exceto a tripulação.
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Oscar Gaspar |
19/02/2010 |
10:34:32
Aerolula: a carona e seu significado
Ainda que “dois bicudos não se beijem” etc e tal, perde quem aposta que o encontro (?) entre André Puccinelli e Zeca do PT – com a distância ‘sanitária’ mantida por ambos, mais o ‘cordão de isolamento’ dos respectivos áulicos –, logo mais em Três Lagoas, possa resultar em trombada.
Sob as bênçãos momentaneamente passificadoras do Presidente Lula, Zeca e André saberão se comportar de forma civilizada – no mínimo politicamente correta. Só que em política – e isso é mais velho que andar pra frente – vale muito mais o gesto, a representação, que a própria realidade. E o fato de Zeca do PT embarcar no ‘Aerolula’ a convite do Presidente e amigo Luis Inácio, tem o significado político que transcende a ‘carona’ aérea. Queiram ou não os adversários explícitos e os artilheiros do tal ‘fogo amigo’ – que são infinitamente mais perniciosos – o significado político dessa breve viagem é um só: a confirmação de que Lula abençoa a candidatura de Zeca. Simples assim. A conferir.
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Oscar Gaspar |
17/02/2010 |
14:15:07
Agora é a hora do PTB
Estrategicamente ‘esquecido’ – quem desdenha quer comprar, diz o velho ditado – ou flagrantemente ‘esnobado’ pela falta de visão de futuro imediato, de que são vítimas certas lideranças políticas, o PTB de Mato Grosso do Sul, presidido por Ivan Louzada transformou-se, repentinamente, numa cobiçada companhia, em interessante parceiro, se o machismo ‘matucho’ exigir referências masculinas.
Com fidelidade testada e comprovada pelo presidente da executiva nacional petebista, o controvertido e habilíssimo Roberto Jefferson, Louzada ganhou, em troca, autonomia para negociar aliança em Mato Grosso do Sul. Quem tentou ‘saltá-lo’ e negociar diretamente com Jefferson – com fez o governador André Puccinelli em fins do ano passado – quebrou a cara e teve de enfrentar o constrangimento de retomar o diálogo com Ivan Louzada. Devidamente ‘enquadrado’, Puccinelli agora tem Louzada como interlocutor de primeira grandeza. Já PT, PDT & adjacências não se deram conta, parece, da importância decisiva de Louzada na discussão de eventual coligação com o PTB sul-mato-grossense. Ainda que o empresário e presidente da Acrissul, Chico Maia, e o fazendeiro Zelito Ribeiro, ambos do PTB, sejam nomes citados como preferenciais de Zeca do PT como candidatos a vice em sua chapa, o presidente Ivan Louzada tem se queixado da falta de interlocução. A correligionários bem próximos, aliás, Louzada diz que se cansou de tantas promessas de parlamentares como os deputados federais Dagoberto Nogueira (PDT), pré-candidato ao Senado na também pré-anunciada coligação com o PT, e Vander Loubet (PT), candidato à reeleição e um dos principais articuladores políticos do PT. Um aviso aos navegantes: ainda que Chico Maia e Zelito Ribeiro – este com uma veemência que beira a apoplexia – não queiram saber de aproximação política com Puccinelli; e ainda que Roberto Jefferson não esconda de ninguém que detesta a arrogância do governador – o sujo sempre fala do mal lavado – a falta de apetite (que sugere quase menosprezo) que PT e PDT demonstram para o diálogo com o PTB estadual está empurrando o partido para os braços do PMDB. Se alguém duvida, é só perguntar quem conversou longamente com Ivan Louzada antes de mergulhar no descanso carnavalesco. Trinta dinheiros para quem disse “André Puccinelli”.
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Oscar Gaspar |
17/02/2010 |
14:09:09
Amaro Pinto morreu. E daí?
A morte de Aelinton Amaro Pinto, o “Playboy”, 27 anos, por PMs do grupo de elite Cigcoe, na segunda-feira em uma casa na Vila Romana, em Campo Grande, tem circunstâncias nebulosas a serem esclarecidas.
