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Campo Grande/MS, 09 de Setembro 2010
   
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Oscar VAI, sem pestanejar, com os que manejam os mortíferos canhões do bom senso contra a predatória expansão imobiliária na Capital.



Oscar NÃO vai, nem puxado a guindaste, com os falsos puros que, engordados nos cochos da corrupção, se postam de vestais...paridas.
Postado por   Oscar Gaspar |  30/12/2009 | 11:00:49
Dinheiro demais, juizo de menos
Evocada em bom samba, a sabedoria popular diz que ‘água demais mata a planta.’ Empenhados em disputa permanente pela liderança na louvação do chefe, alguns assessores diretos do governador André Puccinelli chegam a tentar, sem qualquer pudor, replicar sua entonação de voz, seus rompantes tonitruantes.
Foi nessa disparatada disputa pelos louvores mais babosos ao chefe que um dos membros da ‘sub-trindade’ que gravita ao redor de Puccinelli trombeteou que o governo do Estado teria nada menos que R$ 2,4 bilhões de reais ‘aplicados, rendendo juros’. O dinheiro, disse o entusiasmado secretário, aguardaria a hora de ser investido em obras. Que hora? O ano eleitoral de 2010, é óbvio.
Só que, excitado com a louvação ao chefe, o secretário não se deu conta de que Governo, qualquer governo, não deve ter caderneta de poupança à custa de adiar investimentos. ‘Fazer caixa’ na administração de um estado como Mato Grosso do Sul, com tamanho déficit de investimentos públicos, é incompetência ou ‘maldade’ – segurar recursos e adiar obras ou programas sociais é ‘punir’ a população.
Agora, a oposição, através do deputado estadual Paulo Duarte (PT) quer saber onde está aplicada a dinheirama. E, com isso, colher todas as informações ‘complementares’ sobre o tamanho e o destino da remuneração do investimento ilegal.
Pelo lado do governo, ninguém toca no tema. Contudo, desde que pôs seu galo para cantar em ‘louvor do chefe’, anunciando o gordo caixa de R$ 2,4 bilhões “aplicados e rendendo juros", o secretário recolheu-se em ‘silêncio obsequioso’. Certamente imposto pelo chefe.
Voltemos ao começo: água demais mata a planta.
E tome polca.

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Postado por   Oscar Gaspar |  29/12/2009 | 13:45:06
Do tráfego ao tráfico de influência
A divulgação, aqui, como uma ‘curiosidade’ – ou preciosidade? –, do critério que conta ‘tradição’ como ponto a favor de empresas que disputam obras públicas em licitações, mexeu com algumas instâncias, digamos, responsáveis pela ‘criteriosa inovação’.
A tal ‘tradição’, que não consta dos editais, é usada como argumento para ‘sugerir’ que pretensas concorrentes saiam da estrada, destravem o tráfego – que aí vira tráfico... de influência – e abram caminho para quem tem pedigree.
‘Maquinado’ em laboratórios de acesso restrito e portas fortificadas, esse criterioso critério – deve ser algo que mistura sangue (calma, refiro-me á consanguinidade, não a vendeta), contraparentesco e outras afinidades – bem que poderia ser ‘patenteado’ por seus criativos inventores.
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Postado por   Oscar Gaspar |  29/12/2009 | 13:43:14
O buraco é mais embaixo
Conseqüência, em parte, da falta de manutenção preventiva – de acordo com avaliação do CREA – a cratera que engoliu a pista na Avenida Ceará provoca transtornos ‘invisíveis’ bem maiores que aqueles causados aos milhares de usuários impedidos de usar a via.
A imensa fratura exposta deixa claro que, mesmo vias estratégicas, como é o caso da Ceará, não merecem os devidos cuidados.
Recentemente a Ceará recebeu uma reluzente sinalização horizontal. Com tanta preocupação as tintas e vernizes que adornaram o chão da avenida, ninguém se lembrou de olhar pros lados e reforçar escoras, muros de arrimo, taludes ou coisas assim.
Aliás, moradores de conjunto de pequenos edifícios ‘estrategicamente’ localizados nas vizinhanças da imensa voçoroca, deve olhar com crescente preocupação para as nuvens carregadas e para a movimentação de máquinas e homens que tentam fechar a bocarra que, à ‘insegura’ distancia, os ameaça.
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Postado por   Oscar Gaspar |  29/12/2009 | 13:41:41
Deu no Estadão
Investigadores de Zeca do PT viram alvo de conselho »

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou abertura de processo administrativo disciplinar para investigar a atuação de um procurador e cinco promotores de Justiça de Mato Grosso do Sul responsáveis por investigação contra o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. A decisão foi publicada ontem no Diário de Justiça da União. O CNMP fixou prazo de 120 dias para que a Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado promova "adequada apuração dos fatos".
O conselho acolheu representação da defesa de Zeca do PT. O advogado do ex-governador, Newley Amarilla, atribui aos promotores "abusos e ilegalidades".
O procurador de Justiça Marcos Antônio Martins Sottoriva e os promotores Robalinho da Silva, Marcos Fernandes Sisti, Clóvis Amauri Smaniotto, Silvio Amaral Nogueira de Lima e Jiskia Sandri Trentin esmiuçaram a administração do petista e o denunciaram à Justiça por peculato e como suposto chefe de um esquema de caixa 2 que teria provocado desvio de R$ 30 milhões em verbas de publicidade durante os dois mandatos de seu governo (1999/2006).
Duas ações penais contra Zeca do PT foram arquivadas pelo Tribunal de Justiça do Estado. O Ministério Público recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para a subprocuradora-geral da República Áurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre, ficou demonstrada a legitimidade do Ministério Público para investigação criminal, "não havendo nulidade a ensejar o trancamento da ação penal". Antes que a defesa fosse ao CNMP, a Corregedoria do Ministério Público concluiu que os promotores agiram no estrito cumprimento do dever legal, sem excessos e abusos.