Acusado de vários crimes, Amaro Pinto...tá certo (perdoem-me, mas nem mesmo a morte o livra de explorar essa cacofonia) era presidiário da ‘Segurança Máxima’ ater o último dia 9, fugiu de frente de um hospital – onde tinha sido levado para fazer exames – depois de dominar, com um comparsa, o policial e roubar sua arma. Procurado desde então, ao ver a viatura policial, Amaro Pinto teria saltado muros e invadido uma casa humilde, refugiando-se embaixo de uma cama. Quando os policiais invadiram o local, moradores já haviam deixado a casa e Amaro Pinto, por ter reagido à bala, acabou morto. Algumas ‘pequenas’ dúvidas carecem de explicação. Amaro Pinto, pela ficha criminal anterior e pela ousadia da fuga, não era flor que se cheirasse. E, claro, não haverá de se querer que a polícia vá atrás de uma cara desses com um uma rosa na mão, em sinal de paz. Mas também é duro de se imaginar que o cara que se esconde debaixo de uma cama vá, dali, reagir a tiros. Em reportagens de tevê, a tal cena do crime estava toda desfeita, inclusive com o dono lavando sua casa para livrá-la do sangue do foragido morto. Polícia Civil e, especialmente, o Ministério Público devem exigir as competentes perícias nas armas ‘usadas’ no suposto confronto. Assim como exames que possam, ainda – se é que isso é possível – definir origem e trajetória dos disparos. Simples assim. Ainda que o governador André Puccinelli, em seus arroubos autoritários, sugira que policiais estaduais devam atirar ‘com segurança’ contra criminosos, não dá para aceitar que “bandido bom é bandido morto”. Policiais – especialmente de grupos como Cigcoe, que frequentemente expõem suas vidas em operações de alto risco contra a bandidagem – podem e devem ‘chegar duro’ nessas situações. Mas devem evitar – até porque treinam para isso, e muito – ao máximo o chamado gesto extremo, da eliminação. Se a mídia não questionou a versão de que a morte de Amaro Pinto, pela PM, foi em legítima defesa, em seu programa de tevê, terça-feira, o ex-deputado Raul Freixes levou o autoritarismo e a brutalidade às últimas consequências: depois de “advertir” – não se sabe em nome de quem – de que a polícia de Mato Grosso do Sul está “preparada” para enfrentar bandidos como Amaro Pinto, Freixes sugeriu que essa mesma polícia levem os criminosos “para as piranhas no Pantanal”. É trágico que alguém com a responsabilidade de comunicador com acesso a amplo espectro da sociedade e, além do mais, com a experiência de ter desempenhado mandatos de prefeito e de deputado estadual – portanto, com o dever ético de saber da gravidade do que ‘propõe’ – sugere a volta à barbárie. Que já imperou por aqui, em tempos não tão distantes assim – mas que todos queremos esquecer. A propósito, se blog e blogueiro podem sugerir algo, proponho a todos quantos, às vezes até com algum vislumbre de razão, pregam, paradoxalmente, o arbítrio e a violência como antídoto (impossível) à própria violência a leitura, abaixo, do fragmento do poema “No Caminho com Maiakovski”, de Eduardo Alves da Costa. E, por muitos anos – e ainda agora, por muita gente – atribuído erroneamente ao próprio Maiakovski: "[...] Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. [...]"
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Oscar Gaspar |
17/02/2010 |
14:05:30
Lenda urbana
Não precisava ser profeta, vidente, cartomante nem filho de benzedeira para ‘prever’ o óbvio, como fez aqui o blog: entregue como a “nova maravilha urbana” de Campo Grande, a tal rodoviária ‘entalou’ – e não regurgitou – logo nas primeiras horas do carnaval.
Imaginem, senhoras e senhores navegantes, que houve engarrafamento de ônibus na nova-velha rodoviária. Sim!!! Filas de oito, dez ônibus, esperando por um lugar numa das pouquíssimas plataformas. Pior ainda: como a concessionária, que construiu e opera a ‘rodoviária’, e a Prefeitura previram, com total segurança, que a tal obra prima – prima de quem, cara pálida? – teria prazo de validade até 2050 (isso é que é visão de futuro!), óbvio que ninguém planejou(?) uma ‘área de escape’ – assim como no sambódromo carioca, por exemplo – para abrigar os ônibus sem espaço para aportar nas plataformas. Já no dia 12, a fila de ônibus se estendia á Avenida Gury Marques. Com algum humor (talvez por conta do carnaval, que apenas começava), um ‘passageiro da agonia’ ouvido pelo Midiamax comparou a fila com aquela de aviões em aeroportos movimentados. Só faltou mesmo o prefeito Nelsinho Trad e a tal ‘beneficiária’, ops, concessionária inaugurarem uma torre de (des)controle: “Atenção, senhores passageiros, apertem os cintos: o pior ainda está a caminho.”
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Oscar Gaspar |
09/02/2010 |
15:30:07
Para Trad Filho, praga pouca é bobagem
Com a infestação do aedes espalhando-se com insidiosa velocidade, os casos de dengue sendo ‘cronometrados’ na cidade à razão de dezenas por hora, as tempestades de verão distribuindo democraticamente pequenas (?) calamidades pela Capital e impedindo que a seja ‘fechada’ a boca do dragão da maldade que engoliu parte da Avenida Ceará, o prefeito Nelsinho Trad, de Campo Grande, não precisaria de mais nada para se dar por atacado por uma espécie de sete pragas do Egito.
Não precisaria, mas tem muito mais. ‘Travado’ por problemas de coluna que o afligem há pelo menos um mês, o prefeito não tem tido a mobilidade suficiente para operar pessoalmente as emergências. Dentre elas a ‘doença’ que ataca o sistema de saúde pública de Campo Grande que, com deficiência de médicos – para muitos a deficiência é de gestão mesmo, com o secretário de Saúde mais preocupado com sua estréia na política. Atacado – da coluna e dos nervos, como se dizia antigamente – pelo acúmulo de problemas em sequência, o prefeito reagiu como inusitado autoritarismo há alguns dias, ao ameaçar colocar a Polícia Militar para ‘reprimir’ os protestos isolados, mas frequentes, de usuários da rede publica de saúde, revoltados com a falta de atendimento. Diante do que, ninguém mais que Nelsinho Trad deve estar torcendo para a carnaval chegar. Só que os célebres mosquitinhos da dengue não descansam nem tiram licença no Carnaval; as chuvas torrenciais de verão podem muito ignorar a terça ‘gorda’ ou a quarta-feira de cinzas; o povão pode por em teste a discutível capacidade operacional da rodoviária novinha em folha, mas visivelmente uns cinco números abaixo do pé da demanda. Como se fosse pouco, Nelsinho Trad ainda tem o sempre simpático e gentil governador André Puccinelli em seus calcanhares, a exigir que, em nome ‘fidelidade’ político-eleitoral – cujo prazo de validade o próprio André não se da conta de que já venceu – ‘desanuncie’ seu apoio à Dilma Roussef. É tome samba.
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Oscar Gaspar |
04/02/2010 |
10:11:06
Passageiros da agonia
Senhoras e senhores, como diria o gaiato, tudo na vida é passageiro...menos o motorista e o cobrador.