"A decisão do Conselho Nacional do Ministério Público é um marco na discussão do papel investigatório criminal do Ministério Público e na midiatização dessas investigações", declarou Amarilla. "Essa discussão interessa ao País porque tem a ver com a impunidade. Quanta investigação não é feita tendo em mira mais a repercussão que terá na mídia e menos a busca da verdade real? Quanta investigação não se desenvolve sem qualquer indício contra o investigado, mas segue adiante mesmo assim, apenas em razão do interesse midiático na figura do investigado? Quantos não têm sua vida arrasada após investigações de tal jaez, de nada adiantando a futura demonstração de sua inocência? Qual a responsabilidade do Ministério Público na derrubada de reputações em razão de meras conjecturas?"
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Postado por   Oscar Gaspar |  28/12/2009 | 11:43:24
Drops de troco
Depois de alguns dias de ‘férias forçadas’, o blog retorna, ainda à meia boca, enquanto espera, para esta segunda-feira, os arremates da reestruturação que a ‘Oceano’, empresa responsável pela criação e suporte tecnológico desse espaço virtual.
Como os fiéis navegantes, também aguardo com ansiedade.
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Postado por   Oscar Gaspar |  28/12/2009 | 11:42:03
Dizionário do Artuzi
Mais verbetes do ‘dizionário do Artuzi’, esse pobre moço voluntarioso, manipulado com habilidade por velhas raposas políticas que o exploram e expõem. Não só ao ridículo, mas ao concreto risco de se emaranhar para sempre nas redes legais.
ANEL VIÁRIO: alianças trocadas entre o prefeito e o governador Puccinelli, para celebrar a promessa de liberação de verba que vem via ‘Diário’. Oficial, é claro.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: Prosa demorada para anotar tudo que a gente não pode fazer em dez anos, mas jura que vai fazer em três.
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Postado por   Oscar Gaspar |  28/12/2009 | 11:40:43
Licitação e tradição
Embora não constem dos índices e parâmetros definidos em edital de licitação, critérios altamente subjetivos são usados por uma das mais cacifadas instituições públicas de Mato Grosso do Sul, na hora de contratar obras públicas.
Confrontados, em particular, com a lista de empresas classificadas para tocar obras que absorverão dezenas de R$ milhões – todas elas com óbvias e evidentes relações com quem contrata e paga – responsáveis públicos pela execução dos contratos sustentam um argumento indefensável para, digamos, critério de desempate em favor das ‘vencedoras’ – a ‘tradição’, ou seja, o ‘tempo de estrada’. Algo assim como diziam nossos avós, para justificar alguma concessão ou favor: “Já comemos muito sal juntos...”
Se “tradição” fosse critério para classificar empreiteiras em disputa por obras públicas, a ‘Noé Engenharia Naval’ ganharia a construção de todos os estaleiros da Petrobras.
Já aqui em terras guaicurus, caciques com cacife para gerenciar dinheiros públicos, brandem a ‘tradição’ como handicap de empreiteiras – e fazem isso com a ‘leveza’ de quem não diferencia ‘consórcio’ de ‘famiglia’ .
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Postado por   Oscar Gaspar |  28/12/2009 | 11:30:47
Natal selvagem
Selvageria como essa praticada por presidiário que, com ‘salvo conduto’ legal deixou a cadeia de Sorocaba (SP) e veio para Campo Grande, onde violentou uma criança de onze anos, contribui para a ‘demolição’ do instituto do chamado indulto de Natal.
Todo ano é a mesma coisa: quando levas de prisioneiros deixam as prisões para “passar o natal com seus familiares”, já se sabe que, sem contar aqueles que não retornam, boa parte deles vai aproveitar as ‘férias’ para novos crimes.
É urgente um debate nacional sobre esse tal de indulto natalino. Ainda que seja um direito assegurado em lei e, em última instância, até uma concessão humanitária do Estado, então que se criem mecanismos mais rigorosos para a ‘regalia’.
Além da necessidade de avaliar com maior rigor aspectos como ‘bom comportamento’, ‘progressão’ e outros ‘parâmetros’ subjetivos, a legislação se ‘renovar’ minimamente, fixando a obrigatoriedade de pulseiras ou tornozeleiras eletrônicas, para monitorar a circulação dos ‘indultados’.
A ‘simples’ constatação de estar sendo monitorado já anularia – ou, pelo menos, reduziria em muito – o impulso (ou o instinto?) para a prática criminosa.
Contudo, para a família da garota, arrancada às mãos de sua tia e barbarizada por um monstro que veio de longe, assim como para incontáveis outras famílias e vítimas dessa onda de crimes que o tal ‘indulto de natal’ sopra como tsunami todos os anos, tudo isso, agora, não passa de mistificação, de conversa fiada. Lamentavelmente.

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Postado por   Oscar Gaspar |  23/12/2009 | 10:00:01
O Dizionário do Artuzi
Vem aí o ‘dizionário do Artuzi’, uma versão ‘simplificada’ (???) do Aurélio. ‘Dizionário’, assim com z, porque o nosso (deles lá, claro) prefeito Ari Artuzi, de Dourados, bate o pé e afirma que se o diacho do livro ensina a gente “a dizê coreto as palavra, então só pode ser dizionário...”
E quem é que vai contrariar um líder com esse poder de convencimento, capaz de fazer ‘calar’ – por astúcia eleitoral e conveniência política, claro – velhas raposas, como os deputados Ary Rigo e Londres Machado.
O blog vai focar, em ‘postagens’ dos próximos dias, as gravíssimas distorções e perversões que podem ser – e são – camufladas pela manipulação da ignorância e da insensatez como máscara.
Prefeito da segunda mais importante cidade do Estado, é bem provável que o patrimônio intelectual de Ari Artuzi seja realmente escasso. Mas o ‘QI’ daqueles que usam esse ‘perplexo útil’ em benefício de suas espertezas, esse é, no mínimo, um pouco acima do normal dos comuns mortais.
Por ora, vamos apenas a dois ‘verbetes’:
VERBETE: verba pequena, grana reduzida, mixaria contabilizada ou não.
CONTABILIDADE: habilidade em contar pro nosso lado; tanto em relação a dinheiro quanto no que se refere à competência de contar direito a história que convença os ‘homens’ de que somos todos gente boa.


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Postado por   Oscar Gaspar |  22/12/2009 | 09:38:05
Recortar e colar
As empresas prestadoras de serviços de informática são a‘bola da vez’ no rol de denúncias como operadoras de processos heterodoxos na formação de caixas dois, três... e por aí afora.
Melhor dizendo, o ‘mensalão do DEM’ operado pelo aplicado José Roberto Arruda, no Distrito Federal, expôs, só agora, essas diligentes empresas de suporte tecnológico. Que, na verdade, há tempos têm sido ‘pontes’ seguras para ‘alternativas’ de tráfego do dinheiro público para bolsos privados. Sem a contrapartida do serviço prestado.
Em Mato Grosso do Sul, várias dessas empresas, algumas delas propriedades ‘indiretas’ de líderes políticos – que nem sequer passam à porta, por motivos óbvios – tem despertado atenção de autoridades federais. Até pela ‘capilaridade’ com que se expandem no Estado, tocadas pelos ‘ventos favoráveis’ de vitórias eleitorais idem.
Outra ‘mamata’ na área de prestação de serviços públicos em municípios do interior é, dizem os ‘especialistas’, o transporte escolar.
Municípios com extensão geográfica, grande população escolar na área rural e, especialmente, caixa robusto, como é o caso de Dourados, seriam verdadeiros ‘eldorados’.
O blog volta logo aos complexos sistemas de informática e aos atoleiros dos ônibus escolares nas terras vermelhas.
E tome polca.



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Postado por   Oscar Gaspar |  21/12/2009 | 10:53:46
Crime e omissão política
Quem viver, verá. A grave questão do fluxo em via dupla em nossas desguarnecidas fronteiras secas – daqui para lá (Paraguai e Bolívia), carros roubados; de lá para cá, drogas, armamento pesado e contrabando ‘em geral’ – vai se tornar assunto cada vez mais importante na agenda norte-americana para a América Latina.
Esse grave tema está diretamente associado à lavagem de dinheiro, que interessa, e muito, aos agentes do terrorismo internacional que, reais ou fictícios em território sul-americano, tanto atemorizam os Estados Unidos. Justificadamente, aliás.
Pois bem. Enquanto isso, em termos internos, como já observou o blog, não há o menor vislumbre de articulação política interna, entre estados brasileiros a quem deveria interessar, diretamente, a ruptura dessa via de mão dupla do crime.
Governos dos estados do Rio e de São Paulo acusam Mato Grosso do Sul e Mato Grosso de serem ‘fronteiras escancaradas’, responsabilizando-os pelo ‘abastecimento’ do tráfico e pelo escoamento de carros roubados. Paraná, que também tem fronteiras ‘livres’ com o Paraguai, nem se toca e também acusa os dois Mato Grosso.
O que não se entende é porque nenhuma liderança política, especialmente desses dois estados acusados, não propôs a instituição de um bloco que reúna representantes dessas cinco unidades federadas, mais a Polícia Federal, o Ministério Público, universidades e organizações civis, para um grande e articulado debate do tema.
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Postado por   Oscar Gaspar |  21/12/2009 | 10:51:55
Lixo: destino anunciado
Com grande atraso, mas ainda em tempo, Campo Grande anuncia a ‘disposição’ de transformar seu – nosso – lixo em fonte de energia e adubo. Antes tarde do que nunca.
Depois que a distorcida iniciativa do então prefeito André Puccinelli, resultou no escândalo batizado de ‘lixogate’, as sobras e refugos de nosso cotidiano seguiram tendo, por anos, o destino de sempre – os lixões.
Esses lixões sempre foram tidos como ‘tumores urbanos’ de grande potencial de degeneração do seu entorno – tanto do ponto de vista ambiental quanto humano e social.
Os lixões degradam não só o ambiente onde se instalam, comprometendo-o por décadas mesmo depois de ‘desativados’. Degradam também pessoas, os desvalidos das periferias, que tiram dali dos restos desprezados pela cidade o que supõem ser seu sustento. E que, na verdade, lhes roubam boa parte da vida, seja pela contaminação direta através de restos consumidos, seja pela humilhação do trabalho degradante, que lhes tiram o pouquinho quase nada de sua auto-estima.
Na rota do ambientalmente correto e do socialmente mais ou menos – ‘mais ou menos’ já merece um ‘bom’, nesse caso – há dois caminhos para acabar com essa vergonha exposta: a primeira é dar destinação correta ao lixo produzido agora, através de práticas como coleta seletiva e encaminhamento a estruturas de processamento imediato. A segunda, e também inadiável, é transformar os ‘aterros sanitários’ – onde abandonamos, em ‘covas rasas’, mal disfarçadas, os restos apodrecidos de nossos desperdícios – em fontes de energia e adubo orgânico.
Não há mais ‘espaço’ moral – nem físico – para os famigerados ‘lixões’, para os tais ‘aterros sanitários’, que podem ser tudo, menos ‘sanitários’.
Há muita e diversificada tecnologia para se acabar com a vergonha que é esse ‘passivo ambiental’ acumulado pela maioria das cidades brasileiras. Basta vontade política e, sobretudo, pressão social.
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Postado por   Oscar Gaspar |  21/12/2009 | 10:47:20
A praça é do povo
Instalada nos altos da Avenida Afonso Pena, a ‘Cidade do Natal’, que tem atraído milhares de ‘crianças’ de todas as idades, tem um outro papel importante além desse, essencial, de encantamento natalino: demonstra o quanto o espaço público corretamente utilizado se torna generoso para a cidade e seus cidadãos.
O blog, que já denunciou o mau uso daqueles arredores do Parque das Nações Indígenas por ‘feirões’ de automóveis – vergonhoso uso privado de espaços públicos – agora reconhece na iniciativa natalina uma destinação correta e altamente estimulante da mesma área.
Ver como a cidade se mobiliza em torno de eventos e iniciativas como esse, certamente estimula o poder público a fazer bom uso daqueles espaços durante todo o ano.
E, por falar nisso, já passou da hora de se promover uma justa homenagem ao ex-governador Pedro Pedrossian, criador dessa extraordinária maravilha urbana formada pelos dois magníficos parques – Parque dos Poderes e Parque das Nações Indígenas.
Como Pedrossian não concorre mais com os ‘poderosos’ de plantão, esses bem que poderiam reconhecer publicamente os méritos de um governante que teve visão e coragem para dar à cidade uma das maiores e mais bem articuladas áreas verdes urbanas do País.