Que me perdoem os entusiastas ingênuos, os puxa-sacos por conveniência e até os que de fato tem algum convencimento técnico de que a nova rodoviária de Campo Grande é uma obra ‘definitiva’. Desculpem se lhes estrago o prazer da ‘viagem’: aguardem na plataforma até o Carnaval chegar. Basta um mínimo de sensatez para ver que a nova rodoviária, celebrada por babosos puxa-sacos como uma obra para “cinquenta anos”, não passa no teste de tamanho e qualidade adequados a um terminal rodoviário de uma Capital como Campo Grande. Com taxistas e seus táxis expostos à inclemência do sol, às 14 horas de quarta-feira, um dia absolutamente normal, não havia uma única cadeira disponível para os passageiros aguardando embarque. Os taxistas ‘abandonam’ seus carros e refugiam-se numa nesga de sombra. Mas na hora de embarcar passageiros, suas ‘carruagens de fogo’ estão acima de 50 graus. Aguardemos o Carnaval. E então se saberá porque a equipe de André Puccinelli desaconselhou com veemência que Nelsinho Trad inaugurasse o tal ‘terminal rodoviário’ antes do Natal. Com uma arquitetura ‘modernosa’ – dessas receitas capazes de embevecer os incautos com a mesma magia com que se mostra ineficaz na prática – o edifício da nova rodoviária tem ‘buracos’ elementares: tanto do lado ‘leste’, onde estão as plataformas de embarque e desembarque, quanto do ‘oeste’, onde estão os guichês de frente para o acanhado estacionamento, não há qualquer barreira de proteção aos usuários / transeuntes. Não é praga, não. Mas, sem falar de chuvas com vento, muito próprias e fartas nesta época e até lá pelos fins de março, vamos aguardar os ventos cortantes de fins de maio a começos de setembro. Vai ser um ‘deus-nos-acuda’: passageiros e trabalhadores expostos em um ‘ambiente’ criado por uma ‘arquitetura’ absolutamente desprovida de sentido prático. Que foi tomar champanhe com o prefeito e governador na noite triunfal de inauguração, não anda de ônibus. Vamos aguardar o Carnaval chegar.
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Oscar Gaspar |
01/02/2010 |
10:28:33
Dor
O blog se associa à dor e ao luto da família do ex-governador Zeca do PT, abalada com a morte de Assunção Miranda dos Santos, na noite de domingo, 31 de janeiro.
Falecida aos 96 anos, dona Assunção teve oito filhos, inúmeros netos e bisnetos. Teve o privilégio de acompanhar, em plena lucidez, a trajetória política do filho de maior projeção – ‘rebatizado’, por razões óbvias, de Zeca do PT – por duas vezes governador de Mato Grosso do Sul. Na afetuosa intimidade da prole, contudo, não diferenciava o filho governador, ou procurador do Ministério Público – cargo de outro filho, Heitor Miranda dos Santos – dos demais, distribuindo conselhos, advertências e broncas com a mesma severidade como se ainda fossem os mesmos garotos de décadas atrás. Descanse em paz, dona Assunção.
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Oscar Gaspar |
01/02/2010 |
10:26:17
Drops de troco
É incrível a ‘sagacidade’ de alguns políticos que comentam a política como se fossem simples ‘expectadores’ e não atores principais em cena.
Pensando bem, talvez se presumam mesmo atores ou ‘artistas’, no sentido pejorativo do termo. Ao se julgarem capazes da ‘arte’ de se abstraírem do meio em que atuam, postando-se de críticos, na verdade expõem dois aspectos pouco construtivos: menosprezam a inteligência do cidadão-eleitor; e perdem a confiança de seus companheiros de cena – coadjuvantes ou não –, que os identificam como inseguros carreiristas. E tome polca.
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Oscar Gaspar |
01/02/2010 |
10:24:46
Mais do mesmo
A ‘advertência’ do governador André Puccinelli ao prefeito Nelsinho Trad, por sua manifestação de apoio à candidatura da ministra Dilma Roussef à Presidência, teve assim um ‘quê’ de despeito. Ou, talvez, um toque de quem registra – e dá recibo – um certo desconforto por não ter sido reverenciado com um pedido de ‘licença para falar’.
Com o anúncio de seu apoio – por ‘gratidão’, pelo dinheiro que o governo Lula, à frente Dilma e seu PAC tem investido em Campo Grande – o prefeito Nelsinho Trad estaria ‘apenas’ confirmando o óbvio: o PMDB, seu partido e também de Puccinelli, é velho aliado do PT e deve inclusive fornecer o vice na chama de Dilma. Só que ao antecipar seu apoio explícito à candidatura de Dilma, Nelsinho Trad deixou mais que claro que seu compromisso de subordinação política a André Puccinelli, tem limites e prazo de validade. Os limites são os contornos que permitam (a Trad) tomar decisões sem depender do aval de André; e o prazo de validade, sem dúvida, se esgotará com o empenho do prefeito e de sua família pela reeleição de André. Depois da campanha deste ano, qualquer que seja o cenário, não dá pra vislumbrar André e Nelsinho Trad no mesmo projeto político. Talvez nem no mesmo barco do PMDB.
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