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Postado por   Oscar Gaspar |  18/12/2009 | 09:56:34
Fora de hora
O Ministério Público, dizem, recuou da propalada intenção de investigar o jogo do bicho na Assembléia Legislativa. A informação é da mesma imprensa em que o procurador-geral do Ministério Público, Miguel Vieira da Silva, apareceu prometendo providências enérgicas.
Aliás, tem causado certo desconforto entre seus pares do MP, a frequência com que o procurador-geral aparece na imprensa, sob os mais diferentes pretextos, e até mesmo em situações em que o risco de exposição indevida da instituição é iminente.
Nesse caso da prática da zooteca informal na Casa de Leis – ou seria da ‘mãe joana’, já que nenhum de seus 24 ilustres habitantes titulares teria visto qualquer bicho penoso, bípede ou quadrúpede por ali??? – a atuação ‘espontânea’ de Miguel Vieira da Silva foi, no mínimo, extemporânea. O recuo que se seguiu, comenta-se nos bastidores, expôs o MP a um desgaste desnecessário. E perfeitamente evitável.

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Postado por   Oscar Gaspar |  18/12/2009 | 09:50:20
Zeca do PT e Zé Alencar
Sem assessor ou acompanhante político, o ex-governador Zeca do PT embarcou para Brasília na manha de quinta-feira, onde tinha audiência marcada com o vice-presidente da República José Alencar.
Conversa política com fins eleitorais, obviamente. Pelo menos oficialmente não há qualquer informação sobre resultados da audiência.
Zeca do PT também tinha conversa agendada com assessr ministerial de alto escalão, com raízes no Centro-Oeste e vinculado a partido distante, pelo menos em tese, do PT.
Falar nisso, Zeca do PT tem dito a pessoas próximas que não foi ‘avisado’ por Delcídio Amaral de que o ministro David Soares, filho do missionário RR Soares, foi filiado ao PDT de Mato Grosso do Sul exatamente para ser suplente de Delcídio.
Zeca não registra descontentamento com a tática. Apenas sublinha que não sabia dela.

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Postado por   Oscar Gaspar |  16/12/2009 | 10:21:20
Silêncio na mata
Há muitas razões para se suspeitar de que as anunciadas investigações sobre a banca do jogo do bicho, que funcionava na Assembléia de Mato Grosso do Sul, não chegarão além de ‘conclusões superficiais’. Alcançar alguém do andar de cima, além do ‘cambista’, constitui remotíssima possibilidade.
Mais deslocado que coelho em território de águia, o presidente da Casa, deputado Jerson Domingos, que para o ‘Fantástico’ ensaiou ‘enorme surpresa’ ante a denúncia, é sofrível artista. Encenou pessimamente, tanto a ‘surpresa’ quanto à promessa de providências.
Ministério Público e Deops prometem investigações rigorosas.
Não é por nada, não. Mas nem os mais crédulos apostariam seus tostões no palpite de resultado objetivo, concreto, dessas tais investigações.
O mais desolador, porém, é ‘retumbante’ silêncio dos senhores deputados. De nenhum deles ouviu-se o menor pio – o ‘dialeto’ do zôo vem a propósito – em defesa da honorabilidade da Casa ou da honra do Legislativo que integram.
Nenhum dos ilustres parlamentares foi à tribuna, ainda que apenas para jogar para a distinta platéia, cobrar explicações, exigir investigações. Ninguém se preocupou com a ‘imagem’ do Legislativo, ou seja, com sua própria imagem.
‘Explicações’ para esse silêncio ‘obsequioso’? Dizem que a mais ‘convincente’ – para os silenciosos deputados, claro – é uma ‘fezinha’ mensal em que quase (?) todos poriam a mão, e que contraria a lei fundamental do jogo do bicho – a de que ‘vale o que está escrito’.
Simples assim: em nome do ‘bicho’, a gente não fala de jogo do bicho.
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Postado por   Oscar Gaspar |  15/12/2009 | 12:03:46
Zebra no zoo: peru pia
A alegada ignorância do deputado Jerson Domingos, nobre presidente do Poder Legislativo de Mato Grosso do Sul, sobre a prática do jogo do bicho em dependências da Assembléia é de uma oceânica desfaçatez.
Até os bugios do Parque dos Poderes sabem das relações empresariais de sua excelência. Além do que, dado a rompantes autoritários, Domingos tem o ‘perfil’ próprio de quem não permite que ocupem seu território com algo que ele desconheça.
A menos que outros coadjuvantes com papel importante na gestão daquela ‘augusta’ Casa de Leis, tenham autorizado o ‘apontador’ a operar o ‘zoo’ por ali. A lista de ‘suspeitos’ poderia ser, então, encabeçada pelo deputado Ary Rigo, primeiro-secretário do ‘estabelecimento’, responsável pela administração de suas finanças. Mas dizem que o único ‘jogo do bicho’ que Rigo de fato conhece são as manhas e manias de seu vasto plantel bovino.
Vai daí que, uma vez que gabinete também forneceu, por pura generosidade, o crachá usado pelo o ‘cambista’ para operar seu ‘birô’ de apostas na Assembléia, o deputado-presidente Gerson Domingos não tem como transferir responsabilidades.
Agora, chamar o senhorzinho aquele flagrado em plena ‘apostasia’ – ‘apostasia’ não é o ato de promover apostas, ilustre Jerson Domingos? – de bicheiro é uma dupla e gritante impropriedade.
Primeiro porque agride os ‘bichanos’ ou ‘tigres’ que comandam a jogatina aqui e alhures – e que não delegam essa ‘honraria’ a ninguém. Menos ainda a um mísero cambista.
Em segundo lugar, porque ao dar tamanho a quem não tem – o pobre homem nunca chegará a bicheiro nem que a vaca tussa de primeiro ao quinto todos os dias da semana durante um ano inteiro – a pouca imprensa que trata do caso trata gatinho mirrado como tigre. Sejamos direto: se a jogatina é ilegal, para quem trabalha o pobre o homem que tinha licença e crachá para fazer sua ‘apostasia’ na Assembléia?
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Postado por   Oscar Gaspar |  14/12/2009 | 14:38:59
Deu vaca. Avacalhou
Beira o escárnio o olímpico mutismo com que a imprensa local ignorou o escândalo da banca do jogo-do-bicho instalada em plena Assembléia Legislativa. E denunciado no Fantástico global do último domingo.
Subsidiada pelos cofres do Legislativo, a quase totalidade da mídia ‘engole’ a convincente e sólida explicação do presidente da Casa, deputado Jerson Domingos, de que jamais soube da prática bicheira em seus territórios.
Se não sabe o que ocorre nos bastidores do Poder que preside, Jerson Domingos não está à altura de suas funções. Se, como até os mais ingênuos supõem, ele disse não saber o que sabia, então seria uma questão de dupla quebra de decoro parlamentar.
Alguém aí faz uma fezinha, mesmo que mínima, na apuração desse caso? Vamos abrir o jogo: nesse caso, os bichos abandonaram em massa o zoológico. Nem zebra ficou.
Aliás, dizem que até bugios, preás, pacas e quatis deixaram as matas do Parque dos Poderes em tumultuada debandada. Para não comprometer o Poder Legislativo e seu austero presidente.
Deu vaca. Avacalhou.


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Postado por   Oscar Gaspar |  14/12/2009 | 14:36:59
Canhões natalinos
Não é o primeiro ano que isso ocorre. Mas não dá pra deixar de notar a originalidade da iluminação de Natal que o Comando Militar do Oeste instalou em frente a sua sede, em Campo Grande.
Tanques de guerra com seus canhões em riste (é isso?) são ‘decorados’ com centenas de lâmpadas, numa controvertida reverência aos sentimentos de Paz e Harmonia que o Natal inspira.
Só mesmo um arraigado ‘espírito de caserna’ pode levar alguém a supor que tanques e carros de combate podem ser mobilizados em celebração natalina.
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Postado por   Oscar Gaspar |  14/12/2009 | 14:35:10
O terminal interminável
Com a cumplicidade acachapante de uma ‘oposição’ mais que agachada, prossegue o gritante silêncio sobre as suspeitas de que a ‘nova’ rodoviária de Campo Grande foi inaugurada sem as mínimas condições de funcionamento.
Enquanto obras de ‘adaptação’, remendos e puxadinhos são feitos, oposição e Ministério Público – que, em tese, deve fiscalizar a correta aplicação do dinheiro público – não dão sequer uma piscadela em direção ao tal do terminal.
Falar nisso, terminal mesmo é o estado de (des)ânimo do contribuinte ante o descaso em sequência.
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Postado por   Oscar Gaspar |  09/12/2009 | 10:12:18
Drops de troco
•Segue em ritmo de ‘tatuzão’ – aquele mastodonte mecânico que abre túneis do metrô – a ‘arqueologia’ que a Polícia Federal faz sobre os dutos e ramais seguidos pelas supostas propinas da empreiteira Camargo Correa.
•Como o ‘tatuzão’, aparentemente lento, mas ‘profundamente’ eficaz, a investigação passaria por rincões onde a Camargo Correa não tem grandes obras, mas opera plantas industriais. Como as fábricas de cimento que mantém aqui – Bodoquena – e em Nobres, Mato Grosso.
•A mesma fonte ‘terceirizada’ do blog, citada ontem no post ‘Cruzamentos perigosos’ , informa que alguns políticos listados podem ser, segundo a própria PF, ‘recebedores’ de doações ‘lícitas’.
•Pode ser. Mas a proximidade léxico-morfológica (ai ai ai !!!) entre ‘lícita’ e ‘licitação’ aponta para o iminente risco de promiscuidade.
•Enquanto isso, as línguas cortantes dos críticos contumazes do notável prefeito douradense Ari Artuzi destilam por aí que o homem ficou todo feliz ao ser convidado para ir a Belém (PA) participar de um desses manjadíssimos seminários de urbanismo, gestão municipal etc e tal.
•Dizem os venenosos que ninguém tira de Artuzi o entusiasmo infantil (é mesmo?) com a perspectiva de conhecer a ‘cidade do menino Jesus’. Ainda mais assim, nessa época de Natal.

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Postado por   Oscar Gaspar |  08/12/2009 | 10:59:25
Cruzamentos perigosos
Antes, suave convergência que levava a locais paradisíacos, a ‘junção’ de empreiteiras e grandes prestadoras de serviços com os escalões superiores da administração pública transformou-se em perigoso cruzamento, agora sob os radares potentes de MPE, MPF, CGU, TCU e por aí vai.
A ‘simples’ menção de que nos arquivos apreendidos com diretores da gigante Camargo Correa estão listadas dezenas – ou centenas, sabe-se lá –, de políticos de um estoque sortido de partidos, faz tremer até mesmo ‘províncias’ políticas mais periféricas, como é o caso de Mato Grosso do Sul.
Jornalista baseado em Brasília a serviço de jornal carioca disse ao blog a lista – a que teve acesso – traz pelo menos cinco nomes de políticos dos dois Matos Grosso.
Enquanto investigam as ‘grandes vias’– obras de metrô, aeroportos, rodoanéis (ou rodoalianças???) e afins – PF e MPF podem estimular o MPE a investigar, nos estados, a reprodução – às vezes gritantemente desproporcional – desses mesmos ‘desvios’, ‘dutos’, ‘recortes’ e outras ‘obras de arte’. Como a ligação direta – a desfaçatez do disfarce é uma afronta sensatez – de funcionários graduados de governos com empreiteiras contratadas por esses mesmos governos.
A ‘certeza’ da impunidade permite promiscuidades afrontosas.

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Postado por   Oscar Gaspar |  07/12/2009 | 10:07:42
Mãos de Tesoura no TC
O ex-deputado federal Waldir Neves levou para o Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, onde chegou há poucos dias, um ímpeto ‘político’ que tem incomodado seus pares.
Empenhado em ‘mostrar serviço’, o novo conselheiro, divulgou uma performance ‘hercúlea’: deu parecer – com voto monocrático, pessoal – em mais de seiscentos processos em pouquíssimos dias, e divulgou o feito como algo ‘nunca dantes ocorrido’ naquela corte.
Só que as decisões – ou votos, na linguagem jurídica – exaradas aos borbotões estão sendo consideradas superficiais, algumas com apenas duas ou três linhas de argumentação. E, portanto, facilmente reformadas em etapas ou instâncias posteriores.
Só que, até lá, além de eventuais prejuízos – ou benefícios indevidos, a depender de cada decisão – aos agentes públicos responsáveis pelos atos agora avaliados, o ilustre conselheiro Waldir Neves tem sob seu absoluto juízo, o poder de ‘arbitro’ sobre um montante que chega a mais de R$ 30 milhões, segundo técnicos do TC.
Ao divulgar sua duvidosa performance, Waldir Neves passou a idéia de que seus colegas são ‘inoperantes’. Sem contar que já foi devidamente ‘enquadrado’ por emitir juízos diretos sobre critérios e métodos de administração da Corte, inclusive com avaliações nada lisonjeiras sobre o presidente Cícero de Souza. Que, dizem, não tem estopim.
O blog volta ao tema.
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Postado por   Oscar Gaspar |  07/12/2009 | 10:05:51
O pano e o pânico
Durval Barbosa, o homem-bomba que Joaquim Roriz plantou como ‘herança maldita’ na administração de José Roberto Arruda, tem um equivalente – em teor de periculosidade – em Mato Grosso do Sul.
Com a devastadora exposição, aparentemente interminável, da farta distribuição do dinheiro que abastecia a maquina da corrupção movimentada pelo governo do Distrito Federal, tudo gravado por Durval Barbosa, políticos, empresários e ‘jornalistas’ entram em pânico só de supor que o ‘congênere’ sul-mato-grossense do ex-secretário de Relações Institucionais do GDF tenha sido, como este, ‘convencido’ a gravar episódios tipo ‘vale a pena ver de novo’.
Os muitos fregueses de caderneta – entre fornecedores e clientes, ou abastecedores e ‘tomadores’ – percorrem mensalmente os caminhos que levam a um endereço que homenageia importante avenida nova-iorquina. Ali, recepção ou distribuição tem a ‘leveza’ de um tecido antigo e singelo.
Como se vê, nesse difuso universo ‘paralelo’, por vezes as coincidências ou ironias ajudam a abrir caminhos que dão em portas com reforço ‘extra’.
E tome polca.






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Postado por   Oscar Gaspar |  04/12/2009 | 11:05:05
Princípe Artuzi, o bárbaro
O antológico prefeito de Ari Artuzi, que já incluiu Dourados na rota do barbarismo folclórico – que é dos mais nocivos tipos de ‘tirania’ disfarçada, porque camufla o arbítrio selvagem com o celofane da ignorância patético-apoplética –, começa pelo jornalista e blogueiro Valfrido Silva a sua investida contra a liberdade de expressão.
Valendo-se da famigerada ‘lei de imprensa’, Artuzi foi ao Judiciário para enquadrar o jornalista por crimes de calúnia, injúria e difamação. E ainda pretendia ‘limpar’ do blog valfridosilva.com tudo que considerava ofensivo a sua magnífica e exponencial alteza real. Claro que o juiz não concedeu ao ‘príncipe’ o desejo de seu arbítrio.
Pelo que propalam o ‘monarca’ – se conseguir ler isso, dizem, ele vai pensar que está sendo xingado de ‘bicicreta’... Monarck, ainda existe? – e seus súditos e conselheiros, Artuzi ‘apenas’ começou por Valfrido Silva sua ofensiva contra a parte da imprensa que não lhe é dócil.
Como diria o irreverente sábio Paulo Francis, “ignorância entronizada em indignação moral é extremamente agressiva.”
Com a expressão de solidariedade a Valfrido Silva, o compromisso de voltar ao assunto, apontando a perversa ‘geografia’ do autoritarismo em que foi cevada a ‘personalidade’ do obtuso prefeito Ari Artuzi. Na Assembléia, onde era UM voto como o de qualquer outro deputado, recebeu ‘indulgência plena’ – de um reluzente utilitário logo de cara – que o ‘isentou’, até preventivamente, por muitas e sujas travessuras.
Essa relação perversa se reproduz agora na mão inversa. Melhor dizendo, “na contramão”.
E tome polca.


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Postado por   Oscar Gaspar |  04/12/2009 | 10:39:16
Cidade poderia ser aldeia
Com a ‘cidade cenográfica’ para as comemorações de Natal, no grande estacionamento do Parque das Nações Indígenas, famosos ‘altos da Av. Afonso Pena’, o prefeito Nelsinho Trad, de Campo Grande, devolve, em grande estilo, a ‘praça ao povo’.
Embora o local, na verdade um grande e privilegiado ‘mirante’ da cidade, receba bom público nos fins de tarde e multidões nos fins de semana, de vez em sempre tem boa parte ocupada por ‘feirões’ de automóveis. É a flagrante ocupação de espaços públicos por negócios privados, como já se disse aqui.
Com a ‘cidade natalina’ e seus complementos, a administração municipal valoriza a área e oferece à população um aparato urbano de cartão postal – ainda que naturalmente temporário.
Só uma perguntinha de curioso: que paisagem urbana – aldeia, cidade ou país – a cidade cenográfica natalina reproduz? Finlândia, Noruega, Nicarágua ou Caarapó?
Ainda que me digam que é fácil dar ‘idéias’ para projetos executados, que tal se em vez de ‘replicar’ uma paisagem urbana ‘civilizada’, a gente tivesse ali uma grande e bela aldeia cenográfica, com ‘atos natalinos’ encenando o nascimento de Cristo numa ‘taba’ multiétnica?
Além de justa homenagem aos ‘donos da terra’ e ‘patronos’ do Parque, certamente Campo Grande ganharia grandes espaços na mídia.
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Postado por   Oscar Gaspar |  04/12/2009 | 10:31:23
Antes tarde...Será?
Três Lagoas potencializa como eficácia o conjunto de vantagens comparativas com que conta para a expansão industrial: localização privilegiada – com potencial para melhorar muito sua já boa logística –, política de incentivo fiscal (estadual e municipal), de proximidade com grandes mercados consumidores ou transformadores e de oferta segura de matéria prima, no caso do papel e celulose.
Agora mesmo, a prefeita Simone Tebet celebra o anúncio de mais duas grandes plantas industriais na cidade – uma siderúrgica e uma ‘papeleira’, atraída pelas grandes florestas plantadas.
Para os países desenvolvidos “era industrial” já ficou para trás com sua poluição e seus empregos ‘de segunda’. Para as nações ainda em processo que especialistas chamam de ‘desenvolvimento tardio’ (eufemismo para ATRASO mesmo), como é o caso do Brasil, expansão industrial ainda é motivo de motivo de comemoração. Aaaaiiiiinnnnda!!!
Nos países desenvolvidos, as sirenes das fábricas são cada vez mais escassas – não por conta da poluição sonora, mas porque as chaminés e a exploração de matérias primas –que de fato poluem e exaurem o planeta – foram exportados para países periféricos, onde a mão-de-obra é farta e ‘barata’, e a defesa dos recursos naturais ainda é frouxa.
x-x-x-x-
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Postado por   Oscar Gaspar |  03/12/2009 | 11:11:20
O reverso da versão
Nessa história de que o governador André Puccinelli pede, formalmente, para que o Legislativo autorize o STJ a seguir com o processo que move contra ele, só pode ter alguma ‘pegadinha’ embutida.
Como observou o deputado Paulo Duarte (PT) no bom blog de Marco Eusébio, pode ser que a ‘sugestão’ para autorizar o STJ não passe de jogo para a torcida, enquanto nos bastidores a ordem para a submissa base aliada – com folgada maioria – seja para barrar a licença.
Essa ‘coragem cívica’, estampada no documento em que encaminha a chamada defesa prévia à Assembléia, não bate com o discurso de Puccinelli em torno do ‘dolaroso’ (atenção: DO-LA-RO-SO mesmo) caso. Que ele diz ser assunto “requentado”.
Agora, se de fato foi um ‘cochilo’ das estâncias jurídicas do Governo – obviamente assessoradas por bons e caros causídicos – ao omitir um decisivo ‘não’ antes de ‘autorizar’, aí, sim, se poderia falar de ‘castigo galopante’.

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Postado por   Oscar Gaspar |  03/12/2009 | 11:05:46
Pesquisa & performance
O PT sul-mato-grossense promete para a tarde desta quinta(3/12), além de números promissores para a caminhada de Zeca do PT no caminho de volta ao Parque dos Poderes, uma ampla e detalhada decodificação dos referenciais e métodos da pesquisa que aponta esses números.
Diretor técnico do instituto vai dar explicações sobre os processos internos que dão suporte a pesquisa dessa natureza. A aula, digamos, de ‘metodologia estatística’ pode despertar muito interesse para todos nós ‘leitos & troianos’. Mas, dizem petistas & aliados, ambos do andar de cima e que já viram os números, o que vai balançar a estruturas é exatamente a performance de Zeca do PT – em múltiplos e diversos cenários.

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Postado por   Oscar Gaspar |  01/12/2009 | 09:53:10
Fantasmas na TV
A proliferação de horários ‘arrendados’ nas emissoras de Campo Grande transformou a televisão num grotesco fim-de-feira. A comparação, aliás, desmerece o dito fim-de-feira, onde o índice de inteligência e o teor de comunicação certamente são muito mais elevados.
Com uma ou outra exceção de emissora que não ‘canibaliza’ sua programação, o que se vê em Campo Grande, especialmente entre o meio da manhã e o início da tarde, é uma perversão do que seja televisão pública, concessão estatal.
E ‘perversão’ é a palavra. Afinal, ‘arrendar’ horários sob o único ‘critério’ mercantil é perverter a essência de um meio de comunicação que, como concessão pública, deveria se prestar à comunicação e entretenimento, e se remunerar com a venda de publicidade. Não pela via do ‘loteamento’ de horários, que deveriam ser ocupados pela programação que um dia a ‘concessionária’ prometeu veicular.
Manipulações políticas afrontosas, interesses eleitoreiros descarados e até outros ‘patrocínios’ de natureza mais heterodoxa – ou seria ‘homodoxa’? – promovem a ‘comunicadores’ seres tão desprovidos de inteligência quanto deserdados de qualquer cacoete para a ‘profissão’ em que pegam carona.
Dona de duas emissoras – a TV Guanandi e a TV Campo Grande –, a Igreja Internacional da Graça de Deus tem se mostrado de um ‘ecumenismo’ comovente na promoção desse balcão de compra & venda de horários para os ‘mascates’ da anticomunicação.
Alguém aí pode me explicar – a não ser com o ‘protecionismo’ debochado do governador André Puccinelli – como um tal de “Wanderley Cabeludo’ pode manter-se à frente de um ‘programa’ de tevê? Ou como é que uma mulher respeitável, empresária rural de projeção – e, circunstancialmente, titular de uma secretaria importante no Governo estadual – se submete ao ridículo de se travestir de apresentadora de televisão com uma ‘performance’ comovedoramente anêmica?
Nesse caso da secretária-apresentadora Teresa Cristina Correa da Costa Dias, há ainda outros agravantes: a) ela é paga (se acha que ganha pouco, é outra coisa) com dinheiro público para dirigir uma secretaria em tempo integral; b) seus patrocinadores, por razões óbvias, não podem (não poderiam) ter qualquer relação de negócios com o governo; c) o Executivo estadual, a quem ela, secretária-apresentadora, serve como funcionária pública temporária, é um dos grandes ‘provedores’ de receita publicitária da emissora onde ela ‘trabalha’. O que ‘sugere’, no mínimo, uma relação perigosa.
No mais, é de se esperar que esse mercado persa que retalhou a programação das emissoras locais – especialmente das duas citadas – acabe rendendo muita audiência. No Ministério Público e, mais à frente, no Judiciário.
E tome polca.
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Em sua opinião, quais das medidas seriam mais pedagógicas contra a corrupção:
Criar mecanismo legal que obrigue todos políticos que exerçam ou tenham exercido mandato, em qualquer instância ou esfera, abrir o histórico da formação de seu patrimônio nos últimos vinte anos.
Conferir independência aos Tribunais de Contas em relação ao Legislativo, para que tenham autonomia constitucional efetiva.
Modernizar a Lei para que valores usurpados sejam logo confiscados e transformados em recursos para o combate à corrupção.
Nenhuma delas.
 
 
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